Agro
Mapa encerra COP30 com 112 participações e destaca Caminho Verde Brasil na Blue Zone
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) encerrou sua participação na COP30 com um balanço que destaca o protagonismo brasileiro nas discussões globais sobre clima, inovação e produção sustentável. A comitiva liderada pelo ministro Carlos Fávaro participou de 112 atividades oficiais, distribuídas entre 37 eventos na Blue Zone, 54 na AgriZone, 11 em outros espaços da conferência e 10 reuniões bilaterais focadas em ampliar cooperações técnicas e científicas.
“A COP30 confirmou que o Brasil é parte indispensável das soluções climáticas globais. Nossa comitiva mostrou resultados concretos, apresentou tecnologias que já transformam o campo e fortaleceu a cooperação com países que reconhecem o papel estratégico da agropecuária brasileira. Voltamos com novas parcerias, novos caminhos e a certeza de que produzir e preservar é o que nos move”, afirmou o ministro Carlos Fávaro.
Na Blue Zone, o destaque da delegação brasileira foi a apresentação do Caminho Verde Brasil, programa estruturante que se posiciona como a principal iniciativa nacional dedicada à recuperação de áreas degradadas e ao crescimento sustentável da agropecuária. O ministro detalhou como o programa combina rigor ambiental, aumento de produtividade e atração de investimentos responsáveis, garantindo expansão da produção sem abertura de novas áreas. No mesmo encontro, foi lançada a iniciativa RAIZ, conduzida pela presidência da COP30 e voltada a impulsionar práticas sustentáveis em escala global.
A AgriZone, a casa da agricultura sustentável na COP30, instalada na Embrapa Amazônia Oriental, se tornou um dos espaços mais comentados da conferência. Delegações de vários países, pesquisadores, estudantes e representantes de organismos internacionais visitaram o local para conhecer tecnologias brasileiras voltadas à agricultura de baixo carbono. O formato inovador ganhou tanta visibilidade que Austrália e Turquia manifestaram interesse em replicar a mesma estrutura na possível COP31, posicionando a AgriZone como uma vitrine eficaz para aproximar ciência, políticas públicas e soluções práticas para o campo.
A delegação do Mapa esteve presente nos principais painéis do espaço, com debates sobre sustentabilidade, segurança alimentar, sistemas agroflorestais, solos, bioeconomia, restauração produtiva, crédito verde e desenvolvimento rural. As vitrines tecnológicas da Embrapa foram muito procuradas, dando destaque ao papel da pesquisa pública brasileira na construção de soluções climáticas em larga escala.
Entre os destaques do espaço Mapa na AgriZone esteve a demonstração imersiva do programa Solo Vivo, que utilizou óculos de realidade virtual para mostrar a transformação completa de áreas degradadas até a colheita final do milho. A experiência cativou um público diverso e se tornou ferramenta eficaz para apresentar, de forma simples e envolvente, o impacto direto de boas práticas de manejo do solo no aumento da produtividade, da renda e da vitalidade do solo.
Outro ponto relevante da atuação do Mapa na AgriZone foi a apresentação do Programa Nacional de Rastreabilidade Voluntária, que propõe um modelo nacional integrado para monitoramento de cadeias produtivas e logísticas. O sistema utiliza leitura automatizada e integra dados públicos e privados, ampliando segurança, transparência e eficiência em todo o processo produtivo. A iniciativa foi apresentada como ferramenta essencial para a sanidade animal e vegetal, para ampliar a credibilidade internacional do agro brasileiro e modernizar o fluxo de informações do campo ao consumidor.
O Mapa também destacou na COP30 a importância do Plano ABC+, política pública reconhecida por integrar mitigação climática, conservação da natureza e uso sustentável do solo. Em painel conjunto das três Convenções da ONU, a delegação brasileira apresentou o ABC+ como um dos modelos mais custo-eficientes para recuperar áreas degradadas, reduzir emissões e ampliar a segurança alimentar. O programa foi apontado como exemplo de sinergia entre clima, biodiversidade e produção agrícola, mostrando que o Brasil já implementa políticas robustas e com potencial de escala para atrair novos investimentos e avançar na restauração produtiva.
Em outros espaços da conferência, o Mapa esteve presente em debates sobre transição rural sustentável, sistemas alimentares mais resilientes, inovação no campo e fortalecimento de cadeias produtivas de baixo carbono, ampliando a participação brasileira nessas agendas.
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Agro
Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027
A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.
O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.
O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.
Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.
Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.
Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.
Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.
Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.
Fonte: Pensar Agro
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