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Geadas ameaçam hortifruti no Sul e produtores ampliam investimentos em irrigação para proteger lavouras

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A aproximação do inverno e a previsão de geadas mais intensas voltaram a acender o sinal de alerta no setor de hortifruti do Sul do Brasil. O avanço das massas de ar frio, aliado à maior umidade provocada pelo El Niño, aumenta os riscos para lavouras altamente sensíveis às baixas temperaturas, pressionando produtores a investir em tecnologias de irrigação e monitoramento climático para evitar perdas na produção.

O cenário preocupa especialmente produtores de frutas, legumes e hortaliças, já que as oscilações térmicas e o frio severo podem comprometer produtividade, qualidade dos alimentos e regularidade da oferta ao mercado consumidor.

Segundo Geferson Reis, especialista da Netafim, o momento exige planejamento e atenção redobrada nas propriedades rurais.

“O Sul do Brasil vinha enfrentando temperaturas elevadas, estiagem e irregularidade nas chuvas. Agora, o cenário muda rapidamente com a chegada de massas de ar frio mais intensas e maior risco de geadas, fatores que impactam diretamente as culturas hortifrutigranjeiras”, explica.

Hortaliças e frutas estão entre as culturas mais vulneráveis

Entre as culturas mais sensíveis ao frio estão tomate, pimentão, pepino, morango e folhosas, que podem sofrer danos severos em folhas, flores e frutos.

Nas áreas de campo aberto, frutas de clima temperado também entram em estado de atenção. Culturas como pêssego, ameixa, nectarina, uva e maçã ficam mais vulneráveis durante os períodos de floração e formação dos frutos, fases consideradas decisivas para o potencial produtivo das lavouras.

De acordo com o especialista, quando as geadas atingem as plantações nesse estágio, os prejuízos podem ser significativos.

“Os danos provocados pelo congelamento comprometem tecidos vegetais, provocam abortamento de flores e frutos e reduzem diretamente o potencial produtivo das culturas”, destaca.

Geadas podem impactar preços dos alimentos

Os reflexos do clima adverso não ficam restritos ao campo. A redução da produtividade e o aumento dos custos operacionais tendem a afetar a disponibilidade de alimentos e pressionar os preços ao consumidor.

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Segundo Reis, sempre que a geada reduz a oferta de produtos hortifrutigranjeiros, ocorre desequilíbrio entre oferta e demanda, cenário que favorece a elevação dos preços nas gôndolas.

Além da preocupação econômica, o setor enfrenta o desafio de manter a regularidade da produção em um ambiente climático cada vez mais instável.

“O consumidor quer encontrar frutas, verduras e legumes disponíveis durante todo o ano, mas os eventos climáticos extremos tornam essa estabilidade cada vez mais difícil”, afirma.

Irrigação anti-geada ganha espaço nas propriedades rurais

Diante do aumento dos riscos climáticos, cresce a adoção de sistemas de irrigação anti-geada nas regiões produtoras do Sul do país.

A tecnologia funciona por meio de aspersão ou microaspersão, formando uma fina camada de gelo sobre a superfície das plantas. Apesar de parecer contraditório, esse processo ajuda a proteger os tecidos vegetais das temperaturas mais baixas.

Segundo a Netafim, durante o congelamento da água ocorre liberação de calor latente, mantendo a temperatura das plantas próxima de 0°C e reduzindo os danos provocados pelo frio intenso.

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A camada de gelo formada atua como isolamento térmico, protegendo flores, frutos e brotações ao longo da madrugada. O sistema deve permanecer em operação contínua até o amanhecer, sendo desligado apenas após o descongelamento completo.

Monitoramento climático em tempo real melhora tomada de decisão

Outra estratégia que vem ganhando espaço no campo é o uso de ferramentas de agricultura digital para monitoramento climático em tempo real.

A Netafim disponibiliza soluções como o GrowSphere™ One e a sonda NetaCap, tecnologias capazes de acompanhar temperatura do ar e umidade do solo com atualizações a cada 30 minutos.

Segundo Reis, o monitoramento preciso permite decisões mais rápidas e eficientes sobre o acionamento dos sistemas de irrigação, reduzindo riscos e aumentando a eficiência operacional das propriedades.

“Com acesso às informações climáticas em tempo real, o produtor consegue agir no momento correto e proteger melhor as lavouras”, ressalta.

Tecnologia se torna aliada da rentabilidade no hortifruti

Além da proteção contra eventos extremos, os sistemas de irrigação vêm sendo avaliados também pelo retorno econômico proporcionado ao produtor rural.

De acordo com o especialista, apesar do investimento inicial, os equipamentos possuem longa vida útil e contribuem diretamente para ganhos de produtividade, qualidade e estabilidade da produção.

“São sistemas que podem permanecer em operação por 15, 20 ou até 25 anos, trazendo mais segurança produtiva e competitividade ao agricultor”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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O engenheiro agrônomo, Guilherme Coelho, assume a presidência do Conselho de Administração da Embrapa

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O Conselho de Administração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) empossou, na última sexta-feira (29), seu novo presidente, Guilherme Coelho. A posse ocorreu durante a reunião de gestores da estatal, realizada em Maceió (AL). A indicação de Coelho para o colegiado foi feita pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

Engenheiro agrônomo e produtor rural, Guilherme Coelho foi presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) por dois mandatos consecutivos, entre 2020 e 2026, contribuindo para o fortalecimento da fruticultura brasileira e para a ampliação da presença do setor nos mercados internacionais.

“Foi com muita alegria que recebi o convite do ministro para assumir a presidência do Conselho de Administração da Embrapa (Consad)”, afirmou o novo presidente.

“A Embrapa é uma das instituições mais respeitadas do Brasil e referência mundial em pesquisa agropecuária. A chegada de Guilherme Coelho à presidência do Conselho representa a união entre a experiência do setor produtivo e o compromisso com a inovação, a ciência e o desenvolvimento sustentável da agropecuária brasileira”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

“Desejo sucesso nesta nova missão e reafirmo o compromisso do Ministério da Agricultura e Pecuária com o fortalecimento da Embrapa como instrumento estratégico para a segurança alimentar, a sustentabilidade e a competitividade do agro brasileiro”, completou o ministro.

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Após a posse, o novo presidente conduziu sua primeira reunião à frente do Consad, ao lado da presidente da empresa, Silvia Massruhá, e dos demais conselheiros. O encontro contou com apresentações de lideranças da Embrapa Semiárido, da Embrapa Algodão e da Embrapa Alimentos e Territórios, que apresentaram resultados, desafios e perspectivas de atuação.

“Nesta segunda edição do Consad Day, apresentamos o trabalho de unidades da Embrapa no Nordeste, destacando seus resultados, desafios e potencial. A iniciativa permite aproximar o Conselho de Administração da realidade da empresa e mostrar como a pesquisa agropecuária se transforma em soluções para os produtores rurais e para a sociedade brasileira”, afirmou Silvia Massruhá.

Para Coelho, a reunião foi uma oportunidade de conhecer mais de perto a realidade dos centros de pesquisa e identificar caminhos para fortalecer ainda mais a atuação da instituição. “Para mim, presidir este Conselho é uma grande honra, especialmente por estar ao lado de profissionais altamente qualificados e comprometidos com a inovação, a ciência e o desenvolvimento do setor agropecuário”, destacou.

O novo presidente também ressaltou a importância de ampliar o alcance das tecnologias desenvolvidas pela empresa. “Entendo que o mais importante é fazer com que a pesquisa chegue cada vez mais ao produtor rural, seja ele pequeno, médio ou grande, incluindo os agricultores familiares. Esse é o grande papel da Embrapa”, afirmou.

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COMPOSIÇÃO DO CONSELHO

O Conselho de Administração da Embrapa (Consad) passa a ser presidido por Guilherme Coelho, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A presidência substituta será exercida por Renato Bigliazzi, representante do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

O colegiado é composto ainda por Adriana Vilela Toledo, representante do Mapa; Celso Fugolin e Teresa Cristina Vendramini, membros independentes indicados pelo Mapa; Rubens Tavares, representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações; Francisco Albuquerque, representante do Ministério da Fazenda; e Maria Alice de Medeiros, representante dos empregados da Embrapa.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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