Connect with us


Agro

Maior produtora de poncã do País, Cerro Azul vai ganhar viveiro para produzir mais

Publicado em

Bem Paraná

O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento lançaram, no domingo (14), em Cerro Azul, no Vale do Ribeira, durante a Festa Nacional da Poncã, o projeto de um viveiro de mudas que permitirá prolongar a oferta da fruta fora da estação fria do ano.

A medida vai garantir segurança na produção, fundamental para a economia da cidade. O município é considerado o maior produtor de tangeria poncã do País e tem o título de Capital Estadual da fruta.

O viveiro de mudas de citros será instalado na estação experimental do Iapar, que prestará apoio técnico aos produtores. O local será gerido pela prefeitura e pelo Sebrae e vai administrar mudas e borbulhas (gemas) de poncã, que permitirão prolongar a oferta da tangerina no mercado, beneficiando produtores e consumidores.

O programa também tem o objetivo de incentivar o desenvolvimento das indústrias de suco e das cooperativas na região, com a comercialização de produtos de valor agregado, e deve gerar nova oportunidade de renda para milhares de famílias, ainda vocacionadas aos pequenos negócios.

Leia mais:  Preço do frete rodoviário recua para R$ 7,25 por km em setembro, aponta Edenred Frete

O município de Cerro Azul é campeão nacional na produção de tangerina poncã, com um volume anual ao redor de 50 mil toneladas, que equivale a 46% do total de tangerinas produzidas no Estado e 7% da produção nacional.

O viveiro desenvolvido pelo Iapar para Cerro Azul tem como objetivo transformar o conceito de produção de mudas de tangerina poncã na região. Atualmente, elas são produzidas em condições rudimentares, com as borbulhas coletadas nos pomares e cultivadas a céu aberto, sem proteção, o que impede inclusive a uniformidade na qualidade das plantas. Esse método não impede a plantação de mudas muito produtivas ao lado de outras que não se adaptam muito bem ao clima e ao solo, nem ao menos o controle sobre precocidade ou produção mais prolongada. Com o viveiro, haverá um padrão genético e fitossanitário.

Comentários Facebook

Agro

Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

Published

on

Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

Leia mais:  Milho avança em Chicago com impulso da demanda por etanol e cenário externo favorável

No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

Leia mais:  Cigarrinha representa ameaça à safrinha de milho em 2026

A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262