Agro
Investimento em P&D é chave para um agronegócio mais produtivo e sustentável no Brasil
Agronegócio brasileiro segue em crescimento e reafirma sua importância econômica
O agronegócio brasileiro, responsável por 1 a cada 4 reais do Produto Interno Bruto (PIB), deve encerrar 2025 com crescimento estimado de 5%, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O desempenho reforça o papel estratégico do setor no desenvolvimento econômico do país, sustentando a produção de alimentos e exportações de produtos agropecuários.
Pesquisa e desenvolvimento como pilar estratégico do agro
Para manter a competitividade frente a desafios econômicos, mercadológicos e climáticos, o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) se torna cada vez mais essencial. Marcelo Fernandes, presidente do Conselho de Administração da BRQ Brasilquímica, destaca que a inovação permite ao setor enfrentar demandas crescentes por alimentos e atender às exigências ambientais cada vez mais rigorosas.
“O setor de P&D é o pilar estratégico que cria soluções para tornar a agricultura mais produtiva, resiliente e sustentável”, afirma Fernandes.
Inovação transforma produtividade e sustentabilidade
Segundo a Embrapa, o investimento contínuo em ciência e tecnologia foi fundamental para que o Brasil se consolidasse como um dos maiores produtores e exportadores de produtos agropecuários do mundo, alimentando mais de 1 bilhão de pessoas por ano.
Renan Cardoso, CEO da BRQ, reforça que o P&D atua como ponte entre conhecimento científico e necessidades do campo, permitindo que desafios sejam convertidos em tecnologias inovadoras. Isso agiliza o desenvolvimento de fertilizantes especiais e produtos biológicos, encurtando o tempo até que essas soluções cheguem aos produtores.
Bioinsumos ganham espaço com tecnologia avançada
Na linha de biológicos da BRQ, que inclui bactérias fixadoras de nitrogênio (BFN) e produtos como Gardeon e Bacill Mix, os investimentos em bioprocessos e automação têm otimizado a produção de bioinsumos.
De acordo com Renan Cardoso, essas tecnologias resultam em formulações líquidas estáveis, de alta viabilidade biológica, que auxiliam os agricultores a enfrentar crises hídricas, resistências de pragas e oscilações do mercado, ao mesmo tempo que contribuem para a produção de alimentos mais saudáveis.
Estratégia de P&D garante futuro sustentável para o agro brasileiro
Para Marcelo Fernandes, o investimento em P&D não é apenas uma decisão técnica, mas uma estratégia central que orienta o futuro da BRQ e fortalece o compromisso com a inovação sustentável no agronegócio brasileiro.
A integração de ciência, tecnologia e inovação se confirma como fator determinante para manter o Brasil na vanguarda da agricultura global, garantindo produtividade, competitividade e sustentabilidade para as próximas décadas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento
O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).
A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.
Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.
A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.
O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.
As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.
Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.
Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.
Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.
Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.
Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.
Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.
O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.
Fonte: Pensar Agro
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