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Gaeco, Corregedoria da PM e Polícia Civil realizam operação para apurar possível ligação de policiais com homicídio, fraude processual e falsidade ideológica

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O Núcleo de Foz do Iguaçu do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, em ação integrada com a Corregedoria da Polícia Militar e a Polícia Civil, deflagrou na manhã desta sexta-feira, 27 de março, a Operação Ponto Cego. O objetivo é apurar a possível prática dos crimes de homicídio qualificado, fraude processual e falsidade ideológica por policiais militares na cidade de Céu Azul, no Oeste do estado.

Acesse imagens da operação

No âmbito da operação, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão em endereços relacionados aos agentes públicos investigados, nas cidades de Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e Medianeira, também no Oeste do Paraná. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da Vara Criminal de Matelândia, com o objetivo de coletar elementos que possam esclarecer a dinâmica da ação policial supostamente criminosa.

Perseguição – As investigações, que tramitam por meio de inquérito policial instaurado pela 46ª Delegacia Regional de Polícia de Matelândia, apuram fatos ocorridos em 24 de fevereiro de 2026 nas proximidades da BR-277, em Céu Azul. Na ocasião, uma equipe das Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) perseguiu e baleou um motociclista, policial civil aposentado, sob a alegação de que a vítima teria atentado contra a integridade da equipe policial.

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Diligências realizadas pela Polícia Civil apontam que os policiais teriam atuado para modificar substancialmente a cena do crime, com o recolhimento de estojos de munição deflagrada no local, bem como a subtração do DVR (gravador digital de vídeo) de uma câmera que teria registrado a ação policial. O objetivo seria dificultar as investigações e evitar a responsabilização criminal.

Denúncias – O Núcleo Regional do Gaeco em Foz do Iguaçu recebe informações e denúncias pelo telefone (45) 3308-1344 e pelo e-mail [email protected].

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal

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O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.

Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos 

As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.

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Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).

Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.

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Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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