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Paraná

Livro do Museu Paranaense é semifinalista do 67º Prêmio Jabuti

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O livro “Se enfiasse os pés na terra: relações entre humanos e plantas”, do Museu Paranaense (MUPA), está entre os semifinalistas do 67º Prêmio Jabuti, na categoria Projeto Gráfico. Criado em 1958, o Jabuti é o mais tradicional e prestigiado prêmio literário do Brasil, reconhecendo anualmente a excelência da produção editorial e intelectual do país.

A publicação nasceu do Programa Público homônimo, realizado entre janeiro e maio de 2022, que reuniu mais de 40 ações – oficinas, palestras e intervenções artísticas – impactando mais de 20 mil pessoas. A ideia de transformá-lo em livro surgiu do desejo de prolongar a experiência para além do caráter efêmero dos encontros presenciais e criar um registro que preservasse a potência dessas vivências.

“A ideia foi justamente transformar o caráter experimental e relacional do programa em um material que preservasse e expandisse os vínculos estabelecidos entre o museu, os artistas, os pesquisadores, as comunidades tradicionais e o público”, diz a diretora do museu, Gabriela Bettega,  “O catálogo reúne esse universo em uma composição múltipla: transcrições de falas de artistas e pesquisadores, receitas, listas de plantas, relatos, ensaios, fotografias e textos inéditos”.

Para Gabriela, o livro funciona como um arquivo vivo, ao colocar lado a lado saberes ancestrais de populações indígenas e quilombolas, práticas de cura, receitas tradicionais, investigações científicas e proposições artísticas contemporâneas.

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“Essa convivência de linguagens evidencia a inseparabilidade entre humano e vegetal, material e imaterial, passado e futuro. Assim, a publicação se torna ferramenta de difusão e salvaguarda, preservando esses saberes ao mesmo tempo em que amplia sua circulação, permitindo que alcancem públicos que não estiveram fisicamente presentes no programa”, afirma.

VOZES E TEMPORALIDADES – O projeto gráfico do livro foi concebido para traduzir essa diversidade de vozes e temporalidades. Um dos responsáveis pelo projeto gráfico e organização editorial, Richard Romanini, explica que o ponto de partida foi o próprio título da obra – verso da poeta brasileira Ana Martins Marques.

“A ideia de enraizamento e atravessamento entre corpos, plantas e território nos inspirou a buscar uma materialidade gráfica porosa, que respirasse. Queríamos um livro que traduzisse a força do Programa Público, múltiplo e vivo, sem perder clareza. As referências vieram tanto de livros de botânica e cadernos de campo quanto de experimentações gráficas contemporâneas ligadas às artes, à performance e à poesia visual”, destaca.

Segundo Romanini, o grande desafio e diferencial do projeto foi dar unidade a uma estrutura complexa, costurando múltiplas vozes e formatos sem hierarquizá-los. “Buscamos uma diagramação fluida, capaz de acolher essa diversidade sem perder o ritmo da leitura, como se o livro fosse uma extensão do próprio programa, um espaço aberto, de circulação entre conteúdos e linguagens.”

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PRÊMIO – Para o Museu Paranaense, estar entre os semifinalistas do Jabuti representa um marco. “A indicação na categoria de Projeto Gráfico valoriza não apenas a dimensão estética e editorial da obra, mas também a concepção de um livro que traduz visualmente a diversidade, a pluralidade e a vitalidade do Programa Público. Para nós, é a confirmação de que o museu pode ser também um espaço editorial capaz de articular design, arte e memória coletiva”, disse a diretora do MUPA.

Na edição 2025 do Prêmio Jabuti 4.350 obras inscritas disputam a categoria especial de Livro do Ano. Após a seleção dos semifinalistas, divulgada em 26 de setembro, a lista passará por nova fase eliminatória, e em 7 de outubro serão conhecidos os cinco finalistas. O vencedor do Prêmio Jabuti será revelado em 27 de outubro. 

Conheça a versão virtual do catálogo por meio deste link. A página especial do Programa Público pode ser conferida AQUI.

Fonte: Governo PR

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PMPR apreende plantas de maconha e balanças após denúncias em Londrina

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A Polícia Militar do Paraná (PMPR), por meio do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM), prendeu um homem, de 38 anos, suspeito de cultivar maconha em uma propriedade utilizada exclusivamente para o plantio e preparo do entorpecente, durante uma ação na tarde desta sexta-feira (12), em Londrina.

A ocorrência teve início após denúncias anônimas informarem que o indivíduo estaria envolvido com o cultivo de drogas e possivelmente possuía pendências judiciais. Com base nas informações, equipes policiais realizaram diligências e monitoramento no local indicado, culminando na abordagem do suspeito.

Durante as buscas, os policiais encontraram diversas plantas de maconha cultivadas em um imóvel que não era utilizado como residência. No local também foram apreendidos materiais relacionados à atividade, como balança de precisão e embalagens plásticas.

Segundo a Polícia Militar, a estrutura encontrada indicava que o espaço havia sido preparado especificamente para o cultivo e manejo da droga. As plantas apreendidas estavam identificadas por espécie, demonstrando conhecimento técnico sobre o plantio.

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O suspeito foi encaminhado à delegacia da Polícia Civil do Paraná para os procedimentos cabíveis, juntamente com os materiais apreendidos. 

Fonte: Governo PR

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