Agro
Maioria dos brasileiros prioriza alimentação saudável ao escolher refeições, aponta pesquisa da Ticket
No Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro, a busca por refeições mais saudáveis ganha destaque entre os brasileiros. Uma pesquisa realizada pela Ticket, marca da Edenred Brasil, mostra que o interesse por uma alimentação equilibrada se consolidou como comportamento social e corporativo no país.
O Barômetro Ticket 2025, conduzido em mais de 15 países, analisou a relação entre trabalhadores, empresas e restaurantes no contexto da nutrição e revelou um avanço significativo na preocupação com a qualidade das refeições.
Brasileiros mais conscientes das escolhas alimentares
De acordo com o levantamento, 87,3% dos trabalhadores brasileiros afirmam estar mais atentos à saúde na hora de escolher o que comer. Além disso, 76,4% esperam encontrar opções mais saudáveis nos restaurantes, um aumento de 2,3 pontos percentuais em comparação a 2024.
Para Jean Castro, diretor de Rede da Ticket, a tendência reflete uma transformação profunda no mercado de alimentação.
“A busca por refeições equilibradas deixou de ser apenas uma escolha pessoal. Tornou-se uma demanda social e corporativa, impulsionando mudanças estruturais no setor. Nesse cenário, o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) é fundamental para assegurar acesso a refeições nutritivas e de qualidade”, afirma.
Critérios que definem uma refeição saudável
O estudo também revelou os principais fatores que os brasileiros consideram ao avaliar uma oferta de alimentação saudável:
- Uso de produtos frescos: 95,5%
- Maior presença de vegetais nos cardápios: 89,3%
- Identificação clara de opções saudáveis nos menus: 72% (alta de 2,3 pontos em relação a 2024)
- Rotulagem nutricional transparente: 70,2%
A pesquisa mostra ainda que 65,4% dos trabalhadores acreditam ser essencial que suas empresas incentivem hábitos alimentares mais saudáveis e sustentáveis, reforçando o papel das organizações na promoção do bem-estar.
Restaurantes se adaptam à nova demanda dos consumidores
Do outro lado do balcão, os restaurantes também estão atentos a essa mudança de comportamento. Segundo o levantamento, 73,5% dos estabelecimentos afirmam estar investindo mais em opções saudáveis, um avanço de 3,3 pontos percentuais em relação a 2024.
As transformações já aparecem nos cardápios:
- Mais da metade dos restaurantes notam aumento na procura por porções menores;
- 41% registram maior interesse por produtos locais;
- 15,7% destacam o crescimento da busca por opções veganas.
Além da diversificação de pratos, os estabelecimentos vêm investindo em treinamentos de equipe, certificações de qualidade e sustentabilidade e em novas estratégias de comunicação para atrair consumidores que valorizam uma alimentação equilibrada.
Alimentação saudável como valor consolidado
Para a Ticket, os resultados confirmam que a alimentação saudável não é mais uma tendência passageira, mas um novo padrão de comportamento social.
“O Dia Mundial da Alimentação reforça a importância de promover escolhas nutritivas e sustentáveis. Consumidores, empresas e restaurantes têm papéis complementares nesse processo. Além disso, programas como o PAT e o vale-alimentação são essenciais para garantir segurança alimentar e dignidade aos trabalhadores”, completa Jean Castro.
Edenred e ONU se unem no combate à fome
A Edenred, em parceria com o Programa Mundial de Alimentos (WFP) da ONU, participa da plataforma de doações ShareTheMeal (“Compartilhe a Refeição”). O programa, que beneficia cerca de 100 milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade por ano, tem como meta financiar 100 mil refeições por meio de doações realizadas na plataforma.
Presente em 45 países e com mais de 60 milhões de usuários, a Edenred mobiliza sua rede global para apoiar a iniciativa. O processo é simples: com apenas R$ 4,50, qualquer pessoa pode doar e garantir uma refeição a quem mais precisa.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Copom decide Selic em cenário de guerra no Oriente Médio e inflação em alta no Brasil
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realiza nesta quarta-feira (29) sua terceira reunião de 2026 em um ambiente marcado por forte instabilidade externa e pressão inflacionária doméstica. A escalada da guerra no Oriente Médio tem elevado os preços do petróleo, impactando diretamente combustíveis e ampliando os riscos para a inflação brasileira.
Apesar desse cenário adverso, analistas do mercado financeiro projetam uma nova redução da taxa básica de juros (Selic), ainda que de forma mais cautelosa. Atualmente em 14,75% ao ano, a expectativa predominante é de um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,5% ao ano, conforme indica o Boletim Focus.
Selic segue no radar com cenário desafiador
A Selic permanece próxima dos maiores níveis registrados nas últimas duas décadas, após ter ficado em 15% ao ano entre junho de 2025 e março de 2026. A decisão desta quarta-feira será divulgada no início da noite e ocorre em meio a incertezas relevantes no cenário global e doméstico.
O colegiado do Copom também enfrenta limitações institucionais. O comitê está desfalcado após o término dos mandatos de dois diretores no fim de 2025, ainda sem substitutos indicados. Além disso, há uma ausência adicional nesta reunião por motivo pessoal de um dos integrantes.
Na ata do encontro anterior, o Banco Central retirou sinalizações mais claras sobre os próximos passos da política monetária, destacando que o ritmo e a direção da Selic dependerão da evolução dos dados econômicos, especialmente diante dos efeitos da crise geopolítica.
Inflação acelera e preocupa
A inflação segue como principal fator de atenção. O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, avançou 0,89% em abril, impulsionado principalmente pelos preços de combustíveis e alimentos — itens com forte impacto no custo de vida e também no setor agropecuário.
No acumulado de 12 meses, a inflação atingiu 4,37%, aproximando-se do teto da meta estabelecida. Para 2026, as projeções do mercado indicam inflação de 4,86%, acima do limite superior de 4,5% definido pelo Conselho Monetário Nacional.
Esse cenário reforça o dilema da autoridade monetária: equilibrar o controle inflacionário sem comprometer ainda mais a atividade econômica.
Impactos da Selic na economia e no agro
A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para conter a inflação. Juros mais elevados encarecem o crédito, reduzem o consumo e tendem a frear os preços. Por outro lado, também limitam investimentos e a expansão econômica.
Para o agronegócio, o nível dos juros tem impacto direto no custo do financiamento, na capacidade de investimento e no capital de giro. Um eventual corte, ainda que modesto, pode aliviar parte dessas pressões, estimulando a produção e a comercialização.
Novo modelo de meta contínua amplia monitoramento
Desde 2025, o Brasil adota o sistema de meta contínua de inflação, que avalia o índice acumulado em 12 meses de forma mensal, e não mais apenas no fechamento anual. A meta central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Esse modelo exige maior vigilância do Banco Central ao longo do tempo, especialmente em momentos de choques externos, como o atual cenário geopolítico.
Perspectivas
O próximo Relatório de Política Monetária, previsto para o fim de junho, deverá trazer atualizações importantes sobre as projeções de inflação e crescimento. Até lá, o mercado seguirá atento aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e seus reflexos sobre energia, câmbio e preços globais.
Diante desse contexto, a decisão do Copom desta quarta-feira ganha relevância estratégica, sinalizando os próximos passos da política monetária brasileira em um ambiente de elevada incerteza.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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