Educação
Mais Ensino Médio: formação ultrapassa 10 mil inscritos
O curso Mais Ensino Médio, oferecido pelo Ministério da Educação (MEC) para a formação de docentes, já conta com mais de 10 mil cursistas inscritos. Com a alta procura, a Secretaria de Educação Básica (SEB) ampliou a oferta e abriu mais 5 mil vagas no Ambiente Virtual de Aprendizagem do Ministério da Educação (Avamec).
Lançada em agosto de 2025, a formação de 180 horas foi desenhada para fortalecer a Política Nacional de Ensino Médio (Pnaem) e tem como objetivo apoiar os docentes da rede pública na atualização profissional. A proposta une fundamentos teóricos, práticas interdisciplinares e a abordagem de temas contemporâneos, como cultura digital, ancestralidade, territorialidade, crise climática e impactos sociais e econômicos das apostas esportivas.
O percurso formativo é estruturado em currículo em espiral, estratégia que evita repetições exaustivas e favorece a atualização crítica. Entre os módulos, há destaque para a cultura digital, em alinhamento à Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), e para o debate sobre permanência dos jovens na escola, em diálogo com o programa Pé-de-Meia.
Lucianna Magri, coordenadora-geral de Formação de Professores da Educação Básica do MEC, explica que a formação foi pensada para atender tanto ao estudo individual quanto coletivo. Para ela, “a participação conjunta de professores de uma mesma escola, em um mesmo período, cria oportunidades de debate e aproxima ainda mais o curso da realidade vivida no dia a dia escolar”.
Já a coordenadora-geral de Ensino Médio do MEC, Valdirene Alves de Oliveira, ressalta a importância de pensar a Política Nacional de Ensino Médio de maneira integrada. “Estamos olhando para professores, diretores, coordenadores pedagógicos e estudantes das escolas públicas, sempre com o objetivo de garantir uma educação de qualidade”, afirma.
Com possibilidade de conclusão em até 45 dias, o curso oferece certificado de especialização mediante aproveitamento de estudos, em parceria com o Centro de Educação Aberta e a Distância da Universidade Federal do Piauí. Para ampliar a oferta formativa, o MEC lançará no dia 15 de outubro quatro novos cursos: Mais Ciências Humanas e Sociais, Mais Ciências da Natureza, Mais Matemática e Mais Linguagens.
Gepem – Nesse mesmo movimento, o MEC vem ampliando a formação de gestores escolares com o curso de Especialização em Gestão da Escola Pública de Ensino Médio (Gepem), voltado para diretores escolares e coordenadores pedagógicos. A iniciativa inédita promove transmissões de mobilização, proposta pedagógica inovadora, metodologia híbrida e materiais elaborados por pesquisadores de referência. Atualmente, estão com editais abertos os estados do Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão, Paraíba, Pará, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Santa Catarina e São Paulo.
Durante transmissão realizada este mês, a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, ressaltou que o Gepem representa um marco na Política Nacional de Ensino Médio, por fortalecer a gestão escolar como elemento central da qualidade da educação. Na mesma direção, estudantes já matriculados na primeira turma compartilharam suas experiências, destacando a relevância do curso para enfrentar desafios cotidianos das escolas e a expectativa de que a formação contribua para transformar práticas de gestão.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Ideb avança em todas as etapas da educação básica no Rio Grande do Norte
De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino fundamental do Rio Grande do Norte passou de 5,3 para 5,7 nos anos iniciais e de 4,1 para 4,6 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 3,7 para 4,2. Na rede pública do estado, o resultado passou de 4,8 para 5,2 nos anos iniciais; de 3,7 para 4,2 nos anos finais; e de 3,2 para 3,9 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
“Os resultados revelam que o Rio Grande do Norte teve, em 2025, seus melhores resultados no indicador brasileiro. Esse é o melhor Ideb da série histórica, provando que a escola dos nossos filhos é melhor que a escola que nós tivemos. Em 20 anos, o Brasil enfrentou, simultaneamente, três problemas históricos da educação: colocou mais estudantes na escola, melhorou sua trajetória e elevou a aprendizagem. Os resultados do Ideb 2025 fecham um balanço de 20 anos de compromisso nacional pelo acesso, pela permanência e pela qualidade da educação. Fizemos muito, mas ainda há muito o que fazer. Chegou a hora de um novo salto para o futuro, que é a melhoria da aprendizagem”, defende o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
Os dados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) referentes a 2025, que revelam o desempenho da educação básica brasileira, calculados pelo Ministério da Educação (MEC) por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foram divulgados nesta quarta-feira, 5 de agosto.
Aprendizagem de língua portuguesa e matemática – Em uma escala que vai de 0 a 500, no 5º ano do ensino fundamental, em português, a avaliação do Rio Grande do Norte passou de 201,00, em 2023, para 207,99 pontos, em 2025; e em matemática, de 209,07 para 217,68. No caso do 9º ano do ensino fundamental, em português, a média passou de 250,31 para 255,84, e em matemática, de 246,10 para 254,56. Já no 3º ano do ensino médio, em português, o resultado passou de 267,52 para 269,92; e em matemática, de 263,79 para 265,59.
“O Saeb 2025 mostra que o Brasil foi capaz de fazer em apenas quatro anos o que estudos projetavam levar uma década: recuperar a aprendizagem perdida durante a pandemia de Covid-19. Esse resultado demonstra que, com políticas públicas consistentes, investimento e o compromisso de estados, municípios, professores e estudantes, é possível acelerar a aprendizagem. Os melhores resultados de quem passa mais tempo na escola reforçam nosso plano de ampliar a educação em tempo integral e o ensino médio integrado à educação profissional, para que os estudantes aprendam mais, em segurança, e estejam mais preparados para o mundo do trabalho”, defende Barchini.
O Saeb 2025 avaliou 5,9 milhões de alunos distribuídos por 73,7 mil escolas e 247,7 mil turmas em todo o território nacional.
Estados – Todas as Unidades da Federação (UFs) tiveram resultados superiores nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, 24 UFs tiveram índices maiores, dois estados ficaram estáveis e um estado registrou queda. No ensino médio, 23 UFs subiram o Ideb, três mantiveram os índices de 2023 e uma registrou queda.
O Ideb 2025 descreve a realidade de 14,5 milhões de matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental em 101 mil escolas. Nos anos finais, retrata 11,2 milhões de matrículas em 61 mil escolas. Em relação ao ensino médio, os resultados do Ideb correspondem a 7,3 milhões de matrículas em 30 mil escolas.
Ideb Ensino Fundamental | Anos Iniciais | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb Ensino Fundamental | Anos Finais | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb Ensino Médio | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.
Saeb – O Sistema de Avaliação da Educação Básica, criado em 1990, é um conjunto de avaliações externas em larga escala aplicado bienalmente a estudantes da educação básica. A avaliação é composta por testes e questionários que apresentam informações sobre o desempenho dos estudantes e sobre fatores contextuais relacionados ao processo educacional. As médias de desempenho obtidas no Saeb, em conjunto com os dados de fluxo escolar do Censo Escolar, compõem o Ideb. Os resultados também permitem o acompanhamento de indicadores educacionais por escolas, redes de ensino e UFs ao longo das diferentes edições da avaliação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
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