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Kepler Weber Inicia Embarques de Projeto Estratégico de Armazenagem de Milho na Venezuela

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Projeto Internacional Reforça Atuação da Kepler Weber na América Latina

A Kepler Weber (KEPL3) deu início aos embarques de equipamentos para um dos projetos internacionais mais relevantes de sua trajetória recente. O contrato, firmado com a MP Agro, empresa cerealista venezuelana, prevê a implantação de uma unidade de beneficiamento e estocagem de milho branco com capacidade inicial de 80 mil toneladas e possibilidade de expansão futura.

O empreendimento atenderá principalmente a indústria de farinha de milho branco, produto essencial na base alimentar da população local. Além disso, permitirá à MP Agro ampliar sua capacidade de originação, recebendo grãos de produtores independentes, cooperativas e fornecedores parceiros.

“O projeto reforça nossa atuação internacional e está alinhado à estratégia de diversificação geográfica da companhia”, destacou Bernardo Nogueira, CEO da Kepler Weber.

Tecnologia e Eficiência para Garantir Qualidade dos Grãos

O projeto inclui uma solução integrada de armazenagem e beneficiamento, com sistemas de pré-limpeza e limpeza, quatro secadores e um sistema de termometria digital da Procer, equipado com sensores de umidade relativa. Essa tecnologia permitirá monitoramento contínuo e maior controle da qualidade dos grãos ao longo do processo de estocagem.

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O cronograma contratual prevê a conclusão da obra no segundo semestre de 2026, marcando um avanço significativo na presença da Kepler Weber em mercados estratégicos da região.

Expansão Internacional Impulsiona Receita da Companhia

A iniciativa faz parte da estratégia de crescimento internacional da Kepler Weber, que busca consolidar sua liderança na América Latina no segmento de soluções para armazenagem e pós-colheita.

Nos nove primeiros meses de 2025, a receita líquida do segmento internacional da empresa atingiu R$ 135,1 milhões, um aumento de 11,7% em relação ao mesmo período de 2024. O desempenho reflete o fortalecimento das operações fora do Brasil e o avanço em projetos de grande porte.

“Projetos desse porte exigem engenharia robusta, integração de sistemas e domínio de processos voltados ao consumo humano. É nesse tipo de desafio que a companhia consolida sua atuação internacional, levando tecnologia brasileira a mercados estratégicos”, afirmou Ismael Schneider, gerente de negócios internacionais da Kepler Weber.

Presença Brasileira em Expansão

Com o novo projeto na Venezuela, a Kepler Weber reafirma seu compromisso em expandir a presença da tecnologia brasileira em soluções agroindustriais pelo continente. A empresa, referência em armazenagem de grãos e equipamentos agrícolas, aposta na inovação e na eficiência operacional como pilares para o crescimento sustentável em mercados internacionais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

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O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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