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Agro

Inscrições para Fenasul Expoleite 2026 entram na reta final para criadores de gado Holandês

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Criadores da raça Holandesa têm até o dia 30 de abril para se inscrever na 19ª Fenasul e na 46ª Expoleite, que serão realizadas entre os dias 13 e 17 de maio, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). O prazo é válido para participação na Exposição Morfológica e no Concurso Leiteiro, conforme o cronograma oficial do evento.

Evento é etapa obrigatória do Circuito Exceleite

Promovida pela Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), a feira integra o Circuito Exceleite, sendo etapa obrigatória para criadores que disputam premiações ao longo do calendário estadual.

A programação reúne avaliações técnicas e produtivas, com foco na qualidade genética dos animais e no desempenho dentro dos sistemas de produção leiteira.

Tradição na pecuária leiteira gaúcha

A Fenasul Expoleite é considerada uma das principais vitrines da pecuária leiteira no Rio Grande do Sul, com forte ligação histórica ao setor.

Segundo o presidente da Gadolando, Marcos Tang, o evento acompanha a evolução da atividade no Estado. A exposição tem origem no gado leiteiro e mantém tradição de décadas, sendo realizada no período de outono, em sintonia com o calendário agropecuário.

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Seleção para grandes premiações

A participação na feira é fundamental para animais que buscam destaque nas principais competições do setor.

A etapa funciona como parte do processo de seleção para disputas finais, incluindo a definição dos exemplares que concorrerão aos principais títulos durante a Expointer, o que reforça a importância estratégica do evento para criadores.

Programação inclui eventos paralelos e amplia público

Além das atividades voltadas à raça Holandesa, o evento contará com uma programação diversificada, ampliando a integração entre cadeias produtivas e o fluxo de visitantes.

  • Entre os destaques estão:
  • Multifeira de Esteio, com participação da agricultura familiar
  • Provas e atividades com o cavalo Crioulo
  • Rodeio
  • Fenovinos, com presença de diversas raças ovinas
  • Feira funciona como vitrine técnica e comercial

As exposições agropecuárias seguem desempenhando papel relevante como vitrine da atividade leiteira.

Mesmo em um cenário desafiador para os produtores, o evento permite apresentar avanços genéticos, qualidade dos animais e o trabalho desenvolvido nas propriedades, aproximando o público da realidade do campo.

Como realizar a inscrição

As inscrições devem ser feitas diretamente com a equipe da Gadolando, mediante envio das informações dos animais, como número de registro, identificação, data do último parto e número de crias.

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A entrada para o público será gratuita durante todos os dias de programação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Mercado de arroz ganha suporte externo, mas safra recorde no Mercosul ainda pressiona preços

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O mercado brasileiro de arroz segue pressionado pela ampla oferta interna e pela consolidação de uma safra robusta no Mercosul. Apesar disso, os fundamentos internacionais começam a indicar um cenário mais construtivo para os preços no segundo semestre, com atenção crescente aos riscos climáticos globais e à redução da produção mundial prevista para a temporada 2025/26.

A avaliação é do analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, que destaca a mudança gradual no ambiente internacional do cereal, mesmo diante do atual excedente físico observado no mercado doméstico.

Colheita avançada amplia oferta de arroz no Brasil

Segundo a Safras & Mercado, a colheita nacional de arroz já supera 94% da área estimada, enquanto o Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão total dos trabalhos no campo.

A produção gaúcha deve alcançar aproximadamente 7,9 milhões de toneladas em base casca, consolidando a safra brasileira ao redor de 11 milhões de toneladas.

De acordo com Oliveira, o elevado rendimento das lavouras reforça a percepção de ampla disponibilidade do cereal no mercado interno.

“A produtividade média gaúcha significativa, acima de 8,8 toneladas por hectare em importantes regiões produtoras, somada ao bom rendimento de engenho e à elevada incidência de grãos inteiros, reforça a percepção de ampla disponibilidade física no mercado interno”, afirma o analista.

Preços seguem pressionados no mercado físico

Com a oferta elevada, as cotações continuam operando com viés baixista, embora parte da pressão seja limitada pela postura mais defensiva de produtores capitalizados, que evitam vendas agressivas.

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Na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, os preços do arroz giram entre R$ 57 e R$ 59 por saca de 50 quilos. Já nas regiões da Campanha e Depressão Central, as referências variam entre R$ 56 e R$ 58.

Nas áreas de maior qualidade industrial, como Zona Sul e Planícies Costeiras, os negócios seguem entre R$ 62 e R$ 65 por saca.

A média da saca de arroz no Rio Grande do Sul, considerando produto com 58% a 62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou a quinta-feira (14) cotada a R$ 60,24.

O valor representa queda de 2,29% em relação à semana anterior, recuo de 4,40% frente ao mês passado e desvalorização acumulada de 21,16% na comparação com o mesmo período de 2025.

Balança comercial preocupa setor arrozeiro

Outro fator que mantém o mercado atento é o desempenho da balança comercial do arroz brasileiro. O início da temporada registra importações superiores às exportações, aumentando a necessidade de retomada mais forte dos embarques externos para equilibrar a oferta doméstica.

Segundo Oliveira, a recuperação do fluxo exportador será essencial para reduzir a pressão sobre os preços internos ao longo dos próximos meses.

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Mercado internacional começa a mostrar sinais positivos

Apesar da pressão interna, o cenário global do arroz começa a apresentar fatores mais favoráveis para sustentação das cotações.

O analista destaca que os contratos negociados em Chicago já operam próximos de US$ 13 por quintal curto, refletindo percepção mais firme em relação aos fundamentos internacionais.

Além disso, o relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou redução da área plantada e da produção mundial de arroz para a safra 2025/26, além de estoques finais ligeiramente menores em relação ao ciclo anterior.

Clima e custos elevam preocupação global

As preocupações climáticas também voltaram ao radar do mercado internacional. O possível retorno do fenômeno El Niño, aliado às ondas de calor na Índia e ao excesso de chuvas em Bangladesh, amplia os riscos para a produção global do cereal.

Além dos desafios climáticos, o setor monitora os impactos dos custos elevados de fertilizantes, combustíveis e crédito agrícola mais caro, fatores que podem limitar investimentos e afetar a capacidade produtiva em importantes países exportadores.

Segundo Evandro Oliveira, esse conjunto de variáveis começa a alterar gradualmente a percepção do mercado internacional, criando um ambiente potencialmente mais favorável para o arroz no médio prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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