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Inteligência artificial e satélite: parceria entre Sanepar e BID vai mapear vazamentos de água

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) celebraram, nesta terça-feira (21), um Termo de Cooperação para o uso de imagem de radar obtida via satélite combinado com inteligência artificial (IA) para identificar vazamentos invisíveis na rede de distribuição de água.

O projeto integra a iniciativa Fonte de Inovação Brasil do BID e prevê a execução de projeto-piloto que vai utilizar a tecnologia inovadora para detectar vazamentos em mais de 1.200 quilômetros de redes lineares instaladas nos municípios de São José dos Pinhais e Piraquara.

O termo foi firmado pelo diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile, pelo especialista principal na Divisão de Água e Saneamento no Brasil do BID, Gustavo Méndez Torrico, pelo especialista Sênior do BID, Tiago Pena Pereira, e pelos diretores da Sanepar Sérgio Wippel (Operações) e Anatalício Risden Junior (Inovação e Novos Negócios).

O diretor-presidente da Sanepar destaca que a parceria com o BID está alinhada ao compromisso da Sanepar com a inovação para promover a sustentabilidade e gerar valor para a sociedade. “Temos como objetivo fazer com que a inovação esteja presente em todos os processos da Companhia para buscar a excelência em nossos serviços” diz Stabile.

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Gustavo Méndez Torrico diz que para o BID é uma satisfação a iniciativa Fonte de Inovação Brasil ter iniciado a implementação desta disruptiva solução com a Sanepar. “Para o BID as soluções inovadoras permitem resolver os desafios com maior efetividade e com menores custos e tempos de implementação que as soluções convencionais. Estamos convencidos que este projeto obterá sucesso e, portanto, que as experiências e as lições aprendidas serão disseminadas em nossa região com apoio do Banco”, ressalta.

SATÉLITE – A identificação dos vazamentos será realizada com base em imagens de satélite e processadas com os algoritmos que são ajustados para identificar vazamentos subterrâneos difíceis de identificar por meios tradicionais. Essa tecnologia foi desenvolvida por uma empresa israelense e será repassada à Sanepar pelo BID na forma de prestação de serviços especializados.

Com as informações fornecidas pelos relatórios especializados, a Sanepar fará a confirmação do vazamento em campo e os reparos necessários. A partir dos resultados obtidos, o BID e a Sanepar estabelecerão conjuntamente um plano para escalonamento da solução que poderá ser replicada para outras cidades.

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O diretor de Inovação e Novos Negócios, Anatalício Risden Junior ressalta a importância da parceria estratégica com o BID. “A colaboração com o BID permitirá a produção e o compartilhamento de conhecimentos sobre tecnologias inovadoras e disruptivas para a identificação de vazamentos de água e que podem ser replicadas na Sanepar e na América Latina”, afirma.

O diretor de Operações, Sergio Wippel, avalia a parceria como altamente positiva. “É uma solução que dará mais acurácia e vai agilizar o trabalho para melhorar a distribuição de água”, complementa.

Fonte: Governo PR

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Paraná

Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.

Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.

Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.

Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.

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Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

 

Fonte: Ministério Público PR

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