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Gaeco de Maringá cumpre mandados de busca na 3ª fase da Operação Bogotá, que apura diversos crimes cometidos com envolvimento de policiais e agentes públicos

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O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu nesta terça-feira, 19 de setembro, três mandados de busca e apreensão na terceira fase da Operação Bogotá, que investiga a prática de roubo majorado, tráfico de drogas, peculato, disparos de arma de fogo, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, receptação e lavagem de capitais. Os crimes teriam o envolvimento de três policiais militares, um policial civil e um ex-agente prisional, entre outros suspeitos.

Expedidas pela Vara Criminal de Engenheiro Beltrão, as ordens judiciais foram cumpridas na cidade de Itambé, no Norte Central do estado, em endereços relacionados a um investigado que teria servido como motorista dos criminosos no roubo de um caminhão Scania carregado de arroz e que também transportava maconha.

Investigações – As investigações tiveram início em junho deste ano, após o Gaeco de Maringá receber notícia da prática de roubo de carga com possível envolvimento de agentes públicos, inclusive policiais, que teriam usado no cometimento do crime uma viatura oficial, armas e coletes balísticos, com planejamento e atuação estruturada e organizada.

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A partir da identificação dos envolvidos e das fases anteriores da operação foi possível concluir a investigação e oferecer denúncia contra sete pessoas pela prática de vários crimes. Entre os denunciados, estão dois policiais militares em atividade, um policial militar da reserva remunerada, um policial civil em atividade e um ex-agente prisional, todos atualmente presos preventivamente. Em relação ao sétimo envolvido, alvo das buscas de hoje, foram aplicadas medidas cautelares diversas da prisão.

A ação penal já foi recebida e tramita no Juízo Criminal de Engenheiro Beltrão.

Processo número 0001066-45.2023.8.16.0080

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.

Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.

Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.

Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.

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Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

 

Fonte: Ministério Público PR

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