Paraná
Hospital do Trabalhador realiza primeira cirurgia de artroplastia de tornozelo no SUS no Paraná
Um procedimento complexo e bastante moderno foi realizado no Paraná pela primeira vez por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), no Hospital do Trabalhador, em Curitiba. Trata-se da cirurgia de artroplastia de tornozelo, feita com sucesso, que substituiu a articulação de um paciente por uma prótese total, possibilitando a restauração da mobilidade e o fim da dor crônica.
A cirurgia foi realizada no mês de setembro e é um marco pelo resultado alcançado. O procedimento de colocação de uma prótese total devolve a possibilidade de se fazer movimentos como agachar ou subir uma escada, e de acabar com as dores crônicas de quem não pode sequer pisar no chão.
“É importante que a gente pense na saúde pública sempre como uma forma de levar o que há de melhor para quem precisa, sem medir esforços. O tratamento de artroplastia de tornozelo que fizemos aqui significou uma importante mudança para o paciente e um marco para a saúde do Paraná”, destacou o secretário de Estado da Saúde em exercício, César Neves.
A cirurgia durou cerca de três horas com a equipe do médico Bruno Arnaldo Bonacin Moura. É considerada bastante complicada, pois requer treinamento altamente especializado para cortes ósseos, alinhamento dos componentes da prótese e equilíbrio do tornozelo. “Qualquer desvio milimétrico pode comprometer o resultado”, ponderou o médico.
Essa cirurgia é considerada de alto custo, pois a compra da prótese pode chegar a R$ 70 mil.
- Com obras em ritmo avançado, Estado levará Unidades Mistas de Saúde a 21 municípios
- Saúde alerta para urgência por doações ao banco de leite do Hospital do Trabalhador
DOR CONSTANTE – O paciente operado pela equipe é Heitor de Oliveira Tedesco. Ele foi vítima de um acidente de trabalho em 2022 e teve fratura exposta no tornozelo, o que obrigou uma cirurgia de emergência, com a colocação de seis pinos e uma placa.
“Não estava fazendo efeito, pois perdi a cartilagem entre os ossos no acidente, ou seja, a dor era constante e muito forte quando pisava, pois era osso batendo no osso”, lembrou.
Em fevereiro deste ano, o médico que o atendia optou por tirar os pinos e a placa e fez o pedido de uma nova cirurgia, quando apareceu a opção por uma prótese. Após a cirurgia, ele vem apresentando recuperação dentro do esperado pelos médicos, com melhora na movimentação, sem dor significativa e conseguindo retomar suas atividades de forma segura.
A recuperação é gradual, com imobilização inicial de seis semanas, seguida por fisioterapia e retorno progressivo à carga. O paciente costuma voltar a andar entre 6 e 8 semanas e o ganho completo de mobilidade e força ocorre em torno de 6 meses.
“Os planos são de me recuperar para obter o máximo de movimento e o mínimo de dor e voltar logo a trabalhar e ter uma vida social novamente, porque esses três anos parado me tirou tudo”, contou Heitor.
A alternativa cirúrgica à artroplastia de tornozelo é a artrodese, ainda muito utilizada, mas não alcança os mesmos benefícios. Ela tem como resultado o alívio da dor, mas faz o travamento da mobilidade da articulação. O resultado futuro, lembra o médico Bruno Arnaldo, são dores e artroses secundárias.
SELEÇÃO PARA A ARTROPLASTIA – Outro ponto bastante complicado para realizar o procedimento é a seleção do paciente que pode receber uma cirurgia de artroplastia. O médico precisa identificar diferentes características que estejam dentro dos critérios, como a pessoa ter uma artrose avançada, mas com boa qualidade óssea, além de ter musculatura preservada. Muitas vezes, em razão da condição do tornozelo, a pessoa já perdeu músculos que vão ajudar na sustentação.
“Casos com deformidades graves, infecções prévias, osteoporose significativa ou pacientes muito jovens e ativos geralmente não são bons candidatos. Nestes, a artrodese ainda é preferível”, completou o médico.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR expede recomendação administrativa para conter atropelamento de animais silvestres em rodovias de Londrina e cobra medidas do Município e do DER-PR
O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, emitiu recomendação administrativa cobrando ações efetivas para cessar a mortandade de animais silvestres nas rodovias LA-003, conhecida como Mábio Gonçalves Palhano, e PR-538. Os trechos afetados margeiam o Parque Estadual Mata dos Godoy. O documento foi direcionado ao Município de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).
A medida é desdobramento de procedimento administrativo instaurado em 2022 pela Promotoria de Justiça. Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes naquelas vias e em outras rodovias da região. O estudo identificou seis pontos críticos de atropelamento, com medidas mitigatórias validadas pelo IAT.
Biodiversidade – A área é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para a conservação da biodiversidade e abriga espécies ameaçadas de extinção. Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. Levantamentos recentes confirmaram a letalidade contínua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro de 2025, além da constatação de desgaste na sinalização existente em vistoria realizada em março de 2026.
Além do dano ambiental, os atropelamentos representam risco à segurança dos motoristas. Dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual registraram 258 acidentes por atropelamento de animais em 2019 e 283 ocorrências em 2020, resultando em vítimas fatais e feridas.
Medidas – Entre as solicitações feitas ao Município de Londrina, estão o reforço da sinalização, a implantação de mecanismos permanentes de redução de velocidade e a elaboração de projeto executivo para a construção de passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.
Os destinatários têm 30 dias para responder por escrito sobre o acatamento da recomendação e devem apresentar cronogramas que prevejam a conclusão das obras em prazo não superior a 12 meses. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas judiciais, com responsabilização civil por dano ambiental.
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
-
Esportes7 dias agoSantos segura empate no Equador e avança às quartas da Copa Sul-Americana
-
Agro6 dias agoExpocacau começa terça com meta de ampliar negócios e produtividade
-
Política Nacional6 dias agoMulheres com implante contraceptivo banido pedem política de assistência
-
Educação6 dias agoEncceja 2026: provas serão aplicadas neste domingo (23/8)
-
Educação6 dias agoIdeb: Sergipe inicia análise de resultados nas redes
-
Agro3 dias agoMP das dívidas rurais entra na reta final sem garantir renegociação aos produtores
-
Esportes5 dias agoInternacional empata sem gols com Atlético-MG e continua ameaçado pelo Z4
-
Esportes7 dias agoCorinthians vence Rosario Central e avança às quartas da Libertadores
