Agro
Governo reajusta preço mínimo da uva industrial para R$ 1,80 por quilo na safra 2026
O governo federal anunciou o reajuste do preço mínimo da uva industrial 15º glucométricos — padrão que indica o nível de doçura da fruta — para R$ 1,80 por quilo na safra de 2026. O novo valor representa um aumento de 6,5% em relação ao praticado neste ano e será válido de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2026 para produtores das regiões Sul, Sudeste e Nordeste.
A atualização foi definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com base em proposta apresentada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O reajuste foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) por meio da Portaria nº 867.
Reajuste reflete aumento nos custos de produção da uva
De acordo com estudos técnicos da Conab, o reajuste acompanha a elevação dos custos variáveis de produção da uva industrial, que impactaram diretamente o orçamento dos viticultores em 2025.
Entre os principais componentes que contribuíram para o aumento do custo total estão:
- Mão de obra: 21,2%
- Agrotóxicos: 13,4%
- Tratores e colheitadeiras: 11,8%
- Fertilizantes: 6,2%
O novo preço mínimo, segundo a Conab, garante ao produtor a cobertura dos custos variáveis da produção, assegurando viabilidade econômica e incentivando a continuidade da atividade vitícola no país.
Política de preços mínimos garante segurança ao produtor rural
A definição dos preços mínimos agrícolas é uma política estratégica do Governo Federal para proteger o produtor em períodos de instabilidade de mercado. Esses valores são fixados antes do início da safra, oferecendo previsibilidade e segurança financeira aos agricultores.
Caso os preços de mercado fiquem abaixo do mínimo estabelecido, o governo pode intervir por meio de aquisições públicas ou subvenções, garantindo que o produtor não tenha prejuízos e mantendo a oferta de alimentos no mercado.
Medida reforça o compromisso com o setor vitícola
O reajuste do preço mínimo da uva industrial reforça o comprometimento do Governo Federal com a sustentabilidade econômica da cadeia produtiva da uva e do vinho, que possui forte relevância nas regiões Sul e Nordeste, especialmente em polos tradicionais como Serra Gaúcha (RS) e Vale do São Francisco (PE/BA).
Além de assegurar renda ao produtor, a medida contribui para o planejamento das safras, estimula o investimento em tecnologia e manejo e fortalece a competitividade do setor vitivinícola brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mapa apresenta Rgen+Sustentável na Feira Brasil na Mesa
Neste sábado (25), na Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa em comemoração aos seus 53 anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma palestra detalhando a Política Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Genéticos para a Alimentação, a Agricultura e a Pecuária (Rgen+Sustentável).
Com o objetivo de conservar, valorizar e promover o uso sustentável dos recursos genéticos para a alimentação e a agricultura (RGAA), a política foi lançada em abril de 2025 e busca ampliar a base genética dos programas de melhoramento das instituições de pesquisa, além de fortalecer o conhecimento sobre esses recursos e contribuir para a segurança alimentar e nutricional. A iniciativa também atua como catalisadora do desenvolvimento científico e tecnológico no setor agrícola.
A política é estruturada para garantir a segurança alimentar nacional por meio da conservação e do uso sustentável da diversidade genética. São considerados recursos genéticos os materiais com valor atual ou potencial para uso direto ou indireto na alimentação e na agropecuária, incluindo espécies de plantas, animais, microrganismos e organismos intermediários.
Durante a apresentação, o representante da coordenação de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura do Departamento de Inovação do Mapa, Paulo Mocelin, destacou a importância estratégica do tema.
Segundo Mocelin, embora o tema ainda não seja amplamente conhecido pelo público, ele é fundamental para o futuro da agropecuária. “O tema de recursos genéticos não é tão popular, mas traz elementos novos e essenciais para o desenvolvimento do setor. A Política Nacional é uma política de Estado, instituída pelo Decreto nº 12.097, de 2024, e tem como objetivo definir prioridades e estratégias para consolidar uma agenda de longo prazo voltada à conservação, valorização e uso sustentável da biodiversidade agrícola”, explicou.
Também ressaltou que a política está alinhada a compromissos internacionais, como a Convenção sobre Diversidade Biológica e o Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura.
“O Brasil é um país megadiverso, com grande variedade de espécies, biomas e ecossistemas. Temos um clima favorável à agropecuária, um sistema nacional de pesquisa robusto, com destaque para a Embrapa e instituições estaduais, além de uma legislação estruturada e parcerias internacionais consolidadas”, pontuou.
No âmbito das diretrizes de pesquisa e inovação, a política busca promover a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos, incentivar a adoção de novas tecnologias, sistematizar e disponibilizar informações científicas e fortalecer a articulação entre atores públicos e privados.
Já em relação aos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e ao Conhecimento Tradicional Associado (CTA), a iniciativa incentiva o intercâmbio de variedades tradicionais e raças localmente adaptadas, além de valorizar os saberes tradicionais e promover a participação social.
No eixo de informação e capacitação, estão previstas ações de divulgação da importância estratégica dos RGAA, articulação de redes nacionais e internacionais, formação de recursos humanos e ampliação do acesso a dados qualificados.
A política também se articula com iniciativas como a Rede Nacional de Pesquisa e Inovação em Genética Agrícola para Adaptação às Mudanças Climáticas (Readapta), que desenvolve projetos de melhoramento genético voltados a culturas como arroz, feijão, milho, soja, trigo e mandioca.
O Mapa é responsável pela definição e implementação dos planos de ação, pela estruturação da rede, pelo fomento à conservação e capacitação, além de incentivar pesquisas e inovações baseadas no uso sustentável dos recursos genéticos.
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