Educação
Fies 2026: último dia para complementação da inscrição
Termina nesta terça-feira, 24 de fevereiro, o prazo para a complementação das informações prestadas na inscrição pelos estudantes pré-selecionados na chamada regular do processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referente ao primeiro semestre de 2026. A complementação é realizada exclusivamente pela internet no Portal Acesso Único.
Para verificar se foram pré-selecionados, os candidatos devem candidato acessar o Sistema do Fies e fazer login com a conta Gov.br. Os pré-selecionados devem clicar no botão correspondente à complementação para registrar as informações da inscrição conforme exigido pelo sistema. O resultado da pré-seleção do Fies foi divulgado no Portal Acesso Único em 19 de fevereiro.
Todos os inscritos no Fies que não foram pré-selecionados na chamada regular foram incluídos na lista de espera automaticamente. O período de convocação por meio da lista de espera será de 26 de fevereiro a 10 de abril.
Neste semestre, o Ministério da Educação (MEC) está ofertando 67.301 vagas em 1.421 universidades, faculdades e centros universitários, para 19.834 cursos e turnos. Em 2026, o total de vagas do Fies a serem ofertadas é de 112.168. As demais vagas e aquelas eventualmente não ocupadas nesta edição serão ofertadas na do segundo semestre.
Próximas etapas – Em até cinco dias úteis após a data da complementação da inscrição, o candidato deverá validar as informações junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino superior, por meio da entrega física ou eletrônica da documentação exigida. A validação deverá ser feita a partir do dia seguinte à complementação da inscrição e em até cinco dias úteis.
O estudante também precisará validar suas informações junto a um agente financeiro no prazo de até dez dias, contados a partir do terceiro dia útil após a validação da inscrição pela CPSA. A contratação poderá ser realizada de forma digital ou presencial, mas dependerá da disponibilidade do agente financeiro.
Confira o cronograma do Fies para o 1º semestre de 2026:

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Fies Social – O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) em situação ativa. No caso de pré-selecionados que atendam às regras do Fies Social, a contratação do financiamento é integral, cobrindo até 100% dos encargos educacionais.
Os estudantes pré-selecionados com renda familiar per capita de até meio salário mínimo estão dispensados da comprovação da renda familiar junto à CPSA, mas devem comparecer à comissão para validação das demais informações. Caso seja identificada, entre as informações prestadas, discrepância referente à renda familiar declarada, poderá ser exigida a apresentação de documentação complementar para comprovação.
No caso dos candidatos às vagas destinadas às pessoas com deficiência, independentemente de terem se inscrito para vaga do Fies Social ou demais vagas do Fies, eles deverão comprovar a sua situação por meio de laudo médico, atestando a espécie e o grau da deficiência com expressa referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (CID).
Todos os pré-selecionados devem ficar atentos aos prazos e aos procedimentos estabelecidos no edital para não perderem a oportunidade de garantir suas vagas do Fies.
Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do MEC que foi instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. Seu objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que aderiram ao programa e possuem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Pode se inscrever no Fies quem tiver participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010 e tiver obtido média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos, bem como nota superior a zero na redação. Também é necessário possuir renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Juros por Educação: webinário vai orientar instituições
O Ministério da Educação (MEC) realizará, na segunda-feira, 25 de maio, às 10h (horário de Brasília), um webinário voltado a instituições interessadas em atuar no programa Juros por Educação. O evento será transmitido ao vivo pelo canal do MEC no YouTube e tem como objetivo apresentar orientações gerais sobre os processos de pactuação, execução, financiamento, monitoramento e prestação de contas das ofertas de educação profissional técnica de nível médio (EPTNM) realizadas pelas instituições em parceria com os estados.
A iniciativa busca ampliar a compreensão das instituições sobre o funcionamento do programa e esclarecer aspectos operacionais e normativos necessários para sua implementação. O encontro também pretende fortalecer a articulação entre o MEC, os estados e os parceiros ofertantes, contribuindo para reduzir inseguranças institucionais e apoiar o planejamento das futuras ofertas de educação profissional técnica.
A expectativa é que o webinário contribua para ampliar o conhecimento das instituições sobre o programa, reduzir dúvidas operacionais e fortalecer a cooperação entre estados e parceiros ofertantes, reforçando o apoio técnico do MEC durante a fase de planejamento e implementação do Juros por Educação.
Contexto – A realização do webinário responde a demandas identificadas em um levantamento realizado com instituições interessadas em participar do programa. O formulário recebeu 55 respostas, com participação predominante de redes estaduais, instituições privadas de ensino superior, entidades do Sistema S e instituições comunitárias. Os dados apontaram que 56% das instituições avaliam possuir apenas conhecimento médio sobre o programa, enquanto 47% ainda não iniciaram tratativas estruturadas com os estados para a execução das ofertas. Apenas 13% afirmaram já possuir planejamento estruturado para atuação no âmbito do Juros por Educação.
Entre as principais demandas apresentadas pelas instituições estão maior clareza normativa, definição de fluxos operacionais, segurança jurídica, detalhamento sobre financiamento, orientações sobre prestação de contas e apoio técnico contínuo. Também foram apontadas dúvidas relacionadas à pactuação das ofertas, aos instrumentos jurídicos aplicáveis, aos critérios de financiamento, à execução das atividades e aos procedimentos de monitoramento, além do registro de matrículas e frequência no Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (Sistec).
Programação – O webinário será organizado em sete blocos temáticos que abordarão diferentes dimensões da implementação do Juros por Educação. A programação inclui uma abertura institucional para contextualizar o programa, além de apresentar o status de adesão dos estados e a situação dos termos aditivos e dos planos de aplicação.
Na sequência, será apresentada uma visão geral do funcionamento do programa, com explicação sobre sua lógica de funcionamento e sobre o papel do MEC, dos estados e das instituições ofertantes na execução das ofertas.
A programação também abordará o processo de formalização das ofertas, incluindo definição de metas, pactuação entre estados e parceiros e instrumentos jurídicos possíveis. Ademais, serão discutidos os modelos pedagógicos, registro de matrículas no Sistec e a qualidade da oferta. Outro eixo será dedicado à autorização e regulação das instituições ofertantes, que tratará das autorizações regulatórias, entrada de novas instituições ofertantes e o papel dos conselhos estaduais de educação.
A programação inclui ainda orientações sobre prestação de contas, abordando referenciais normativos, competências institucionais e o modelo de acompanhamento previsto pelo MEC. Por fim, serão apresentados os próximos passos do programa, normativos orientadores e canais oficiais de atendimento e suporte.
Juros por Educação – A iniciativa integra o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e permite que os estados convertam parte das dívidas com a União em investimentos estratégicos em educação profissional e tecnológica (EPT), com foco na expansão de 2,1 milhões de matrículas em cursos técnicos no Brasil. Assim, o programa cria condições para uma distribuição mais equitativa dos investimentos e para o fortalecimento da capacidade de resposta dos estados diante dos desafios de expansão da oferta.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva (SE)
Fonte: Ministério da Educação
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