Paraná
Mais de 2,5 mil novos policiais militares iniciam curso de formação para atuar nas ruas
Mais de 2,5 mil novos policiais militares começaram nesta terça-feira (5) o curso de formação da Polícia Militar do Paraná (PMPR), etapa obrigatória antes do início da atuação nas ruas. A capacitação será realizada na Academia Policial Militar do Guatupê (APMG), em São José dos Pinhais, e em cerca de 40 unidades da corporação distribuídas pelo Estado. Na segunda-feira (4), os 2.583 aprovados no concurso público tomaram posse.
Com carga horária de 1.585 horas e duração aproximada de 13 meses, o curso reúne 40 semanas de disciplinas teóricas e treinamentos práticos, seguidas por 12 semanas de estágio operacional supervisionado. Ao longo da formação, os alunos-soldados passam por preparação técnica, tática e física voltada à rotina policial e às demandas da segurança pública em diferentes regiões do Paraná.
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“A chegada desses novos alunos-soldados reforça o compromisso da Polícia Militar do Paraná com a proteção da sociedade e a valorização da nossa tropa. São cidadãos que escolheram servir e que agora passam por uma formação rigorosa, essencial para o desempenho de uma atividade complexa e de grande responsabilidade”, afirmou o comandante-geral da PMPR, coronel Jefferson Silva.
“O Estado tem investido de forma consistente em segurança pública, e esse novo contingente amplia nossa capacidade de atuação, garantindo mais presença policial e mais proteção para a população paranaense”, ressaltou.
De acordo com o major Valdir Goedert FIlho, comandante da 1ª Escola de Formação, Aperfeiçoamento e Especialização de Praças da APMG, a formação é a base da atuação policial. “É um curso inicial onde o aluno recebe as bases teóricas, técnicas e táticas, que vão capacitá-lo para o atendimento da população paranaense nas questões de segurança pública”.
Além da capacitação técnica, a formação também enfatiza valores como dignidade da pessoa humana, hierarquia, disciplina, coragem, integridade e profissionalismo. A proposta, segundo a corporação, é preparar os novos policiais para enfrentar as responsabilidades inerentes à carreira e atuar de forma qualificada no policiamento ostensivo.
Os novos policiais serão distribuídos conforme a região de concorrência escolhida no momento da inscrição no concurso, o que, segundo a corporação, permite um reforço planejado do efetivo em todo o Paraná.
Ao todo, 1.010 policiais serão destinados à 1ª Região, que abrange Curitiba, Região Metropolitana e Litoral; 412 à 2ª Região, que compreende Londrina e o Norte do Estado; 481 à 3ª Região, em Maringá e no Noroeste; 287 à 4ª Região, que inclui Ponta Grossa e os Campos Gerais; e 393 à 5ª Região, responsável por Cascavel, Oeste e Sudoeste.
Ao final da formação e do estágio operacional, os militares serão promovidos a soldado de 1ª classe e estarão aptos a iniciar as atividades nas ruas.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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