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Governo do Paraná destina R$ 4 milhões a projetos de expedições científicas na Amazônia

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A Iniciativa Amazônia+10 e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgaram nesta quinta-feira (17), a Chamada Pública Expedições Científicas, que vai disponibilizar R$ 59,2 milhões para financiar pesquisas voltadas à expansão do conhecimento científico da sociobiodiversidade sobre áreas pouco conhecidas da maior floresta tropical do mundo. Do total, R$ 4 milhões são destinados pelo Governo do Paraná, por meio da Agência Araucária, para apoiar, a participação de paranaenses em grupos de pesquisadores que atuarão em expedições científicas multidisciplinares na região.

A Iniciativa Amazônia+10 é liderada pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo a Pesquisas (Confap) e pelo Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência Tecnologia e Inovação (Consecti), e conta também com a parceria do CNPq. “O Programa Iniciativa Amazônia+10 busca viabilizar recursos para projetos científicos na região, articulando grupos de pesquisa que combinam pesquisadores locais com de outros Estados”, disse Ricardo Galvão, presidente do CNPq. Ele ressaltou que a preservação da Floresta Amazônica e o desenvolvimento de sua economia de uma forma sustentável, não predatória, depende fortemente do conhecimento científico local.

Dezenove fundações estaduais de amparo à pesquisa aderiram à chamada, sendo elas dos nove Estados da Amazônia Legal (Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Pará, Maranhão, Amapá, Tocantins e Mato Grosso), além das FAPs do Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Goiás, Pernambuco, Alagoas, Paraíba, São Paulo e Distrito Federal. Outras agências nacionais e internacionais ainda podem se somar à Chamada de Expedições Científicas até o dia 31 de dezembro de 2023.

“O Paraná abraçou a iniciativa desde o início e temos um grupo expressivo de pesquisadores paranaenses que, conjuntamente com pesquisadores da Amazônia, podem contribuir muito para o desenvolvimento desta região”, afirma o presidente da Agência Araucária Ramiro Wahrhaftig. O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), Aldo Bona, destacou a participação do Paraná. “Ter pesquisadores paranaenses envolvidos em estudos e pesquisas sobre aquela biodiversidade é fundamental para contribuir com toda a política pública voltada à Amazônia Legal”, disse.

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O EDITAL – As propostas devem ser voltadas para expedições científicas multidisciplinares na região da Amazônia por um período de até 36 meses e o valor mínimo de cada projeto contemplado será de R$ 400 mil – não havendo limite máximo. Dos R$ 59,2 milhões previstos nesta chamada, R$ 30 milhões serão alocados pelo CNPq exclusivamente para pesquisadores com vínculo formal com alguma instituição localizada em um dos Estados da Amazônia Legal.

Embora a Amazônia seja uma das maiores e mais intactas florestas do mundo, ela é também uma das menos conhecidas em termos biológicos. Seu tamanho imenso, sua diversidade e seus acessos limitados fazem com que a tarefa de documentar sua biodiversidade seja extremamente desafiadora. Além da questão espacial, também existem vieses taxonômicos nas pesquisas realizadas até o momento. A intenção é que a iniciativa ajude a superar essas lacunas. Além disso, o material coletado será catalogado e tombado em instituições amazônicas, como forma de preservação desse patrimônio.

“Demos um passo importante com essa iniciativa. Muitas vezes, a Amazônia recebia pesquisadores de outros Estados, de outros países e, muitas vezes, os próprios pesquisadores da região não participavam dos projetos – ou atuavam apenas como coadjuvantes. Houve um avanço nesse sentido com o primeiro edital lançado pela Iniciativa Amazônia+10, em 2022, e agora neste. Isso significa um trabalho de parceria, de pesquisa colaborativa, que leva em consideração o que os amazônidas pensam e o que têm”, explicou Márcia Perales, diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).

PRAZO – O prazo para submissão dos projetos é até o dia 29 de abril de 2024. O resultado final deve ser divulgado no dia 23 de agosto de 2024. O edital com todas as informações está no site  Amazônia +10 .

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BENEFÍCIO DA SOCIEDADE – A dificuldade do acesso à energia elétrica em algumas regiões da Amazônia atrelada à falta de água encanada resulta na utilização de fontes de energia “sujas”, além de acarretar o aumento de doenças relacionadas ao consumo de água de baixa qualidade. Diante desta realidade, o projeto “Amazônia Sustentável – Promovendo a inclusão social pelo acesso à energia elétrica e água de qualidade de comunidades locais amazônicas” propõe desenvolver um sistema em escala piloto para geração de energia elétrica e tratamento de água, de modo a atender uma unidade familiar de quatro pessoas.

Contemplado na primeira edição da Iniciativa Amazônia +10, o projeto tem a participação da pesquisadora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Samara Silva de Souza e é desenvolvido em uma parceria com pesquisadores das universidades federais do Pará e Rural de Pernambuco. Dez projetos contemplados na primeira edição da Iniciativa +10 contam com a participação de pesquisadores paranaenses.

Outra proposta pretende apoiar os coletores de castanha-do-Brasil. O pesquisador da Universidades Estadual de Maringá (UEM), Lúcio Cardozo Filho, junto com pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso e das universidades estaduais do Norte Fluminense e de Campinas, atua no projeto “Fortalecimento da cadeia de valor da castanha-do-Brasil: uma abordagem focada na Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer (Juruena/MT)”.

“Um grande gargalo é que pagam para os coletores locais R$ 5 o quilo da castanha e para o consumidor final é vendido a R$ 80. O que estamos tentando é que esta comercialização seja mais justa. Estamos propondo estas melhorias para agregar valor ao produto que eles oferecem para que eles consigam um valor de mercado”, explica o professor Lúcio.

Fonte: Governo PR

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Unespar emite certificados de especialização internacional inédita com alunos de 4 países

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A Universidade Estadual do Paraná (Unespar) emitiu nesta quarta-feira (29) os certificados de 50 alunos que participaram da Especialização Internacional em Conhecimentos e Associações entre Angola, Argentina, Brasil e Moçambique. O curso, realizado entre 2024 e 2025, é a primeira pós-graduação lato sensu internacional da instituição e foi desenvolvido em parceria com a Universidade de Luanda (Uniluanda), de Angola, a Universidade Nacional da Patagônia Austral (Unpa), da Argentina, e a Universidade de Licungo (Unilicungo), de Moçambique.

A especialização foi ofertada pelo câmpus de Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná, para profissionais com graduação em diferentes áreas. O processo seletivo atraiu 596 candidatos dos países envolvidos, que passaram por bancas de entrevista conduzidas por professores das quatro universidades parceiras. Ao todo, foram 120 bancas, com uma média de cinco candidatos por sessão. A turma foi composta por 13 estudantes argentinos, nove angolanos, 15 brasileiros e 13 moçambicanos, reunindo diferentes realidades do Sul Global.

Para a reitora da Unespar, Salete Machado Sirino, a iniciativa consolida o papel da universidade na articulação de redes internacionais de ensino e pesquisa. “Essa ação inédita reafirma o compromisso institucional com a internacionalização do ensino superior, evidenciando de forma clara o papel estratégico das redes acadêmicas multilaterais na promoção do desenvolvimento territorial sustentável e na integração entre diferentes países”, afirmou.

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Diante da expressiva demanda registrada na primeira edição, a previsão é abrir uma nova turma até o final deste ano, com aulas previstas para começar no ano letivo de 2027. A expectativa também inclui a expansão da cooperação internacional para a região da Tríplice Fronteira do Iguaçu, com a possível inclusão do Paraguai, fortalecendo os laços acadêmicos e culturais entre os países da América do Sul.

A professora Aurea Andrade Viana de Andrade, responsável pela coordenação dessa especialização da Unespar, destaca o avanço nas políticas de internacionalização. “O curso contribuiu para fortalecer a nossa política de internacionalização, ampliando o diálogo com as universidades parceiras. Não foi apenas uma formação acadêmica, mas uma oportunidade de construir relações mais próximas e horizontais, o que abre caminhos para novas parcerias e mobilidade acadêmica, fortalecendo o ensino, a pesquisa e a extensão”, explicou.

CONTEÚDO – Com uma estrutura interdisciplinar e sete módulos temáticos, a especialização foi oferecida na modalidade a distância (EAD), com aulas e atividades síncronas em tempo real, além de conteúdos disponibilizados no ambiente virtual de aprendizagem (AVA). O curso abordou diversos temas, como territórios, identidade social, memória, história, panorama sociopolítico e econômico, sustentabilidade ambiental e dimensões culturais, artísticas e arquitetônicas dos quatro países.

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O assistente social Leonardo Carvalho de Souza, que atua como professor de Educação Especial no Instituto Federal do Paraná (IFPR) em Ivaiporã, no Vale do Ivaí, disse que a especialização ampliou seu conhecimento sobre a formação histórica, social e política dos quatro países. “Um ponto comum é o desafio de conciliar desenvolvimento social com preservação ambiental”, afirmou. “No trabalho de conclusão, debatemos sobre direito de adolescentes e formas de qualificar instituições que atuam com a ressocialização desse público”.

As aulas aconteciam em português e em espanhol, com a participação de professores das quatro nações. A metodologia do curso buscou respeitar as normatizações acadêmicas de todos os países envolvidos e cada módulo de estudo contou, ainda, com um seminário integrador para debates conjuntos. Já os trabalhos de conclusão de curso foram desenvolvidos em grupos formados por estudantes dos quatro países, com orientação compartilhada entre dois professores de nacionalidades diferentes, totalizando 12 projetos finais.

Fonte: Governo PR

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