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Agro

Mapa celebra Dia Internacional das Florestas com debate sobre produção sustentável

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) celebrou, nesta sexta-feira (20), o Dia Internacional das Florestas com a realização de palestra conduzida pelo secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro. O evento reuniu representantes da cadeia produtiva de florestas plantadas e sistemas agroflorestais, além de especialistas e entidades do setor, e abordou temas relacionados à produção florestal, conservação ambiental, sustentabilidade e articulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico sustentável.

Durante sua apresentação, Fiadeiro destacou o papel do Mapa na construção de uma agenda produtiva alinhada à sustentabilidade, com foco na ampliação da produção sem a necessidade de abertura de novas áreas. “A COP30 foi um evento ímpar para o Brasil, e o Mapa teve uma atuação muito forte. Ao longo da conferência, mostramos ao mundo o que fazemos aqui: conseguimos plantar e produzir sem precisar desmatar”, afirmou.

Na ocasião, o secretário apresentou iniciativas estratégicas conduzidas pelo Mapa voltadas à sustentabilidade:

  • Plataforma AgroBrasil+Sustentável: Ferramenta digital do Mapa que integra dados oficiais públicos e privados para rastrear governança ambiental, social e corporativa de produtores e propriedades rurais. Qualifica a produção agropecuária brasileira e facilita acesso a mercados exigentes, crédito e incentivos com transparência e credibilidade.
  • Programa Caminho Verde Brasil: Iniciativa estratégica para recuperar áreas degradadas e aumentar a produtividade agropecuária. Meta: restaurar até 40 milhões de hectares de pastagens de baixa produtividade em dez anos, convertendo-as em terras agricultáveis de alto rendimento sem necessidade de desmatamento.
  • Plano ABC+ (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono): Principal estratégia do governo para consolidar uma agropecuária resiliente e de baixa emissão de carbono até 2030. Promove tecnologias como recuperação de pastagens degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), plantio direto, fixação biológica de nitrogênio e florestas plantadas, contribuindo para mitigação das mudanças climáticas e segurança alimentar.
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O moderador do evento, Eduardo Brito, diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), ressaltou o papel estratégico do Brasil diante dos desafios globais. Nesse contexto, destacou a relevância do sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que é uma estratégia de produção sustentável que combina, na mesma área, cultivos agrícolas, pecuária e florestas.

Representando a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), o diretor de Relações Internacionais, José Carlos da Fonseca Júnior, destacou a consolidação do setor florestal brasileiro no cenário global. Segundo ele, o Brasil é o maior exportador e o segundo maior produtor mundial de celulose, resultado de décadas de investimentos em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e melhoramento genético, com contribuição relevante da Embrapa.

Fonseca enfatizou ainda que o país possui hoje 10,5 milhões de hectares de florestas plantadas e que as empresas do setor conservam mais de 7 milhões de hectares de vegetação nativa. “Não existe para nós o falso dilema entre plantar ou conservar. Fazemos as duas coisas: intercalamos silvicultura com florestas preservadas, especialmente ao longo de cursos d’água e corpos hídricos”, completou.

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O representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, Gustavo Chianca, apresentou dados do relatório anual sobre a situação das florestas, destacando o papel estratégico do Brasil, que possui a segunda maior área de cobertura florestal global. “O Brasil tem 486,09 milhões de hectares de florestas nativas, representando 57% de seu território; 476,87 milhões de hectares de florestas naturais (56%); 224,50 milhões de hectares de floresta primária (44% da área florestal); e 9,21 milhões de hectares de florestas plantadas”, informou.

Dia Internacional das Florestas

As Nações Unidas celebram o Dia Internacional das Florestas em 21 de março. O tema de 2026 é “Florestas e Economia”.

As florestas desempenham papel essencial na promoção da prosperidade, indo muito além da geração de renda e empregos diretos na produção florestal e no comércio de matérias-primas e alimentos renováveis. Elas sustentam a agricultura familiar e comunitária, elevam a produtividade agrícola, protegem bacias hidrográficas saudáveis e servem como base econômica para muitas comunidades rurais, fornecendo alimentos, medicamentos, combustível, renda e serviços ambientais como regulação climática, água limpa e estabilização do solo.

A perda florestal gera custos elevados, como erosão do solo, inundações, impactos climáticos severos e queda na produtividade — prejuízos que, frequentemente, superam em muito os ganhos econômicos de curto prazo obtidos com o desmatamento.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportações brasileiras de soja devem superar 15 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança do agronegócio

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O agronegócio brasileiro segue demonstrando força no mercado internacional. As exportações de soja do Brasil devem alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa um desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio global.

Os dados mais recentes da entidade indicam que os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história para o setor exportador nacional.

Soja lidera crescimento das exportações brasileiras

A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio, os embarques apresentaram crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionados pela elevada demanda internacional e pela ampla oferta nacional.

Para junho, a previsão é de exportações superiores a 15 milhões de toneladas, resultado acima das 13,8 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. O avanço reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial da oleaginosa.

A China permanece como o principal destino da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações realizadas entre janeiro e maio. Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também figuram entre os principais compradores do grão brasileiro.

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Farelo de soja registra avanço e fortalece indústria de processamento

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026. A ANEC estima embarques próximos de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O crescimento reflete o fortalecimento da indústria nacional de processamento, que vem ampliando a agregação de valor à produção agrícola brasileira.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores do produto.

Milho acelera e amplia participação no comércio global

Outro destaque do ano é o milho. Os embarques acumulados já superam 6,3 milhões de toneladas, volume significativamente superior ao observado no mesmo período de 2025. A previsão para junho aponta exportações próximas de 598 mil toneladas.

O cereal brasileiro vem ganhando espaço em mercados estratégicos, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio. Egito, Vietnã e Irã lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.

Portos do Arco Norte ampliam relevância logística

A logística segue sendo um dos pilares do crescimento das exportações brasileiras. Os portos de Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho.

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Além dos tradicionais corredores de exportação do Sul e Sudeste, os portos do Arco Norte vêm ampliando sua participação, contribuindo para a redução de custos logísticos e aumento da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.

Agronegócio mantém protagonismo na balança comercial

As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia brasileira. O avanço das exportações ocorre em um contexto de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor.

Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, contribuindo decisivamente para o saldo positivo da balança comercial e para a geração de renda no campo.

A expectativa do mercado é que os embarques continuem acelerados ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação das exportações de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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