Agro
Framboesa passa por edição genética sem uso de DNA externo e abre novas possibilidades para cultivo
Cientistas da Universidade de Cranfield, no Reino Unido, anunciaram o desenvolvimento do primeiro método validado para editar o genoma da framboesa sem a introdução de DNA externo. O estudo, publicado na Frontiers in Genome Editing e divulgado pelo ChileBio em 9 de setembro de 2025, utilizou a tecnologia CRISPR-Cas9 em células isoladas da fruta, permitindo alterações precisas e controladas no genoma.
Variedades mais resistentes e duradouras
Essa inovação cria oportunidades para desenvolver framboesas mais resistentes a fungos, com maior firmeza e prazo de validade prolongado, garantindo frutos em melhores condições para o consumidor e reduzindo perdas ao longo da cadeia produtiva. Além disso, a tecnologia pode melhorar características como doçura, tamanho, número de sementes e tolerância a ondas de calor, aumentando a qualidade, produtividade e sustentabilidade da produção.
Ciclos de melhoramento acelerados
De acordo com a equipe de pesquisa, cultivares de elite aprimoradas podem ser geradas em cerca de 12 meses, muito mais rápido do que os ciclos tradicionais de melhoramento, que normalmente levam uma década ou mais. Esse avanço representa um marco na biotecnologia vegetal, abrindo caminho para o desenvolvimento rápido de frutas de alto valor comercial.
Próximos passos para avaliação dos frutos
O estudo destaca que o próximo passo é regenerar plantas inteiras a partir das células geneticamente editadas. Só após essa etapa será possível avaliar os frutos quanto às características desejadas, consolidando o potencial da edição genética como ferramenta inovadora para transformar o cultivo de framboesas e oferecer produtos de melhor qualidade aos consumidores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Fenasucro espera movimentar R$ 11 bilhões em negócios em Sertãozinho
Começa nesta terça-feira (11.08), em Sertãozinho (cerca de 335 km da capital) em São Paulo, a 32ª Fenasucro & Agrocana, que espera movimentar cerca de R$ 11 bilhões em negócios ligados à cadeia da bioenergia. A feira reunirá mais de 600 marcas e aproximadamente 3 mil produtos, entre máquinas, equipamentos, tecnologias agrícolas, sistemas industriais e serviços destinados principalmente às usinas e aos produtores de cana-de-açúcar.
A edição de 2025 alcançou R$ 13,7 bilhões em negócios iniciados durante os quatro dias de evento, segundo levantamento realizado pelo Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise Br) junto aos expositores. O resultado representou crescimento de 28% em relação a 2024.
A previsão divulgada para este ano, portanto, está abaixo do volume registrado na edição anterior. A organização não informou a razão da diferença. Os valores também não correspondem apenas a vendas fechadas nos estandes, mas incluem encomendas, contratos em negociação e projetos industriais iniciados a partir dos contatos realizados na feira.
Em 2025, dois negócios envolvendo uma planta de etanol de milho e uma fábrica de açúcar, por exemplo, somaram mais de R$ 200 milhões. A rodada internacional reuniu 68 empresas brasileiras e 25 compradores estrangeiros em 639 reuniões, com aproximadamente R$ 500 milhões em negócios prospectados.
Para 2026, a feira ocupará uma área de 100 mil metros quadrados no Centro de Eventos Zanini. São esperados compradores, investidores e profissionais de mais de 80 países, além de representantes das biorrefinarias instaladas no Brasil.
A exposição abrangerá equipamentos para plantio, colheita e transporte da cana, peças para usinas, caldeiras, turbinas, sistemas de automação, tecnologias para produção de açúcar e etanol e soluções voltadas ao aproveitamento de resíduos. Também estarão presentes empresas ligadas ao biogás, biometano, bioeletricidade e combustível sustentável de aviação.
Uma rodada de negócios marcada para quarta-feira (12.08) colocará fornecedores em contato com representantes de 20 usinas brasileiras. A expectativa específica desse encontro é superar R$ 10 milhões em negociações de produtos e serviços.
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) também levará à feira oito potenciais investidores da França, Austrália, Japão, China e Estados Unidos. O grupo avaliará tecnologias e projetos para a instalação de biorrefinarias e a produção de combustível sustentável de aviação, conhecido pela sigla SAF, e de sua versão sintética, o e-SAF.
Os debates e palestras completam a programação comercial. Estão previstas mais de 100 horas de conteúdo técnico sobre eficiência produtiva, biocombustíveis, descarbonização, logística e novas fontes de energia. A segunda edição da FenaBio será realizada nos dias 12 e 13 de agosto.
Fonte: Pensar Agro
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