Paraná
Gepatria e 26ª Promotoria de Londrina expedem recomendações a oito empresas para que se abstenham de receber terrenos do Município doados indevidamente
Em Londrina, o Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) e da 26º Promotoria de Justiça, expediu oito recomendações administrativas voltadas a coibir doações indevidas de imóveis do Município a particulares. Os documentos foram dirigidos a oito empresários que seriam beneficiados com terrenos cedidos pela gestão municipal, em prejuízo ao erário estimado em cerca R$ 19 milhões, segundo avaliação do MPPR.
O Ministério Público sustenta que as doações favorecem indevidamente empresas de forma arbitrária, em detrimento de outras que, em igualdade de condições, poderiam também concorrer para receber imóveis doados pela municipalidade. Nas recomendações, o Ministério Público orienta os empresários para que se abstenham “da prática de qualquer ato jurídico relacionado ao recebimento da doação de bem imóvel público do município de Londrina, sob pena de concorrer, dolosamente, para a prática do ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário”. Foi concedido o prazo de dez dias para uma resposta dos destinatários.
No início do mês, o Gepatria já havia enviado ao prefeito e ao presidente da Câmara Municipal recomendação similar, buscando vetar e/ou arquivar projetos de lei que autorizavam as doações.
O Executivo pediu novo prazo para responder, o Legislativo comunicou a recomendação aos vereadores e anexou o documento aos projetos de lei ainda em tramitação. Os projetos já aprovados ainda não foram sancionados pelo prefeito.
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Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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