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Frigorífico Santa Lúcia entra em Recuperação Judicial após prejuízos com tempestade e mantém operação em Araguari

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O Frigorífico Santa Lúcia, uma das empresas mais tradicionais do agronegócio no Triângulo Mineiro, protocolou pedido de Recuperação Judicial no dia 30 de abril, junto à 1ª Vara Cível da Comarca de Araguari (MG). A solicitação foi feita em conjunto com a Central Carnes e Frios Ltda., que integra o mesmo grupo familiar.

A medida ocorre após impactos severos provocados por uma tempestade registrada no fim de 2025, que comprometeu parte relevante da estrutura industrial da empresa e afetou diretamente sua capacidade operacional.

Tempestade causou paralisação e prejuízos operacionais

A forte chuva que atingiu Araguari no dia 30 de dezembro de 2025 foi considerada uma das mais intensas da história do município. No frigorífico, mais de 2 mil metros quadrados da planta industrial foram destruídos, incluindo setores essenciais como abate, graxaria, miúdos, vestiários e sala de máquinas.

Como consequência:

  • O abate ficou paralisado por 72 dias
  • A desossa foi interrompida por 12 dias

Mesmo diante do cenário crítico, a empresa manteve o pagamento integral de salários e benefícios, com uma folha mensal próxima de R$ 1 milhão, utilizando recursos próprios inicialmente destinados a investimentos.

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Atualmente, mais de 350 colaboradores seguem empregados, com parte das equipes direcionadas para as atividades de reconstrução.

Tradição e crescimento no agronegócio regional

A história do Frigorífico Santa Lúcia remonta à década de 1950, quando Elpenor Veloso de Araújo assumiu as operações do antigo Matadouro Industrial de Araguari. Em 1986, a empresa foi formalmente constituída, consolidando sua atuação no setor de carnes.

Nos últimos anos, o grupo vinha registrando crescimento consistente, com média anual de 34,5% nos cinco anos anteriores ao evento climático.

Entre 2023 e 2026, foram investidos mais de R$ 18 milhões em modernização da planta industrial e adequações às exigências do Ministério da Agricultura. Em 2024, a empresa lançou a marca premium Santa Grill e ampliou sua atuação internacional, com habilitação para exportar a 12 mercados e atendimento a mais de 1.500 clientes no Brasil.

Recuperação judicial mira reestruturação sustentável

A Recuperação Judicial é um instrumento previsto na Lei nº 11.101/2005 que permite às empresas renegociar dívidas sob proteção legal, mantendo suas operações em funcionamento.

No caso do Santa Lúcia, o processo tem como objetivo não apenas reorganizar passivos, mas também reestruturar a operação financeira e fortalecer a cadeia produtiva.

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A estratégia inclui:

  • Redução da dependência de estruturas financeiras tradicionais
  • Reequilíbrio do fluxo de caixa
  • Maior integração com produtores rurais, fornecedores e clientes
  • Retomada gradual da rentabilidade

A empresa destaca que o processo será conduzido com transparência junto a colaboradores, credores e parceiros.

Compromissos com empregos e cadeia produtiva

A direção do frigorífico reafirma que a operação segue ativa e que a Recuperação Judicial não implica paralisação das atividades.

Entre os principais compromissos assumidos estão:

  • Preservação dos mais de 350 empregos diretos
  • Continuidade do atendimento aos clientes
  • Cumprimento das obrigações com credores dentro do plano a ser apresentado
  • Manutenção das relações com produtores rurais e fornecedores
Perspectiva

Mesmo diante dos desafios, o Frigorífico Santa Lúcia busca atravessar o processo de reestruturação mantendo sua relevância no agronegócio regional.

A expectativa é de que, com a reorganização financeira e a reconstrução da planta industrial, a empresa retome gradualmente sua capacidade produtiva, fortalecendo sua atuação no mercado de carnes e sua contribuição para a economia de Araguari e região.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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