Paraná
Gaeco cumpre mandados na 2ª fase de operação que apura possível envolvimento de policiais militares de Maringá, Mandaguaçu e Sarandi na prática de crimes
O Núcleo de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, cumpriu na manhã desta quinta-feira, 2 de julho, 13 mandados judiciais na segunda fase da Operação Armeiro, que apura a prática dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, dentre outros, com possível envolvimento de agentes de segurança pública.
Expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual, as ordens judiciais foram cumpridas em endereços relacionados aos investigados em Maringá e Mandaguaçu, com o apoio e a atuação conjunta do 4º Batalhão de Polícia Militar e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná. Os mandados (nove de busca e apreensão e quatro de afastamento das funções) foram dirigidos a quatro policiais militares lotados nas cidades de Maringá, Mandaguaçu e Sarandi.
Primeira fase – As investigações tiveram início em março de 2025, após o Gaeco de Maringá receber informações relacionadas à possível prática de crimes envolvendo militares, civis e pessoas jurídicas. Com o avanço das apurações e a obtenção de evidências quanto às infrações praticadas, houve a deflagração da fase ostensiva da investigação, objetivando o cumprimento de ordens judiciais em relação aos alvos então identificados. Concluída essa fase, houve o oferecimento de denúncia criminal, estando a ação penal em andamento.
Segunda fase – Após o início da ação penal em relação ao primeiro grupo de investigados, novas evidências foram descobertas, com identificação de outros quatro agentes públicos que também atuariam em contexto de flagrantes preparados, associação ao tráfico e tráfico de drogas, especialmente com apreensão e desvio de parte das substâncias apreendidas.
Referência – O nome da operação deve-se à forma de atuação de um dos investigados, que fornecia para determinada agremiação criminosa armas de fogo utilizadas especialmente para o êxito do narcotráfico.
Coletiva de imprensa
Mais informações sobre a operação serão prestadas em atendimento à imprensa às 10h30 na sede do Gaeco em Maringá (Avenida XV de Novembro, 455-A, Centro, telefone 44 3226-6708).
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Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Após 48 dias, força-tarefa composta pelo IAT captura onça-pintada em Mandaguari
O Comando Integrado da Operação Onça confirmou nesta quinta-feira (2), após uma força-tarefa que durou 48 dias, a captura da onça-pintada (Panthera onca) que estava sendo monitorada na área rural de Mandaguari, no Norte do Paraná. O animal, um macho adulto com aproximadamente seis anos e cerca de 90 quilos, passou por uma bateria inicial de exames e foi encaminhado para o Zoológico Municipal de Cascavel, na região Oeste. No local, fará avaliações complementares e coleta de material para confirmar a condição de saúde antes de ser devolvido à natureza.
Composta por técnicos do Instituto Água e Terra (IAT), Polícia Militar Ambiental, Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros do Paraná, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Prefeitura de Mandaguari, a operação de captura foi instalada no dia 16 de maio.
“O animal estava aparentemente tranquilo quando foi sedado pelos médicos veterinários, ainda na madrugada desta quinta-feira. Fizemos alguns exames ainda no campo, onde constatamos um bom estado de saúde”, explica a médica veterinária da Diretoria de Patrimônio Natural do IAT, Letícia Koproski.
“A operação foi um sucesso, seguindo parâmetros criteriosos para garantir a segurança tanto da população quanto o bem-estar do animal. Todas as etapas foram baseadas em protocolos específicos para o manejo de grandes felinos, priorizando uma atuação segura, responsável e baseada em critérios técnicos e científicos”, afirma a bióloga da Diretoria de Patrimônio Natural do IAT, Nathália Colombo.
Agora, o órgão ambiental paranaense vai definir, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), os procedimentos de manejo subsequentes à captura, incluindo a melhor destinação. “Seguiremos os critérios técnicos e ambientais aplicáveis para verificar o potencial ponto de soltura e como será feito o monitoramento deste bicho. Além disso, há aspectos relevantes para a conservação da espécie. Queremos aproveitar essa carga genética para reforçar a população de onças”, disse o médico veterinário do setor de Fauna do IAT, Pedro Chaves de Camargo.
COMO AGIR – Órgão responsável pelo cuidado com a fauna silvestre do Paraná, o IAT reforça o pedido para que se evite qualquer tipo de contato com animais. Invariavelmente, a onça voltará para o seu habitat. Ainda assim, explica o biólogo do órgão ambiental Mauro Britto, o indicativo é acionar o IAT, seja pelos escritórios regionais ou por meio do telefone do Setor de Fauna (41) 9-9554-0553.
São os técnicos que farão o manejo correto do animal. “Por mais boa intenção que se tenha, não é permitido que se faça arapucas, armadilhas ou coisas assim. Isso pode ser enquadrado como crime ambiental, passível de processo e multa. Pedimos para que, quando de encontrar um animal de grande porte, acione o IAT imediatamente”, diz o biólogo.
Mauro Britto explica que, na área rural, predadores naturais, como as onças, costumam ser vistos como “animais que geram prejuízo”, mas a afirmação não é verdadeira. O biólogo cita que o número de situações envolvendo esses animais silvestres é muito inferior quando se comparado a baixas que ocorrem comumente em propriedades rurais, como atolamento de animais na lama, doenças infecciosas, desnutrição ou acidentes de manejo.
“Vale lembrar que as orientações para a prevenção a ataque de predadores inclui também um melhor manejo da propriedade, oferecendo maior segurança ao proprietário rural e ao animal, como a instalação de luzes e alarmes”, afirma Britto.
AJUDE A FAUNA – Ao avistar algum animal silvestre ferido ou para denúncias de atividades ilegais contra animais, entre em contato por meio da Ouvidoria do Instituto Água e Terra (IAT). Se preferir, ligue para o Disque Denúncia 181. Informe de forma objetiva e precisa a localização e o que aconteceu com o animal. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem fazer o atendimento.
Fonte: Governo PR
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