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Ipardes lança nova edição da Revista Paranaense de Desenvolvimento

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O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) publicou nesta semana mais uma edição da Revista Paranaense de Desenvolvimento (RPD), periódico voltado à divulgação e disseminação de contribuições científicas da comunidade acadêmica.

Neste nº 144, a RPD, em sua sessão Dossiê, traz uma série de artigos organizados pelo economista Luis Alberto Esteves, com a temática sobre bancos de desenvolvimento regionais no País (BNDE, Banco da Amazônia, BRDE, entre outros) e respectivas atuações no crédito e financiamento do desenvolvimento local. Destaca-se a atenção à micro e pequenas empresas, empreendedores urbanos e produtores rurais, entre outros pontos tratados.

O periódico traz ainda um texto sobre a distribuição de renda no País e no Paraná, além de um artigo com um panorama sobre a questão ambiental, novamente tendo o Paraná como foco de análise.

A nova edição também tem novos parceiros, oriundos das universidades estaduais, que vão compor o Conselho Editorial da RPD. Foram nomeados para o colegiado Bruno Pedroso, da Universidade Estadual de Ponta Grossa; Lucir Reinaldo Alves, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná; Luís Fernando Severo, da Universidade Estadual do Paraná; Maurício Reinert do Nascimento, da Universidade Estadual de Maringá; Paula Turra Grechinski, da Universidade Estadual do Centro Oeste; Ricardo Aparecido Campos, da Universidade Estadual do Norte do Paraná; Sandra Dalila Corbari, da Universidade Estadual de Ponta Grossa; e Saulo Amâncio Vieira, da Universidade Estadual de Londrina.

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NOVAS CONTRIBUIÇÕES – A Revista Paranaense de Desenvolvimento está permanentemente aberta à submissão de artigos em temas relacionados à socioeconomia visando interpretações do desenvolvimento paranaense, brasileiro e/ou internacional. As regras da submissão, números já publicados e demais informações encontram-se disponíveis no site do Ipardes. Dúvidas e esclarecimentos também podem ser encaminhados ao e-mail [email protected].

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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