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Política Nacional

Izalci diz que condenação de Bolsonaro já está definida no STF

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Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (3), o senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou que já existe uma decisão antecipada no Supremo Tribunal Federal (STF) para condenar Jair Bolsonaro e outros acusados de envolvimento nos atos de 8 de janeiro. Ele disse que a Procuradoria-Geral da República (PGR) construiu a acusação sem provas, baseada apenas na delação de Mauro Cid, que foi alterada várias vezes.

— Todo mundo já sabe que [Bolsonaro] será condenado, porque essa decisão já está tomada há muito tempo. Todo mundo já sabe que está pronta a decisão de mandar prender Jair Bolsonaro — protestou.

O parlamentar citou a situação do general da reserva Braga Netto, candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022, que está preso desde dezembro do ano passado, acusado de obstruir a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado. Izalci disse que faltam de provas para sustentar essa prisão.

— Não tem nenhuma prova no processo [que levou à prisão de Braga Netto]. É uma injustiça muito grande, e eu espero que a gente possa reverter isso aí. (…) A gente precisa de pessoas imparciais no Judiciário, na Procuradoria-Geral da República e no Ministério Público — declarou.

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O senador também criticou a presença de policiais na residência de Bolsonaro. Para ele, a medida é desproporcional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Pedofilia é crime hediondo e inafiançável, aprova CCJ

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (10) projeto que torna hediondos e inafiançáveis o crime de pedofilia e demais crimes sexuais cometidos contra vulneráveis em geral. A matéria segue com requerimento de urgência para análise do Plenário.

O PL 3.158/2025 altera a Lei dos Crimes Hediondos a fim de tornar hediondos os crimes de: corrupção de menores, satisfação de lascívia, ou seja, a prática de atos libidinosos mediante a presença de criança ou adolescente, divulgação de cena de estupro de vulnerável ou pornografia, além de crimes do Estatuto da Criança e do Adolescente ligados ao tráfico internacional de crianças e à pornografia infantil. Também modifica o Código de Processo Penal (Decreto-Lei 3.689, de 1941) para tornar os mesmos crimes inafiançáveis.

O projeto, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), recebeu voto favorável da relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA). O senador Weverton (PDT-MA) salientou que apresentou projeto correlato, o PL 4.600/2024, e pediu que seja apensado ao PL 3.158/2023 em Plenário.

Lacunas

Segundo a relatora, a proposta corrige lacunas da legislação, reforçar a proteção integral de crianças e adolescentes e responder a novas formas de exploração infanto-juvenil, inclusive no ambiente digital.

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Eliziane Gama ressaltou que a rotulação como crime hediondo impõe um regime de cumprimento de pena substancialmente mais severo, proibindo anistia, graça ou indulto, além de exigir prazos mais longos para a progressão de regime, operando como um real desestímulo à prática delitiva. 

— Também é razoável que tais crimes não sejam suscetíveis de fiança. Crimes sexuais graves, especialmente aqueles envolvendo pessoas vulneráveis, produzem intenso abalo social e elevada censura coletiva. A inafiançabilidade reforça a função simbólica de tutela da dignidade humana e de intolerância institucional contra a violência sexual — afirmou a relatora.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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