Paraná
Gaeco de Maringá cumpre mandados de prisão e de busca na segunda fase da Operação Bogotá, que apura roubo de carga com possível envolvimento de policiais
O Ministério Público do Paraná, por meio do núcleo de Maringá, no Norte Central do estado, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu na manhã desta segunda-feira, 31 de julho – com apoio das Corregedorias das Polícias Civil e Militar –, três mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão na segunda fase da Operação Bogotá, que investiga a prática dos crimes de roubo majorado, peculato, disparos de arma de fogo, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e lavagem de capitais. Os crimes teriam supostamente o envolvimento de policiais civis e militares.
Expedidos pela Vara Criminal de Engenheiro Beltrão, as ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Maringá, Floresta e Itambé, além de Engenheiro Beltrão, em endereços relacionados aos investigados. Na ação desta segunda-feira, foram presos temporariamente dois policiais militares em atividade e um policial militar rodoviário da reserva remunerada, além da prisão em flagrante de uma pessoa pelo crime de tráfico de drogas. Somadas as prisões das duas fases, foram presas no total seis pessoas.
Investigações – As investigações tiveram início em junho de 2023, após o Gaeco de Maringá receber notícia da prática de roubo de carga com possível envolvimento de agentes públicos, inclusive policiais, que teriam usado no cometimento do crime viatura oficial, armas e coletes balísticos, após planejamento e atuação estruturada e organizada. A partir da identificação dos primeiros envolvidos, foi deflagrada a primeira fase da operação, há um mês – o aprofundamento da investigação revelou o possível envolvimento de outros agentes, alvos da operação desencadeada hoje.
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(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
MPPR recomenda que Município de Icaraíma adote medidas urgentes para a realização de melhorias na Unidade Básica de Saúde do distrito de Porto Camargo
O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito de Icaraíma, no Noroeste do estado, para que sejam adotadas providências para a regularização da Unidade Básica de Saúde (UBS) localizada em Porto Camargo, distrito do município. A recomendação decorre de apuração conduzida pela Promotoria de Justiça de Icaraíma, que constatou graves irregularidades e a precariedade da infraestrutura, das instalações elétricas e das condições sanitárias da unidade.
Áudio do Promotor de Justiça Rafael Vittorazze Azola
Vistoria técnica conduzida pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) e pela equipe técnica da 12ª Regional de Saúde de Umuarama concluiu que a atual estrutura da unidade representa grave ameaça à segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde, em razão da existência de rachaduras profundas e infiltrações. Além disso, o estabelecimento não possui cadastro junto ao CRM-PR nem conta com médico responsável técnico.
A Promotoria de Justiça recomenda que seja apresentado em até 15 dias um plano de ação formal para a reestruturação da UBS, assinado por profissionais habilitados de engenharia civil e de gestão em saúde, além de projetos executivos de engenharia e um cronograma físico-financeiro detalhado para a reforma e adequação ou reconstrução do prédio.
Serviços sem interrupção – Para que seja assegurada a manutenção dos serviços prestados à população, deverá ainda ser estruturado e formalizado um fluxo temporário para atendimento aos moradores de Porto Camargo durante todo o período de interdição da UBS. O local físico escolhido para o atendimento provisório deverá preencher os requisitos mínimos de salubridade, higiene, conforto e segurança exigidos pela Vigilância Sanitária e pelo CRM. Outra medida que deverá ser observada é a oferta de transporte sanitário gratuito e seguro para o deslocamento de pacientes que necessitem de atendimento na sede do município ou na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
O prazo concedido para as adequações necessárias foi de 15 dias. Em caso de não atendimento às medidas indicadas, poderão ser adotadas pela Promotoria de Justiça as medidas judiciais cabíveis, entre elas, a proposição de ação civil pública.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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