Paraná
Idealizada pela Sanepar, primeira maratona de Cascavel deve movimentar setor turístico
A Maratona Sanepar Avenida Brasil, programada para o dia 14 de abril, em Cascavel, deve movimentar o setor de esportes e a economia da cidade nas áreas de gastronomia, hotelaria e turismo. Essa é a expectativa da Sanepar e da Prefeitura de Cascavel, que estão organizando o evento.
Um dos apoiadores, o Centro Universitário de Cascavel (Univel), irá disponibilizar equipes dos cursos de fisioterapia, nutrição, educação física e enfermagem para compor a estrutura de apoio aos atletas ao longo do trajeto da maratona, com especial atenção, atendimento e conforto nos trechos de 20 km, 30 km e na chegada, no Centro de Eventos da cidade.
Em reunião entre a Sanepar, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, o Departamento de Turismo e os membros do Conselho de Turismo de Cascavel, foram definidos atrativos antes, durante e após a prova. Uma das novidades é, na véspera da maratona, a realização da Noite de Massas, cardápio indicado aos corredores em dias que antecedem provas esportivas.
Durante a entrega dos kits aos corredores, na sexta e no sábado (12 e 13/4), no Centro de Eventos, haverá expositores de produtos regionais e apresentações culturais e artísticas. A 15ª Brigada de Infantaria Motorizada foi convidada a participar com a exposição de equipamentos, numa alusão à semana do Exército Brasileiro, e apresentações da banda militar, nos momentos da largada e da chegada dos atletas.
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“Teremos o suporte de grandes parceiros”, afirma o diretor de Comunicação e Marketing da Sanepar, Hudson José. “Nos seus 72 anos de fundação, a cidade nunca sediou uma maratona, e a Companhia promove a primeira, homenageando a principal avenida que atravessa a cidade de Leste a Oeste”. É nessa avenida que estarão concentrados os maiores trechos das provas, que terá circuitos de 42 km, 15 km, 8 km, 5 km e Corrida Kids para crianças.
Outro diferencial da maratona, em relação às de corridas de rua realizadas na cidade, é que os atletas que completarem o circuito dos 42 km vão receber a camiseta de finisher, exclusiva para quem passar a linha de chegada, como recordação da primeira competição dessa natureza na cidade. Os primeiros colocados em cada categoria receberão também medalha de participação e troféu.
A Sanepar e a Prefeitura já começam a planejar a organização do evento para o próximo ano, quando deverão ser incluídas outras ações e até o mesmo o registro para certificar a Maratona de Cascavel como evento internacional. Esse certificado internacional é mais um atrativo para atletas de outras regiões e também dos países vizinhos porque qualifica os participantes a se inscreverem nas maiores maratonas do mundo utilizando o tempo (pace) realizado em Cascavel para garantir a inscrição.
A Maratona Sanepar Avenida Brasil Cascavel também tem com o apoio da CATVE e das rádios Colméia e CBN. As inscrições podem ser feitas no site www.corridassanepar.com.br.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR denuncia por feminicídio e abandono de incapaz advogado que matou a ex-companheira e abandonou o filho de oito meses em um apartamento em Maringá
O Ministério Público do Paraná, por meio da 23ª Promotoria de Justiça de Maringá, ofereceu neste domingo, 27 de setembro, denúncia contra um advogado pelo crime de feminicídio majorado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima – a ex-companheira, que era médica. O homem também foi denunciado por abandono de incapaz, no caso o filho do casal – um bebê de apenas oito meses de vida.
Acesse vídeo do Promotor de Justiça Júlio Cesar da Silva
Acesse áudio do Promotor de Justiça Júlio Cesar da Silva
Segundo a denúncia, no dia 5 de setembro de 2026, no período compreendido entre 14h33min e 20h19min, mas provavelmente por volta das 20 horas, no interior do apartamento da vítima, no Bairro Zona 02 de Maringá, o denunciado, “prevalecendo-se das relações domésticas e afetivas e por razões da condição do sexo feminino, com nítido propósito homicida, matou a sua ex-companheira, mediante motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima”. Depois, fugiu, deixando o bebê sozinho.
Denúncia – A denúncia aponta que, durante as investigações, apurou-se que o crime foi praticado por motivo torpe, “uma vez que o denunciado agiu impelido por um sentimento egoístico de posse e inconformismo com a autonomia da vítima, não aceitando o fim do relacionamento afetivo e ceifando-lhe a vida por considerar que ela lhe pertencia de forma exclusiva, motivação esta que se revela abjeta e causa profunda repulsa social”.
Também foi evidenciado que o crime foi praticado mediante meio cruel, “impondo à vítima sofrimento atroz, prolongado e desnecessário, consubstanciado na multiplicidade de golpes de arma branca do tipo faca (14 feridas pérfuro-cortantes mapeadas no corpo da vítima) de forma associada à asfixia mecânica por esganadura”.
Por fim, a denúncia coloca que o delito foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, tendo em vista que ela foi atacada dentro de sua residência e que o autor usou uma faca, “o que reduziu a possibilidade de reação, esquiva ou fuga, seja por conta da extrema violência empregada em ambiente fechado, bem assim da força física masculina em detrimento da vítima”.
O MPPR acrescenta que o feminicídio foi praticado contra mulher que era mãe e responsável por criança, bem como na presença física do descendente da vítima e do autor, ou bebê de oito meses de idade, o qual se encontrava no mesmo recinto durante o crime. É citado, por fim, que o crime foi praticado em contexto de violência doméstica e familiar, uma vez que o denunciado manteve relacionamento afetivo com a vítima, prevalecendo-se das relações domésticas, da intimidade de convívio e da vulnerabilidade da vítima no ambiente residencial comum para perpetrar o ataque.
Abandono de incapaz – Quanto ao crime de abandono de incapaz, a denúncia cita que, após a prática do feminicídio, o denunciado abandonou o filho lactente, “pessoa sob sua autoridade, guarda e cuidado, a qual se encontrava em situação de absoluta incapacidade de prover a própria subsistência ou de defender-se dos riscos resultantes do abandono”.
A Promotoria narra ainda que, segundo apurado, logo após matar a mãe da criança, o denunciado tomou banho, trocou de roupa, apanhou a chave do carro de propriedade da vítima e evadiu-se do local. Antes de fugir, porém, o denunciado “trancou a porta de entrada do apartamento com chave, trancafiando e abandonando o bebê de 8 meses totalmente sozinho, indefeso e desamparado no recinto”. A criança permaneceu por horas sozinha, exposta a perigo concreto para sua vida e saúde, chorando no interior do imóvel, até ser resgatada por um tio materno, que precisou arrombar a porta de entrada do apartamento ao ouvir o choro ininterrupto do sobrinho.
O crime de abandono é agravado pelo fato de ter sido praticado por ascendente (pai da vítima).
Preso – O denunciado, que foi preso no mesmo dia do crime, permanece recolhido na Cadeia Pública de Maringá.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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