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Louveira sedia 8º Encontro Enoconexão com foco em inovação e enoturismo no setor vitivinícola

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De 14 a 16 de outubro, o município de Louveira (SP) será palco da 8ª edição do Encontro Enoconexão, evento que promete reunir produtores de uva, vinicultores, pesquisadores, consultores e entusiastas do setor. Com entrada gratuita, o encontro será realizado no Salão de Cultura e Eventos de Louveira, e as inscrições já estão abertas.

O Enoconexão tem como proposta promover o intercâmbio de conhecimento e experiências sobre produção de uvas e vinhos, além de discutir o papel crescente do enoturismo na economia regional. O evento busca fortalecer um dos segmentos mais promissores do agronegócio paulista e nacional, impulsionando negócios e capacitação técnica.

Programação técnica destaca inovação na enologia

A cerimônia de abertura acontece no dia 14 de outubro, mas as atividades técnicas têm início no dia 15, a partir das 10h, com foco em Enologia. O pesquisador Celito C. Guerra, da Embrapa Uva e Vinho (Bento Gonçalves/RS), abre o ciclo de palestras abordando novas técnicas de fermentação e maturação de vinhos, como o uso de ânforas de barro e tanques de concreto.

Em seguida, às 11h, o enólogo e consultor Cristian Sepulveda conduzirá uma degustação guiada de vinhos produzidos com os materiais apresentados anteriormente. A programação retorna à tarde, às 13h30, com a participação do CEO da Ideal Consulting, Felipe Galtaroça, que apresentará dados e tendências do mercado de vinhos no Brasil, com ênfase em estratégias de comercialização.

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Regularização e turismo vitivinícola também são temas centrais

A partir das 15h30, o debate se volta para a formalização de empreendimentos vitivinícolas, em uma mesa que contará com a participação de Patrícia Schober G. Lima, chefe da Unidade Técnica Regional de Agricultura do MAPA em Campinas, e Felipe Rosafa Gavioli, engenheiro agrônomo da CETESB Jundiaí.

Encerrando o dia, às 17h, o destaque será a palestra “Construindo um destino e comunicando o enoturismo de uma região”, ministrada pelo professor José Eduardo Rodríguez Osés, diretor do Mestrado em Enoturismo da Universidade de La Rioja (Espanha) — referência internacional no tema.

De acordo com Rafael Vicchini, sócio-diretor da Enoconexão e um dos organizadores, a presença do especialista espanhol será um dos pontos altos do evento.

“Ele vai abordar o enoturismo sob uma perspectiva regional, mostrando como transformar o potencial de uma área em um destino enoturístico consolidado, por meio de boas práticas e comunicação eficaz”, destacou Vicchini.

Organização e apoio institucional fortalecem o evento

O Encontro Enoconexão é organizado pela empresa Enoconexão, que atua na assessoria de vinícolas junto ao MAPA, na consultoria de vinificação, no desenvolvimento de produtos e na capacitação de produtores e cantineiros por meio de cursos rápidos.

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A coorganização é do Polo Turístico do Circuito das Frutas, que reúne municípios com forte vocação agrícola, como Atibaia, Indaiatuba, Itatiba, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira, Morungaba, Valinhos e Vinhedo. A região é conhecida nacionalmente pela produção de uvas, morangos, pêssegos, goiabas, figos e caquis, além de eventos que valorizam o produtor rural e atraem visitantes de todo o país.

O evento também conta com o apoio da Frente Parlamentar de Apoio à Vitivinicultura e ao Desenvolvimento do Enoturismo Paulista, coordenada pelo Deputado Estadual Lucas Bove.

Inscrições e informações

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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