Connect with us


Agro

Fumaça da queima da lenha vira aditivo agrícola que reduz custos de produção em até 40%

Publicado em

A utilização inovadora da fumaça resultante da queima de lenha como aditivo agrícola vem se destacando na agricultura brasileira, proporcionando uma redução significativa nos custos de produção, chegando a até 40%.

Este avanço está alinhado com o crescimento da agricultura orgânica, que transcende as fronteiras das pequenas hortas, estendendo-se agora para lavouras de grande escala, com foco na sustentabilidade e preservação ambiental.

Além de minimizar o impacto ambiental da fumaça tóxica resultante da queima, estudos indicam que a “fumaça liquida” pode se tornar uma aliada crucial na agricultura, sendo utilizado como aditivo de fertilizantes, inseticidas e herbicidas.

O extrato é um líquido obtido quando a fumaça do processo de queima da madeira para a produção de carvão é condensada e tem como um de suas finalidades minimizar o impacto ambiental que a fumaça toxina da queima da madeira produz.

A mistura do extrato pirolenhoso a fertilizantes, inseticidas e herbicidas na hora da aplicação reduz em 40% de uso de produtos nocivos na agricultura, porque a “fumaça liquida maximiza o poder de ação, desses produtos, fazendo com que a quantidade utilizada seja menor.

Leia mais:  Exportações de ovos renderam R$ 525 milhões em 2025, aponta ABPA

Além disso, estudos mostram que o produto é excelente fertilizante, auxilia na recuperação do solo e no controle das pragas e acelera a compostagem, além de minimizar os ambientais.

O Brasil, líder mundial na produção e consumo de carvão vegetal, destaca-se, especialmente o Estado de Minas Gerais, que lidera o setor com 87,7% do volume nacional – conforme dados da Associação Mineira da Indústria Florestal (Amif), tem a oportunidade de se tornar líder também na produção deste aditivo.

Não por acaso é de Minas Gerais a empresa SDOrganicos, que, entre outros produtos orgânicos e sustentáveis, transforma a fumaça das carvoarias neste aditivo vital para a agricultura orgânica.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook

Agro

Juros altos limitam acesso ao crédito e dificultam expansão da indústria, aponta pesquisa da CNI

Published

on

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com apoio da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), revelou que 80% das empresas industriais que enfrentaram dificuldades na obtenção de crédito de curto ou médio prazo apontam juros elevados como o principal obstáculo. O levantamento faz parte da Sondagem Especial nº 98 – Condições de Acesso ao Crédito em 2025.

Outros problemas citados pelas empresas incluem a exigência de garantias reais (32%) e a falta de linhas de crédito adequadas às necessidades das empresas (17%). Para crédito de longo prazo (acima de cinco anos), a ordem se mantém: 71% apontaram os juros como entrave, seguidos por 31% em garantias e 17% em linhas inadequadas.

De acordo com Maria Virgínia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI:

“A política monetária restritiva, com Selic a 15% ao ano e juros reais em torno de 10%, torna o crédito caro e desestimula investimentos em expansão e inovação, afetando a competitividade industrial.”

Alta Selic freia busca por crédito

A pesquisa mostra que grande parte das empresas não buscou crédito nos seis meses anteriores à sondagem (fevereiro a julho de 2025):

  • 54% não tentaram crédito de longo prazo;
  • 49% não buscaram crédito de curto ou médio prazo.
Leia mais:  Senado adia votação de projeto do marco temporal

Entre as que buscaram crédito, quase 1 em cada 3 empresas de longo prazo e cerca de 1 em cada 5 empresas de curto ou médio prazo não conseguiram contratar ou renovar linhas de financiamento.

O levantamento por porte mostra maior frustração entre médias empresas:

  • Crédito de longo prazo: médias (43%), pequenas (37%), grandes (27%)
  • Crédito de curto/médio prazo: médias (26%), pequenas (21%), grandes (16%)
Mais de um terço das empresas apontam piora nas condições de crédito

A pesquisa também indica que 35% das empresas industriais que renovaram crédito de curto ou médio prazo avaliaram as condições como piores ou muito piores, incluindo juros, número de parcelas, carência e exigência de garantias. No crédito de longo prazo, 33% tiveram a mesma percepção.

Por outro lado, 47% avaliaram que as condições permaneceram sem mudanças significativas, e apenas 14% (curto/médio prazo) e 12% (longo prazo) obtiveram condições melhores ou muito melhores.

Baixa adesão ao risco sacado

A Sondagem revelou ainda que apenas 13% das empresas industriais contrataram operações de risco sacado nos 12 meses anteriores, e 5% pretendiam contratar nos 12 meses seguintes. A maioria (54%) não contratou nem pretende contratar, enquanto 29% não soube ou não quis responder, mostrando baixo conhecimento sobre a modalidade.

Leia mais:  Gasolina mais barata está na Dutra e diesel na Fernão Dias em novembro, aponta levantamento da Edenred Ticket Log

O risco sacado é uma operação de antecipação de recebíveis em que o fornecedor recebe o pagamento antecipado de uma venda, e o comprador assume a obrigação de quitar o valor junto à instituição financeira na data acordada.

Metodologia da pesquisa

A Sondagem Especial nº 98 entrevistou 1.789 empresas industriais: 713 pequenas, 637 médias e 439 grandes. O levantamento foi realizado entre 1º e 12 de agosto de 2025.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262