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Hospital do Paraná realiza cirurgia pioneira de alta complexidade para correção de deformidade craniana

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O Hospital Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), unidade da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), realizou nesta semana uma cirurgia de alta complexidade para correção de cranioestenose, malformação congênita caracterizada pelo fechamento precoce das suturas do crânio, que pode comprometer o desenvolvimento cerebral e causar deformidades cranianas.

O procedimento marcou um momento inédito para a instituição ao reunir, pela primeira vez, uma equipe composta simultaneamente por dois neurocirurgiões e dois cirurgiões plásticos atuando no mesmo ato cirúrgico. Ao todo, dez profissionais participaram da operação, entre médicos e demais integrantes da equipe multiprofissional.

A cirurgia exigiu planejamento detalhado e integração entre diferentes especialidades. Tradicionalmente, procedimentos para correção da cranioestenose contam principalmente com a atuação da neurocirurgia. Neste caso, a participação dos cirurgiões plásticos desde o início da intervenção permitiu um trabalho conjunto voltado tanto à correção da deformidade craniana quanto à obtenção de melhores resultados estéticos e funcionais para o paciente.

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Segundo a equipe do hospital, a abordagem multidisciplinar representa um avanço importante na assistência oferecida pela unidade. A atuação simultânea das especialidades possibilita maior precisão técnica, melhor reconstrução craniana e cuidados ampliados com aspectos que podem impactar a qualidade de vida da criança ao longo do crescimento.

“O fortalecimento das equipes especializadas e a integração entre diferentes áreas permitem que os hospitais da rede estadual ampliem sua capacidade de realizar procedimentos cada vez mais complexos e resolutivos”, destacou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

A realização do procedimento reforça o papel do Hospital Infantil como referência no atendimento pediátrico de alta complexidade, investindo continuamente na qualificação das equipes e na incorporação de práticas que ampliam a qualidade da assistência prestada às crianças e suas famílias.

“Nem todos os casos de cranioestenose exigem a atuação conjunta da neurocirurgia e da cirurgia plástica. No entanto, em situações mais complexas, que demandam remodelamento craniofacial, esse trabalho integrado é fundamental para garantir os melhores resultados funcionais e estéticos para a criança. No Hospital Infantil, essa atuação multiprofissional já faz parte da nossa rotina e reforça a qualidade da assistência oferecida aos pacientes”, explicou a coordenadora do Centro Cirúrgico e da Central de Material e Esterilização (CME), do hospital, Ana de Sousa Pedrozo.

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Neste ano, a unidade já realizou 1.198 cirurgias , no geral, uma média diária de 14 procedimentos, sendo em sua maioria de adenoamigdalectomia.

HOSPITAL  O Hospital Infantil Waldemar Monastier (HI) é um hospital público, especializado no atendimento de crianças e adolescentes. A unidade atende pacientes de média e alta complexidade, disponibilizando Unidades de Tratamento Intensivo (UTI’s) Neonatal e pediátrica, Centro Cirúrgico e atendimento ambulatorial em diversas especialidades

Fonte: Governo PR

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Equipes do Simepar e do IAT testam novo radar meteorológico na Finlândia

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Termina nesta sexta-feira (19) a bateria de testes do novo radar meteorológico do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), na empresa Vaisala, na Finlândia. O equipamento é o primeiro de seis novos radares já licitados pelo Governo do Paraná através dos projetos Monitora Paraná e Monitora Litoral, que proporcionarão ao Estado a maior cobertura meteorológica do Brasil. 

O radar da Vaisala é de banda C, e será instalado na cidade de Campo Magro, Região Metropolitana de Curitiba. O equipamento opera com uma tecnologia equilibrada entre alcance e resolução. Com capacidade de monitoramento quantitativo em distâncias intermediárias de 50 a 200 quilômetros, esta tecnologia é especialmente adequada para acompanhar fenômenos meteorológicos regionais e oferece menor interferência causada por chuvas intensas em comparação aos radares de frequências mais altas.

O equipamento já montado na fábrica da Vaisala está sendo submetido a várias simulações em uma estrutura de laboratório, com sensores ao redor, enquanto se movimenta e faz a transmissão de dados com potência máxima. Os instrumentos mostram em tempo real a resposta a cada parâmetro testado, e as equipes presentes no local interagem e avaliam se o equipamento atende a cada um dos requisitos do edital de licitação.

“Essa é uma etapa importante para verificar previamente o desempenho e a qualidade do equipamento antes da entrega definitiva. Durante essa fase, acompanhei os testes realizados pela empresa, conferi juntamente com a equipe técnica do Simepar o atendimento ao termo de referência e as especificações técnicas, registramos evidências e possíveis pendências de não conformidade. Fizemos todas essas observações garantindo maior segurança na aceitação do sistema”, explica a chefe de Divisão de Incentivos para a Conservação do Instituto Água e Terra (IAT), Natália Ribeiro Corrêa.

Os outros integrantes da equipe técnica do Simepar acompanharam os testes remotamente durante a madrugada no Brasil, já que a diferença de fuso horário é de seis horas. A equipe da fabricante também repassa, ao longo dos dias, as recomendações de uso do equipamento.

O documento com o resultado final dos testes a todos os parâmetros solicitados será divulgado após o dia 22. O equipamento será desmontado e, 30 dias depois, embarca para o Brasil. Assim que chegar a Campo Magro, as equipes do Simepar iniciarão o processo de montagem para a realização de novos testes, antes da instalação final. 

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“Nossa equipe está passando por uma rica oportunidade de conhecer o que é mais evoluído em relação a sensores hidrometeorológicos. Novos sensores de descargas elétricas, o que é de mais moderno em matéria de medição de chuva e também os novos modelos que podem ser utilizados integrando as funcionalidades dos radares meteorológicos com os outros equipamentos como estações meteorológicas, medidores de vazão de chuva, entre tantas outras importantes equipamentos que podem ser usados para o bom funcionamento e o estabelecimento do moderno sistema meteorológico que vamos ter no Paraná, talvez o mais evoluído hoje no Brasil”, ressalta o diretor-presidente do Simepar, Paulo de Tarso.

MONITORA PARANÁ – Além do radar banda C, através da licitação do projeto Monitora Paraná, o Governo do Paraná também adquiriu um radar de banda Banda S que será operado pelo Simepar.

A fabricante alemã Leonardo iniciará os testes de aceitação no final de agosto. Ele será instalado em Jandaia do Sul, no Vale do Ivaí, e vai oferecer o maior alcance de monitoramento, podendo detectar fenômenos meteorológicos a distâncias de até 480 quilômetros. 

O radar de banda S que será instalado em Jandaia do Sul apresenta excelente resistência a condições meteorológicas adversas, operando com precisão mesmo durante chuvas intensas, o que é fundamental para o monitoramento de eventos climáticos extremos.

Já o radar de banda X, último da licitação do Monitora Paraná, será fabricado pela empresa alemã Gamic para ser instalado em Pontal do Paraná, no Litoral paranaense. Representantes da fabricante já estiveram no Brasil para conhecer o local de instalação e apresentaram o cronograma de entrega. O teste de aceitação do equipamento será realizado em setembro. 

O radar banda X destaca-se pela alta resolução de imagens, permitindo a detecção precisa de fenômenos meteorológicos em pequena escala. Esta tecnologia é capaz de identificar partículas pequenas e oferece imagens com resolução superior, sendo fundamental para o monitoramento detalhado das condições meteorológicas na região litorânea.

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Todos os radares são do tipo Doppler com polarização dupla, que representam o que há de mais moderno em tecnologia meteorológica em todo o mundo. 

MONITORA LITORAL – Além do Monitora Paraná, outro projeto está em andamento para aquisição de mais radares e outros equipamentos: o Monitora Litoral. A licitação para aquisição de outros três radares já foi realizada.

Um radar de banda S irá substituir o radar de Teixeira Soares, no Centro-Sul do Paraná, que o Simepar já opera há mais de 30 anos, e que está em fim de vida útil. A localização do radar na cidade é estratégica para o monitoramento de chuvas no Litoral do estado, e o novo equipamento será instalado na mesma estrutura de concreto com mais de 20 metros de altura já existente no local. 

Outros dois radares de banda X serão instalados na Região Metropolitana de Curitiba e no Litoral paranaense, todos com o foco na sobreposição de dados para tornar ainda mais preciso o monitoramento de chuvas na região da Serra do Mar. 

Outras licitações serão realizadas dentro do projeto Monitora Litoral para aquisição de uma boia oceanográfica e estações meteorológicas, além de equipamentos de armazenamento de dados (storage) que ficarão no prédio do Simepar para processar os dados enviados por todos os novos equipamentos adquiridos. Também já foi realizada outro pregão para a construção das cinco torres metálicas que receberão os novos radares do Monitora Paraná e Monitora Litoral. 

Atualmente, o Simepar já possui, além do radar de Teixeira Soares, outro radar banda S em Cascavel, no Oeste paranaense, e um radar banda X sobre o prédio da instituição, no bairro Jardim das Américas, em Curitiba. Com os equipamentos do Monitora Litoral, o Simepar fará a concepção e implementação do Sistema de Modelagem Oceanográfica e do Sistema de Alertas de Desastres (Early Warning System).

A estrutura irá qualificar ainda mais o trabalho da equipe do setor de monitoramento que acompanha o nível dos rios e as condições oceanográficas – dados que ajudam a Coordenadoria da Defesa Civil na tomada de decisões em caso de enxurradas, alagamentos ou ressacas.

Fonte: Governo PR

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