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Luminol reforça atuação da Polícia Científica a identificar vestígios ocultos

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Nem sempre as evidências de um crime permanecem visíveis. E é por isso que a atuação da Polícia Científica do Paraná (PCIPR) vai além do que pode ser percebido a olho nu. Por meio de técnicas especializadas, os peritos conseguem identificar vestígios ocultos que são fundamentais para a elucidação de crimes. Um dos recursos utilizados nesse trabalho é o luminol, um reagente químico capaz de revelar resquícios latentes de sangue, mesmo em ambientes que passaram por processos de limpeza.

“O exame do luminol é considerado um teste presuntivo que pode ser feito tanto em local de crime como em laboratório, dependendo das peças recebidas. O objetivo é identificar vestígios latentes de sangue, o que permite aos peritos verificar ambientes como veículos e residências que possam ter sido lavados, em busca de manchas associadas a uma vítima ou a um suspeito”, explica o perito oficial da PCIPR Leonardo Marano. 

A reação do luminol ocorre quando o reagente entra em contato com o ferro presente na hemoglobina, componente do sangue. Esse processo químico provoca uma luminescência azulada, visível em ambientes com pouca luz. Devido à sua alta sensibilidade, o luminol consegue indicar a presença de sangue mesmo quando não há manchas aparentes, inclusive em superfícies que foram lavadas ou sofreram tentativas de ocultação.

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Além de revelar vestígios invisíveis, o exame tem papel estratégico na triagem inicial dos locais periciados. Em ambientes amplos, como residências ou áreas externas, o teste permite delimitar regiões de interesse, orientando os peritos sobre onde realizar coletas mais detalhadas. Com isso, o trabalho se torna mais preciso e eficiente, direcionando os esforços para pontos com maior potencial probatório. Assim, os vestígios identificados podem, posteriormente, ser encaminhados para exames laboratoriais mais aprofundados, como a análise de DNA.

“Esse exame preliminar funciona como uma filtragem do que pode ser coletado e do que tem chance de gerar um perfil genético para confronto. A partir do resultado, é possível restringir áreas amplas, como um cômodo inteiro, a regiões específicas de interesse para a obtenção desse perfil. O luminol direciona o trabalho pericial, com a finalidade de possibilitar a identificação da vítima ou do suspeito relacionados ao fato”, destaca Marano.

O perito explica ainda que a presença de luminol positivo não garante, necessariamente, a obtenção de um perfil genético. Em algumas situações, o material biológico pode estar degradado ou em quantidade insuficiente para análise. Mesmo assim, o resultado do exame já pode ser determinante para reconstruir a dinâmica dos fatos e orientar os próximos passos da investigação. 

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“O fato de haver reação ao luminol não significa, obrigatoriamente, que será possível obter um perfil genético. Em alguns casos, a amostra pode estar muito degradada ou em pouca quantidade. Ainda assim, dependendo da dinâmica do crime, o resultado já é suficiente para direcionar a investigação e confrontar informações apresentadas durante o inquérito”, afirma o perito. 

EVIDÊNCIAS – O trabalho com luminol faz parte de um processo mais amplo conduzido pela Polícia Científica, que envolve desde a perícia no local do crime, com a coleta adequada dos vestígios, até a análise em laboratório, sempre respeitando a cadeia de custódia. Esse cuidado garante que as evidências sejam preservadas e analisadas de forma técnica e científica, conferindo segurança jurídica às investigações.

A partir da identificação e análise desses vestígios, os peritos podem obter perfis genéticos que auxiliam na elucidação de crimes, seja por meio do confronto com suspeitos ou da inserção das informações em bancos de dados.

Fonte: Governo PR

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Alunos de 88 colégios da rede estadual participam do Parlamento Jovem

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Estudantes participaram, nesta terça-feira (2), das eleições do projeto Parlamento Jovem em 88 colégios da rede estadual, distribuídos em 64 municípios paranaenses. A iniciativa, desenvolvida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), por meio da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-PR), conta com a parceria da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) e proporciona aos alunos vivência prática do processo democrático e do funcionamento das eleições.

Em todo o Paraná, cerca de 26 mil estudantes atuaram como eleitores e 988 concorreram como candidatos-mirins. Para a realização da votação, foram disponibilizadas 238 urnas eletrônicas, entre equipamentos utilizados e de contingência.

Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, o projeto contribui para a formação cidadã dos estudantes ao aproximá-los das instituições democráticas. “A participação no Parlamento Jovem é uma oportunidade singular para que os estudantes vivenciem, na prática, o funcionamento do sistema democrático e do Poder Legislativo. Incentivamos fortemente a adesão dos alunos porque iniciativas como essa fortalecem o protagonismo juvenil, ampliam a compreensão sobre o processo eleitoral e contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes e participativos”, afirmou o secretário.

Para o chefe da Seção de Educação para a Cidadania Política (SECP) do TRE-PR, Frederico Rafael Martins de Almeida, o projeto representa uma oportunidade de aproximar jovens da Justiça Eleitoral e incentivar a participação cidadã. “Ao conhecer na prática o funcionamento das eleições e do Poder Legislativo, os estudantes desenvolvem competências relacionadas à cidadania, ao diálogo, à ética pública e à participação política responsável”. 

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CIDADANIA – Segundo ele, o Parlamento Jovem é uma das principais ações de educação para a cidadania política desenvolvidas pelo TRE-PR. “Contribuímos para a formação de novas gerações de eleitores conscientes, participativos e comprometidos com os valores democráticos”, declarou Almeida. 

A coordenadora dos Programas Especiais da Seed-PR, Adriana Rigon Wille, destacou que a iniciativa complementa o trabalho desenvolvido pelas escolas na formação cidadã dos estudantes. “É uma experiência muito rica porque os estudantes vivenciam uma eleição de verdade dentro da escola. Eles organizam as chapas, apresentam propostas, fazem campanha e utilizam a urna eletrônica no processo de votação. Tudo isso ajuda a aproximá-los da democracia e torna o aprendizado muito mais significativo”, afirmou.

NOVIDADES – “A edição de 2026 marca uma nova fase do Parlamento Jovem, resultado de um amplo processo de modernização”, destacou Almeida. Entre os avanços implementados recentemente pelo TRE-PR, estão a criação do Regulamento Oficial do Parlamento Jovem e o lançamento de um hotsite que reúne informações sobre todas as etapas do projeto, incluindo cronogramas, materiais pedagógicos, vídeos explicativos, manuais operacionais, modelos de documentos e orientações destinadas às escolas, Cartórios Eleitorais e Câmaras Municipais.

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Também foram promovidas capacitações para servidores, professores, equipes pedagógicas e representantes das Câmaras Municipais, além da disponibilização de vídeos, checklists, cartilhas e manuais para consulta permanente. Neste ano, as instituições participantes passaram a formalizar a adesão ao projeto por meio de termos específicos, ampliando a integração entre a Justiça Eleitoral e os parceiros envolvidos.

VEREADORES – O Parlamento Jovem permite aos estudantes vivenciarem todas as etapas de uma eleição, de forma semelhante ao que ocorre nas disputas para cargos políticos. Nos meses que antecederam a votação, os alunos participaram de atividades como registro de candidaturas, campanhas eleitorais, apresentação de propostas e debates, utilizando as mesmas regras e procedimentos adotados pela Justiça Eleitoral.

Os estudantes eleitos serão diplomados e empossados como vereadores-mirins em seus respectivos municípios, passando a desenvolver atividades legislativas ao longo do ano. A proposta busca estimular o protagonismo juvenil e ampliar o conhecimento sobre o funcionamento dos poderes públicos e os mecanismos de participação democrática.

Fonte: Governo PR

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