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Governador anuncia R$ 10 milhões para nova maternidade e pavimentação em Guaratuba

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta terça-feira (30) a liberação de R$ 10 milhões para novas obras em Guaratuba, no Litoral. São R$ 4,7 milhões para serviços complementares de finalização da Maternidade Municipal de Guaratuba e um investimento de R$ 6,3 milhões para pavimentação de diversas ruas da cidade.

Para a maternidade, Ratinho Junior assinou o aditivo para contratação das obras de ampliação no valor de R$ 4.803.708,99. Desse montante, R$ 4.707.820,72 são da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e R$ 95.888,27 da prefeitura.

“Essa liberação é justamente para atender o crescimento da cidade de Guaratuba. Não só a cidade, mas todo o entorno, que também vai ser beneficiado. Lembrando que Guaratuba já tem uma população considerável e mais o público que vem para cá no verão aproveitar as férias, que é muito grande. Então precisamos de uma estrutura de saúde que acompanhe tudo isso”, destacou o governador.

O convênio entre a Sesa e o município foi assinado em 2020. Inicialmente o montante era de R$ 1.473.563,06. Agora, com os aditivos, o objetivo é acelerar a realização da obra para que a estrutura seja finalizada no próximo ano.

A área a ser construída é de 1.765,89 metros quadrados. O novo espaço terá enfermarias, ambulatório, centro obstétrico com sala de cirurgia, sala de parto normal, sala de pré-parto, sala de recuperação pós anestésica e sala do recém-nascido, setores de nutrição e dietética, cozinha, refeitório e administração. Na área que será ampliada, serão quatro leitos para pacientes do pré-parto, parto e pós-parto, quatro leitos de alojamento conjunto, dois leitos de enfermaria, uma sala de parto, uma sala de curetagem e dois leitos de recuperação pós-anestésica.

“Guaratuba cresceu muito nos últimos 20 anos. Merece mais serviços de saúde. Por isso agora estamos fortalecendo uma área tão especial na saúde, que é a atenção materno-infantil, ao parto, à gestação, ao acompanhamento da gestante. Tudo será feita agora nessa nova estrutura da maternidade. Investimos aqui junto com a prefeitura em um belo equipamento público”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

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O hospital, localizado ao lado da futura maternidade, possui atualmente 30 leitos divididos entre maternidade, clínica médica masculina e feminina e pediatria. A unidade oferece serviços de urgência/emergência 24 horas, ambulatório e internamentos. O maior fluxo do hospital é justamente o da maternidade, que com a ampliação terá uma ala exclusiva. Dados de 2022 mostram que nasceram em Guaratuba naquele ano 513 crianças. Dessas, 78% (402 crianças) nasceram no Hospital Municipal.

O prefeito de Guaratuba, Roberto Justus, disse que a maternidade funcionando em um prédio próprio vai desafogar o sistema se saúde do município. “Além de dar mais eficiência no atendimento na maternidade, com um prédio próprio, vamos transformar a Santa Casa, que é onde nasce boa parte das nossas crianças hoje, em uma nova unidade básica de saúde, permitindo mais agilidade no atendimento da população”, explicou.

PAVIMENTAÇÃO – O governador Ratinho Junior também anunciou obras de pavimentação em Guaratuba com investimento de R$ 6,3 milhões. São duas novas licitações, com investimento e apoio técnico da Secretaria de Estado das Cidades.

“Guaratuba é uma cidade que ficou por muito tempo sem uma urbanização. E agora, nos últimos anos, vem conseguido avançar na estrutura de sua área urbana”, disse o governador. “A cidade precisava, por exemplo, de obras de drenagem, uma série de investimentos. Por isso estamos aqui para liberar esses recursos para criar uma estrutura cada vez melhor para Guaratuba”.

A primeira licitação será feita em dois trechos, no valor de R$ 3.725.481,93 – desse valor, R$ 3.195.000,00 são Via Transferência Voluntária e o restante como contrapartida do município. O primeiro trecho desta licitação também está localizado na Avenida Rui Barbosa, entre as avenidas do Patriarca e Paranavaí. O segundo trecho fica na Rua Sargento Enéas Agostinho Marcondes, entre as ruas Engenheiros Rebouças e Afonso Pena.

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A segunda licitação tem o valor de R$ 3.844.723,78 – são R$ 3.256.037,92 via Transferência Voluntária e o restante de contrapartida do município. As obras serão divididas em 77 trechos em 17 vias. Serão três trechos na Avenida Guarani, seis na Rua Otaviano Henrique de Carvalho, três na Avenida Ivaí, três na Avenida do Patriarca, três na Rua Randolvo Bastos, sete na Avenida Minas Gerais, cinco na Rua Claudino dos Santos, seis na Rua Tibagi, cinco na Avenida Ponta Grosa, dois na Rua Nazir Mafra Saporski, três na Rua Joaquim Menelau de Almeida, sete na Rua Antônio Alves Correia, sete na Avenida Damião Botelho de Souza, quatro na Rua Afonso Pena, dez na Avenida Visconde do Rio Branco, um na Avenida General Agostinho Pereira Filho e cinco na Avenida 29 de Abril.

Ratinho Junior também destacou que há uma obra de pavimentação com 37% de execução na Avenida Rui Barbosa, no trecho entre as avenidas João Gualberto e do Patriarca. O valor da obra é de R$ 1.316.817,84 – R$ 1 milhão via Transferência Voluntária e o restante como contrapartida do município.

PRESENÇAS – Participaram da cerimônia os secretários de Estado do Planejamento, Guto Silva; e da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex; os deputados estaduais Nelson Justus, Alexandre Curi e Adriano José; o secretário de Estado interino das Cidades, Valdomiro Hrysay; o diretor do Instituto Água e Terra (IAT), Everson Souza; o diretor do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Fernando Furiatti; e a superintendente do Paranacidade, Camila Scucato.

Fonte: Governo PR

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Nova atualização do Monitor de Secas aponta para continuidade da estiagem no Paraná

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As regiões Oeste e Noroeste do Paraná estão em situação de seca fraca, de acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas, divulgado nesta quinta-feira (16). O estudo é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Agora todas as regiões paranaenses registram algum tipo de seca no mapa referente a março.

Nas cidades de divisa com São Paulo, de Sengés à Jacarezinho, houve um recuo da seca grave para moderada. Além destas cidades, a seca moderada também atinge o Vale do Ribeira, as cidades mais ao norte do Litoral, do Sul até a cidade de Pinhão e parte mais ao sul do Sudoeste paranaense. Nas outras regiões, há registro de seca fraca. 

No norte da Região Metropolitana de Curitiba, nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro, a seca já está estabelecida há mais de um ano. Os impactos são de curto e longo prazo no Norte do Paraná, ou seja, podem prejudicar a agricultura e o abastecimento de água; e de curto prazo nas demais áreas, ou seja, prejudicando apenas a agricultura.

CHUVAS RECENTES – A irregularidade das chuvas nos últimos meses foi o principal fator para o avanço da seca, que já era observada no Centro-Leste e Centro-Norte do Paraná, para a faixa oeste. Janeiro, fevereiro e março são os meses com maior volume de chuva no Estado, porém o verão registrou chuvas com má distribuição. 

A situação ficou mais crítica em março. Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, apenas oito atingiram o volume histórico de chuva para o mês de março de 2026. Algumas delas registraram menos de 25 mm de chuva durante o mês inteiro, como é o caso de Cascavel, Curitiba, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina. 

“Essa precipitação abaixo da média histórica foi influenciada pela atuação de massas de ar seco que predominaram ao longo do mês. A ausência de movimento de umidade da região amazônica para o estado do Paraná também justifica a ocorrência de vários dias consecutivos com pouca ou nenhuma chuva, principalmente nos municípios das regiões Oeste e Sudoeste”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

O déficit de precipitação no Oeste, Noroeste e Sudoeste favoreceu para que a seca fraca se estabelecesse. “A seca fraca está relacionada à ausência de precipitação e alguns indicadores, como o crescimento baixo de algumas culturas, afetando a agricultura. Além disso, no Sudoeste especificamente, a seca se agravou um pouco mais, evoluindo de fraca intensidade para moderada. Ou seja, também há impactos em alguns riachos, rios da região. Isso pode ocasionar desabastecimento, ou alguma cultura poderá ser mais atingida que outras”, diz Kneib.

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As informações da plataforma de inteligência agroclimática do Simepar, o Simeagro, apontam que os eventos pontuais de precipitação identificados nas imagens de chuva espacializada foram insuficientes para recompor o déficit hídrico acumulado. Esse comportamento se reflete em anomalias negativas moderadas no índice de vegetação, indicando redução do vigor das culturas, especialmente em áreas de soja em final de ciclo e milho segunda safra em fase inicial de desenvolvimento. 

Já na região Noroeste, segundo o Simeagro, o cenário é mais crítico, com maior persistência de falta de chuva ao longo do mês de março e aumento expressivo do risco de incêndio, evidenciando condições de estresse hídrico mais severo. Nesse contexto, os impactos sobre as lavouras tendem a ser mais acentuados, com comprometimento do desenvolvimento vegetativo, maior risco de falhas no estabelecimento do milho safrinha e redução do potencial produtivo. 

EM ABRIL – A tendência é de que a situação de seca continue ao longo do mês de abril. Neste mês, historicamente, as chuvas são mais volumosas em poucos episódios: são muitos dias sem chuva, e quando chove, os acumulados são mais altos. A previsão climática do Simepar indica que o Litoral terá volumes acumulados de chuva dentro ou muito próximo da média histórica para abril, e o resto do Estado registrará acumulados abaixo da média – principalmente a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, onde já choveu pouco em março. 

A Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec) acompanha o avanço da estiagem e auxilia as prefeituras de acordo com a demanda. Atualmente estão vigentes 20 decretos de situação de emergência homologados pelo Estado nos municípios de Boa Vista da Aparecida, Nova Tebas, Planalto, Realeza, Capitão Leônidas Marques, Coronel Domingos Soares, Espigão Alto do Iguaçu, Laranjal, Prudentópolis, Quedas do Iguaçu, Missal, Santa Helena, Iretama, Salto do Lontra, Roncador, Nova Prata do Iguaçu, Capanema, Santa Mariana, Borrazópolis e Antonina. 

Nestes casos, o Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) pode direcionar recursos para ações de prevenção e recuperação, como detalha o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil. “Ao todo destinamos já R$ 324 mil para as prefeituras de Nova Prata do Iguaçu, Roncador e Antonina que solicitaram ajuda à Cedec. O dinheiro está sendo investido na compra de caixas d’água e combustível usado nos veículos pesados para obras de emergência para a captação de água”, completa. 

Em 2025 e 2026 foram doados 57 reservatórios flexíveis, com capacidade de 6 mil litros de água, para 35 municípios. Os equipamentos permanecem instalados nos locais com maior demanda e podem ser reabastecidos. Este ano foram enviadas ainda 1.440 cestas básicas para os municípios de Antonina, Quedas do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Roncador, Iretama e Espigão Alto do Iguaçu.

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O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, explica que a Companhia mantém um sistema de monitoramento constante do volume dos mananciais e acompanha a evolução do quadro de estiagem em todas as regiões do Paraná.

“Graças ao sistema Infohidro, ferramenta desenvolvida em parceria com o Simepar e o IAT, podemos realizar a gestão de riscos e estamos trabalhando ininterruptamente para garantir a regularidade do abastecimento. No entanto, água é um bem finito e sua disponibilidade depende de um esforço coletivo. Por isso, a Sanepar reforça a necessidade do uso consciente e racional da água, evitando o desperdício”, recomenda Bley.

MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.

O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.

No Brasil, no mapa divulgado nesta quinta-feira (16), a seca grave, assim como no Paraná, recuou para moderada em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Goiás. A área de seca extrema também reduziu, ficando restrita agora a cidades do Ceará e do Rio Grande do Norte. No país, a única região que ainda tem registro de seca grave é o Nordeste.

A seca moderada atinge, além do Paraná, maior parte de São Paulo; cidades ao sul e noroeste de Minas Gerais; uma pequena área a noroeste do Mato Grosso do Sul; cidades ao sul e nordeste de Goiás; a maior parte da região Nordeste, com exceção do Maranhão; e algumas cidades ao leste do Piauí, no Norte. 

A seca fraca aparece em quase toda a região Sul, em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí e Amazonas, e em pequenas áreas do Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Amapá e Pará. Os únicos estados brasileiros sem qualquer registro de seca neste mapa do Monitor de Secas são o Acre e o Espírito Santo. 

O Monitor de Secas explica que, apesar dos episódios de chuva intensa registrados em Minas Gerais nos últimos meses, a condição de seca infelizmente permanece. “Esse aparente contraste se explica pela má distribuição das chuvas no tempo e no espaço, muitas vezes concentradas em poucos dias e em áreas isoladas, o que limita a recuperação das reservas hídricas. Assim, eventos de cheias podem coexistir com escassez hídrica, em razão do déficit acumulado e do início desfavorável da estação chuvosa 2025/2026”, detalha o estudo.

Fonte: Governo PR

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