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Paraná

Investimento de R$ 2,3 milhões: melhorias e obras no Jardim Botânico de Londrina avançam

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O secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, fez nesta segunda-feira (1º) uma vistoria técnica às obras de revitalização do Jardim Botânico de Londrina, no Norte do Estado. O convênio formalizado em julho entre o Instituto Água e Terra (IAT) e a prefeitura prevê a remoção dos vidros da estufa, a reforma da área de apoio operacional, reparos no prédio principal e no anfiteatro externo, melhorias nas instalações elétricas, impermeabilização da área onde fica o lago e revitalização da passarela. O investimento do Governo do Estado é de R$ 2,3 milhões.

Os serviços foram iniciados há 45 dias. A expectativa é que a reestruturação do complexo ambiental fique pronta em até 60 dias, antes do aniversário de 91 anos de Londrina, celebrado em 10 de dezembro. “Esse é um dos espaços urbanos mais espetaculares do Paraná, um remanescente da Mata Atlântica que merece e vai ser preservado. Estamos na primeira etapa de um projeto maior para o Jardim Botânico. Um pouco de cada vez, vamos fazer o que antes parecia impossível”, disse Greca.

Neste primeiro momento, o conjunto de serviços é voltado para consertar algumas das estruturas mais avariadas do espaço, com destaque para a passarela que conecta os dois lados do complexo ambiental e a ponte que está interditada desde 2023, obrigando os visitantes a darem uma volta extensa durante o passeio. A estufa é outro atrativo que será renovado, com a troca de esquadrias e vidros.

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“A expectativa é entregar tudo até dezembro, que seja o início do sonho bom de um marco para Londrina, para celebrar o começo do centenário desta tão importante cidade do Paraná e do País”, destacou o secretário.

Uma segunda fase da reestruturação está em fase de projetos por parte do Estado. A intenção é licitar a nova obra nos próximos meses. “Pretendemos erguer aqui também um grande memorial dos 90 anos de Londrina, ocupar o espaço e desenvolver ainda mais o Jardim Botânico”, afirmou Greca. O IAT, órgão responsável pelo Jardim Botânico, é vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Com 97 hectares, o Jardim Botânico de Londrina possui uma grande variedade de espécies da flora paranaense divididas em cinco jardins temáticos: o Arboreto Nativas do Paraná, que reúne espécies de diversas regiões fitogeográficas do Estado; o Jardim das Barrigudas, que abriga o baobá (Adansonia digitata), uma árvore característica de Madagascar; o Jardim das Coníferas, com plantas como a araucária (Araucária angustifólia); o Jardim Desértico, com espécies do semiárido nordestino, como as cactáceas; e o Jardim da Vovó, com várias plantas presentes nos jardins domésticos.

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“Essa primeira fase da revitalização é o encontro de projetos e propostas entre a prefeitura e o Governo do Estado. Um passo inicial para uma gestão compartilhada do Jardim Botânico. Estamos cada vez mais próximos de devolver à população esse lugar espetacular”, ressaltou o prefeito de Londrina, Tiago Amaral, que acompanhou a vistoria.

Localizado na Avenida dos Expedicionários, número 1.999, no conjunto Vivendas do Arvoredo, o Jardim Botânico de Londrina fica aberto das 8h às 18h. A entrada é gratuita.

PRESENÇAS – Também participaram da vistoria a deputada federal Luísa Canziani; a coordenadora da Casa Civil do Governo do Estado na região de Londrina, Sandra Moya; além de vereadores e outras autoridades locais.

Fonte: Governo PR

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MPPR expede recomendação administrativa para conter atropelamento de animais silvestres em rodovias de Londrina e cobra medidas do Município e do DER-PR

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, emitiu recomendação administrativa cobrando ações efetivas para cessar a mortandade de animais silvestres nas rodovias LA-003, conhecida como Mábio Gonçalves Palhano, e PR-538. Os trechos afetados margeiam o Parque Estadual Mata dos Godoy. O documento foi direcionado ao Município de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).

A medida é desdobramento de procedimento administrativo instaurado em 2022 pela Promotoria de Justiça. Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes naquelas vias e em outras rodovias da região. O estudo identificou seis pontos críticos de atropelamento, com medidas mitigatórias validadas pelo IAT.

Biodiversidade – A área é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para a conservação da biodiversidade e abriga espécies ameaçadas de extinção. Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. Levantamentos recentes confirmaram a letalidade contínua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro de 2025, além da constatação de desgaste na sinalização existente em vistoria realizada em março de 2026.

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Além do dano ambiental, os atropelamentos representam risco à segurança dos motoristas. Dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual registraram 258 acidentes por atropelamento de animais em 2019 e 283 ocorrências em 2020, resultando em vítimas fatais e feridas.

Medidas – Entre as solicitações feitas ao Município de Londrina, estão o reforço da sinalização, a implantação de mecanismos permanentes de redução de velocidade e a elaboração de projeto executivo para a construção de passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.

Os destinatários têm 30 dias para responder por escrito sobre o acatamento da recomendação e devem apresentar cronogramas que prevejam a conclusão das obras em prazo não superior a 12 meses. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas judiciais, com responsabilização civil por dano ambiental.

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Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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