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Governador recebe ministro do Turismo e negocia ampliação nos repasses do Fungetur

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu nesta terça-feira (12), no Palácio Iguaçu, o ministro do Turismo, Celso Sabino, e negociou a ampliação dos recursos do Fungetur – Fundo Geral do Turismo às instituições financeiras do Paraná. Operado no Estado pela Fomento Paraná e pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o fundo criado pelo Ministério do Turismo ajuda no financiamento de negócios do setor.

Ratinho Junior afirmou que o fundo foi essencial para ajudar na manutenção dos empreendimentos turísticos durante a pandemia de Covid-19, e agora é um instrumento importante para impulsionar as empresas do setor. “São recursos que contribuem muito com a cadeia turística do Paraná, como hotéis, pousadas, restaurantes, e ajudam esses empreendimentos tenham fôlego para investimentos”, disse.

“Entendemos que o turismo é uma forma barata de gerar empregos e renda nas nossas cidades e estamos muito focados, agora, com a profissionalização desse setor”, destacou o governador. “Temos lugares muito bonitos, uma boa rede hoteleira, mas por muito tempo o turismo no Paraná ficou mais restrito a Foz do Iguaçu. O que queremos agora é atrair os visitantes que vêm por esse importante cartão de visitas para que conheçam outras regiões do nosso Estado”.

O ministro Celso Sabino salientou que Foz do Iguaçu é o segundo principal atrativo turístico do País, mas que pode ter sua visitação ampliada, funcionando também como conexão com outras cidades. “Queremos atuar em parceria com o governo para fomentar o turismo no Estado, o que ajuda no desenvolvimento regional. O Paraná tem muito potencial para ampliar o turismo, e vamos trabalhar com isso, com foco também na ampliação dos voos até o Estado”, afirmou.

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LINHAS DE CRÉDITO – Em junho deste ano, o Fungetur disponibilizou R$ 23,3 milhões a Fomento Paraná em recursos para projetos de investimento, compra de equipamentos e capital de giro para micro, pequenas e médias empresas registradas no Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur).

Empreendimentos como hotéis, pousadas, restaurantes, centros de eventos e todo tipo de empreendimentos comerciais e de serviços voltados ao segmento de turismo podem solicitar o crédito, mas precisam estar com o Cadastur atualizado no Ministério do Turismo. A instituição financeira conta atualmente com R$ 53 milhões contratados pela linha Fomento Turismo e outros R$ 19 milhões disponíveis do Fungetur, que inclui também recursos do BNDES.

Já o BRDE atua em parceria com o ministério desde 2017 na oferta de financiamentos pelo Fungetur. Neste período, o banco fechou 1.520 operações nos três estados do Sul, que somam R$ 734 milhões em financiamentos. Neste ano, a instituição recebeu R$ 25,3 milhões do fundo, recursos que já estão completamente comprometidos em operações aprovadas e contratadas.

Além dos financiamentos já contratados, o BRDE possui mais de R$ 150 milhões demandados por empreendimentos do setor, e necessita de novos recursos para atender novos projetos. Atualmente, o Paraná conta com uma carteira de R$ 100 milhões em operação por empreendimentos turísticos.

“Pedimos ao ministro mais recursos para o Fungetur e houve já uma sinalização positiva. Agora tem um passo técnico que vamos dar, mas ele já sinalizou teremos mais recursos para poder apoiar todo o empresariado que queira trabalhar com turismo na região Sul”, explicou o diretor administrativo do BRDE, Wilson Bley Lipski. “E nós fizemos um pacto. Se o ministério trouxer mais recursos, nós vamos baixar o CDC, que é aquele recurso que fica dentro do BRDE, para entregar financiamento ainda mais baratos para as empresas”.

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CENTRO DE EVENTOS – Pela manhã, o ministro Celso Sabino esteve em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, para acompanhar o lançamento do novo Centro de Eventos do município. A estrutura de 7,7 mil metros quadrados terá capacidade para atender toda a RMC e receber eventos de pequeno, médio e grande portes. Ele será construído em meio ao tradicional roteiro turístico da cidade, que engloba o Caminho do Vinho, Colônia Mergulhão e também é próximo à Colônia Murici.

As equipes do Ministério do Turismo, da Secretaria do Turismo e da Viaje Paraná também apresentaram a empresas do segmento programas como o Fungetur e o Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur). Na ocasião, o ministro e o diretor-presidente da Fomento Paraná, Heraldo Neves, fizeram a entrega simbólica de R$ 200 mil para a empresa Pascal Restaurante e Café, com sede em São José dos Pinhais e unidades em Curitiba, que obteve um financiamento via Fungetur.

CAMPOS GERAIS – Na segunda-feira (11), o ministro também esteve em Ponta Grossa e Carambeí, nos Campos Gerais, para conhecer atrativos turísticos da região, como o Parque Estadual de Vila Velha, o Buraco do Padre, o Museu de Ciências Naturais da UEPG e o Parque Histórico de Carambeí.

PRESENÇAS – Acompanharam a reunião a diretora-geral da Secretaria de Estado do Turismo, Camila Aragão; o presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes; a presidente do Instituto de Turismo de Curitiba, Tatiana Turra; o coordenador-geral de Apoio ao Crédito do Fungetur, João Pita; o deputado federal Geraldo Mendes; e o deputado estadual Alexandre Curi.

Fonte: Governo PR

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Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação

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Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.

O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).

A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.  

“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual. 

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A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca. 

O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina. 

Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação. 

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GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.

ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.

Fonte: Governo PR

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