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Governador apresenta potenciais de infraestrutura do Paraná a empresários espanhóis

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior deu sequência nesta sexta-feira (26) às apresentações do Paraná a empresários espanhóis com foco na infraestrutura local. O evento aconteceu na ICEX España Exportación e Inversiones, em Madri, uma entidade empresarial pública que tem como foco integração da economia espanhola e conexão com setores de outros países.

Na quinta-feira (25), o governador já tinha participado de outro encontro com empresários na Câmara de Comércio Brasil–Espanha (CCBE), também em Madri. O Paraná Day apresentou os potenciais do Estado a investidores e empresas estrangeiras. Ainda na Espanha, ele se encontrou com dirigentes globais do Santander e prospectou investimentos em fruticultura e vai assinar um acordo com representantes do Grupo Acciona, multinacional espanhola especializada em infraestrutura e energias renováveis.

“O Paraná é a quarta maior economia do Brasil, com crescimento acima da média nacional, e potenciais em muitos setores. Essas apresentações ajudam a posicionar o Estado globalmente e atrair interesses. O Paraná tem uma agenda grande de leilões, projetos de infraestrutura e PPPs, e precisamos de grandes parceiros internacionais para continuar gerando empregos para as nossas cidades”, afirmou.

Ratinho Junior falou, sobretudo, dos investimentos dos modais rodoviários e portuário e geração de energia limpa. No primeiro caso, citou o programa de concessão de rodovias em andamento, cujos dois últimos lotes serão leiloados em outubro na B3, em São Paulo. Eles têm extensão de 1.058 quilômetros e investimentos previstos de R$ 29,8 bilhões. Eles abrangem estradas das regiões do Vale do Ivaí, Norte, Noroeste, Oeste e Centro-Oeste e, além do Paraná, também vai beneficiar o tráfego de veículos vindos do Paraguai, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

As seis concessões do Paraná têm um prazo de 30 anos. No total, são 3,3 mil quilômetros de estradas concedidas à iniciativa privada, sendo 1,1 mil quilômetros destas de rodovias estaduais. Os investimentos devem ultrapassar R$ 60 bilhões durante as três décadas de contrato, no maior programa da América Latina.

No segmento portuário, Ratinho Junior citou a concessão do Canal de Acesso, também prevista para outubro na B3. O investimento previsto por parte da empresa vencedora é de R$ 1,23 bilhão. O valor terá que ser executado nos cinco primeiros anos de contrato, que terá vigência de 25 anos. A empresa vencedora ficará responsável por ampliar a profundidade do Canal e garantir que o Porto de Paranaguá passe de 13,1 metros de calado para 15,5 metros.

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Ratinho Junior também citou a política de leilões de áreas dos terminais portuários. Somente em obrigações contratuais, os três últimos leilões realizados irão gerar um investimento de R$ 2,2 bilhões nos próximos anos, incluindo as melhorias das áreas arrendadas e os aportes para a primeira fase do Píer em “T”, que vai ampliar a capacidade de movimentação de cargas no terminal.

Ele ainda falou sobre o Moegão, maior obra pública portuária em andamento no Brasil, 67% concluída. O terminal terá capacidade para descarregar 180 vagões a cada cinco horas e vai conectar 11 estruturas portuárias, além de reduzir os cruzamentos de linhas férreas na cidade de Paranaguá. E citou os números da Portos do Paraná, eleita seis vezes consecutiva como a melhor gestão portuária no Prêmio Portos + Brasil. Em 2024, a Portos do Paraná movimentou 66,7 milhões de toneladas, batendo o recorde histórico de movimentação anual.

No modal ferroviário, Ratinho Junior apresentou o projeto de desestatização da Ferroeste, que depende do novo leilão da Malha Sul, previsto pelo governo federal para 2027, com intenção de ampliar a ferrovia até o Mato Grosso do Sul, facilitando o escoamento de cargas da região Oeste, do Paraguai e dos estados do Centro-Oeste.

ENERGIA LIMPA – E em relação à energia, falou sobre a capacidade do Paraná para gerar energia limpa, sendo destaque nacional nesse segmento, com 18% de toda a produção nacional. A Copel já alcançou a descarbonização de 100% de sua matriz elétrica, com geração de energia renovável baseada em fontes limpas, como hidrelétricas, solar e eólica.

Ele citou os investimentos em PCHs previstos para o Paraná. Nos próximos dois anos, o Estado receberá R$ 1,1 bilhão na construção de 11 PCHs, que irão abranger 15 municípios. Todos os empreendimentos tiveram a energia que será produzida adquirida no 39º Leilão de Energia Nova A-5, realizado pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

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Atualmente, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Paraná possui 114 PCHs e CGHs em operação. Outras cinco estão em construção, sete aguardam início de obras e 116 estão em fase de registro de intenção de outorga, além de 35 processos em estágio de estudos de inventário.

O Paraná também alcançou a marca de 1 gigawatt (GW) de energia produzida em geração distribuída no meio rural em 2025. Essa quantidade é suficiente para abastecer uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes. Desta produção, 86,25% são provenientes do Programa Paraná Energias Renováveis (RenovaPR), que acaba de completar quatro anos, colocando-se entre os mais exitosos dos últimos anos no setor rural do Estado.

Em relação a energia eólica, a região que mais se destaca é o Sudoeste, sendo um polo importante com a Usina Eólica de Palmas, inaugurada em 1999. Há também um projeto de expansão, o Complexo Eólico Palmas II, que deve aumentar a capacidade de geração de energia eólica na região, tornando-a um polo de desenvolvimento eólico. 

BALANÇA ECONÔMICA – Atualmente, o comércio bilateral entre Paraná e Espanha movimenta cerca de US$ 550 milhões por ano, com saldo historicamente positivo para a Espanha, mas que tem se equilibrado nos últimos anos

De janeiro a agosto, por exemplo, o Paraná exportou US$ 188,4 milhões para o país europeu, com destaque para o farelo de soja, a carne de frango in natura, o açúcar bruto e partes de motores para veículos, representando crescimento de 32% em relação ao mesmo período de 2024. Já as importações somaram US$ 203,6 milhões, incluindo produtos químicos orgânicos, autopeças e metalúrgicos diversos.

PRESENÇAS – Participaram do encontro Elisa Carbonell Martín, delegada conselheira da ICEX; Marta Valero, diretora de Infraestrutura e Tecnologia Industrial na ICEX; o secretário de Estado da Comunicação, Cleber Mata; o diretor-presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile; o diretor-presidente do Invest Paraná, Eduardo Bekin; o diretor de Relações Internacionais e Institucionais da Invest Paraná, Giancarlo Rocco; e o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.

Fonte: Governo PR

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Pagamento de pensão alimentícia por Pix está entre os temas da semana

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O MP Responde desta semana traz duas questões relacionadas ao pagamento de pensão alimentícia: a novidade do Pix-pensão e quem deve receber o pagamento em nome de um adolescente. Quem esclarece as dúvidas é o Promotor de Justiça Otávio Guizzo Duncan Couto, do Ministério Público do Paraná. Confira:

– Vi que aprovaram o Pix-pensão. Como funciona e como faço para pedir que o pai do meu filho pague a pensão por Pix?

– Tenho 17 anos, e meu pai paga pensão, mas o dinheiro vai todo pra minha mãe. Não sou eu quem deveria receber o dinheiro?

Serviço à população – O MP Responde tem o formato de spot com até um minuto e meio de duração, nos quais procuradores e promotores de Justiça respondem perguntas relacionadas ao trabalho do Ministério Público e a assuntos jurídicos.

Os spots podem ser veiculados gratuitamente por qualquer rádio interessada. As perguntas são baseadas em questões da comunidade que chegam ao MPPR, e também é possível sugerir temas. Os contatos são o e-mail: [email protected] ou nossas redes sociais, no perfil @mpparana.

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Podcasts – Os programas de rádio do MPPR também são disponibilizados nas plataformas Spotify e Apple.

Edições anteriores:

– A prefeitura da minha cidade joga lixo num lixão a céu aberto, cheio de urubus e chorume. O Ministério Público pode ajudar a resolver essa situação?

– Moro perto de plantações onde às vezes um trator joga veneno, e o cheiro chega nas casas. Há um limite de distância para aplicação de agrotóxicos?

– Alguém que tem pais separados e não recebe nenhuma atenção de um deles pode denunciar por abandono afetivo?

– Quais podem ser as consequências legais para alguém que comete o chamado “abandono afetivo” em relação a um filho?

– Meu filho estava brincando num joguinho em um site para crianças, e apareceu propaganda de uma casa de apostas. Isso não é proibido?

– Um influenciador posta numa rede social vídeos de agressões e humilhações contra adolescentes. Ele pode ser denunciado?

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Fonte: Ministério Público PR

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