Agro
MAPA e MDA discutem políticas de apoio a produtores com Fetag e Federarroz em Porto Alegre
O superintendente do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul (Mapa/RS), José Cleber Souza, recebeu nesta quarta-feira (10/12), em Porto Alegre, representantes regionais, assessoria e direção da Fetag e da Federarroz. A reunião também contou com a presença do superintendente adjunto do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Vinícius Pasquotto, e do superintendente da Conab, Glauto Melo. O superintendente do MDA, Milton Bernardes, participou de forma remota, direto de Brasília.
Três eixos de reivindicações dos produtores
Durante o encontro, o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, apresentou os três principais pontos da pauta das entidades:
- Dívidas e renegociação de financiamentos dos produtores;
- Recuperação de preços ao produtor de leite, arroz e trigo;
- Seguro rural.
Após ouvir as demandas, os representantes do governo federal reforçaram o compromisso com a agropecuária gaúcha, destacando medidas já adotadas e novos programas de apoio.
Medidas adotadas em 2024 e 2025
Segundo os representantes do governo, em 2024 foram disponibilizados:
- R$ 2 bilhões para repactuação e liquidação de dívidas;
- R$ 6,7 bilhões em operações com recurso do fundo social;
- R$ 35,7 bilhões contratados no Plano Safra 2024/25.
Para 2025, novas medidas incluem:
- R$ 12 bilhões para contratação de novos financiamentos com recursos controlados e liquidação de dívidas;
- R$ 20 bilhões destinados a financiamentos a taxas livres.
Sustentação de preços e incentivos
No que diz respeito à sustentação de preços, foram destacados os seguintes recursos disponibilizados:
- R$ 1 bilhão para o Contrato de Opção de Venda (COV) de arroz;
- R$ 200 milhões para Aquisição do Governo Federal (AGF);
- R$ 100 milhões para Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), totalizando R$ 1,3 bilhão.
Além disso, foram aprovados:
- R$ 67 milhões para PEP e Pepro de trigo;
- Negociações em andamento para liberação de R$ 100 milhões para o leite.
Seguro rural e encaminhamentos
Sobre o seguro rural, o superintendente do Mapa/RS destacou que “estamos no momento de definição da alocação do recurso para viabilizar a contrapartida do governo na contratação do recurso”.
O principal encaminhamento da reunião foi reforçar junto aos ministérios:
- Publicação de portarias interministeriais para viabilizar o PEP e Pepro de trigo e arroz;
- Demanda de recursos para AGF de leite;
- Subvenção ao prêmio do seguro rural.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Setor do arroz une forças para enfrentar crise de preços e buscar apoio ao produtor no Rio Grande do Sul
As principais lideranças da cadeia orizícola do Rio Grande do Sul reforçaram a articulação em defesa dos produtores rurais diante dos desafios enfrentados pelo setor. Em reunião realizada na última semana, representantes do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) discutiram medidas para fortalecer a comercialização, ampliar a competitividade e garantir melhores condições para os arrozeiros gaúchos.
O encontro reuniu o presidente do Irga, Alexandre Azevedo Velho, e o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, em um momento considerado decisivo para a cadeia produtiva, especialmente após a conclusão da colheita e diante de um cenário de forte volatilidade nos preços do cereal.
Rio Grande do Sul concentra 70% da produção nacional
Responsável por aproximadamente 70% da produção brasileira de arroz, o Rio Grande do Sul tem papel estratégico no abastecimento do mercado interno e nas exportações do cereal.
Durante a reunião, as entidades avaliaram o panorama atual da atividade, marcado por margens pressionadas, aumento dos custos de produção, dificuldades de comercialização e elevado nível de endividamento dos produtores.
A preocupação do setor é ampliar mecanismos que contribuam para a recuperação da rentabilidade da cultura e garantam maior sustentabilidade econômica para as propriedades rurais.
Valorização do arroz e estímulo ao consumo estão entre as prioridades
Entre os principais temas debatidos pelas lideranças estiveram ações voltadas à valorização do arroz brasileiro e ao fortalecimento do consumo interno.
O setor avalia que a ampliação da demanda é um dos caminhos para equilibrar a oferta disponível no mercado e contribuir para a recuperação dos preços pagos aos produtores.
Além disso, a busca por novos mercados e estratégias de promoção do cereal também integra as pautas consideradas prioritárias para os próximos meses.
Agenda conjunta busca soluções em Brasília
Ao final do encontro, Irga e Federarroz reafirmaram o compromisso de atuar de forma coordenada junto ao governo federal, ao governo do Estado e aos parlamentares ligados ao agronegócio.
A proposta é construir uma agenda unificada de reivindicações para ampliar o apoio ao setor produtivo, especialmente em um período de desafios financeiros para os arrozeiros.
Entre as demandas defendidas pelas entidades estão:
- Ampliação das linhas de crédito para custeio e investimento;
- Condições especiais para renegociação de dívidas rurais;
- Políticas de apoio à comercialização;
- Incentivos para armazenagem e logística;
- Investimentos em inovação e tecnologia para a produção de arroz.
Preparação para a próxima safra já está no radar
Além das questões relacionadas à comercialização da safra atual, as lideranças também discutiram os preparativos para o próximo ciclo produtivo.
A preocupação é garantir que os produtores tenham acesso a recursos financeiros, infraestrutura adequada e ferramentas de gestão que permitam maior eficiência e competitividade diante dos desafios do mercado.
Segundo as entidades, a construção de políticas públicas estruturantes será fundamental para assegurar a continuidade dos investimentos e a manutenção da liderança do Rio Grande do Sul na produção nacional de arroz.
Setor busca maior previsibilidade
Em meio às oscilações de mercado e às dificuldades enfrentadas pelos produtores, Irga e Federarroz defendem medidas que promovam maior previsibilidade para a atividade.
A avaliação das lideranças é que o fortalecimento institucional da cadeia produtiva, aliado a políticas públicas eficientes e mecanismos de apoio à renda do produtor, será essencial para garantir a sustentabilidade do setor e preservar a competitividade do arroz gaúcho nos próximos anos.
Com uma agenda conjunta e foco na valorização da produção, as entidades pretendem ampliar o diálogo com os governos e buscar soluções que permitam ao setor superar os desafios atuais e construir um ambiente mais favorável para os produtores rurais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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