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Fertilizantes sob pressão: conflito no Oriente Médio eleva custos e mantém preços em alta no Brasil

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O mercado global de fertilizantes segue sob forte pressão entre março e início de abril, influenciado diretamente pela escalada do conflito no Oriente Médio. A instabilidade geopolítica tem afetado a produção, a logística internacional e os custos de energia, especialmente em países estratégicos do Golfo Pérsico, mantendo os preços elevados também no Brasil.

De acordo com dados do relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, os fertilizantes nitrogenados lideram o movimento de alta no cenário internacional. No mercado brasileiro, a ureia apresentou valorização expressiva, atingindo cerca de USD 760 por tonelada CFR em 10 de abril.

O avanço dos preços reflete uma combinação de fatores, incluindo restrição na oferta global, elevação nas cotações do petróleo e do gás natural — principais insumos da cadeia produtiva — além do aumento da aversão ao risco por parte dos investidores.

Nitrogenados puxam alta com energia mais cara

Os fertilizantes nitrogenados, altamente dependentes do gás natural em seu processo de produção, são os mais impactados pelo atual cenário. A elevação dos custos energéticos, somada às incertezas geopolíticas, tem limitado a oferta e sustentado os preços em níveis elevados.

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No curto prazo, a tendência é de manutenção de um mercado ajustado e volátil, diante da imprevisibilidade quanto à duração do conflito e à normalização dos fluxos logísticos globais.

Fosfatados sob pressão com alta do enxofre

O segmento de fosfatados também enfrenta um ambiente de maior tensão. Além dos impactos diretos do conflito em uma região relevante para o fornecimento de matérias-primas, o mercado tem sido pressionado pela alta do enxofre, insumo essencial na produção de ácido sulfúrico.

No Brasil, os preços do enxofre acumulam forte elevação desde fevereiro, aumentando os custos industriais e refletindo diretamente nas cotações dos fertilizantes fosfatados.

Como resultado, os preços avançaram cerca de 7% no mercado doméstico, com o MAP (fosfato monoamônico) alcançando aproximadamente USD 890 por tonelada CFR.

Potássicos mostram maior estabilidade relativa

Em contraste, o mercado de potássicos apresenta maior estabilidade em relação aos demais nutrientes, embora também impactado pelo aumento das incertezas globais e pelos custos logísticos.

A oferta internacional segue relativamente equilibrada, com Rússia e Belarus mantendo participação relevante no comércio global, o que contribui para conter oscilações mais intensas nos preços.

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Perspectiva: preços firmes e demanda gradual

Para os próximos meses, a expectativa é de avanço gradual da demanda agrícola, especialmente com o planejamento das próximas safras. Ainda assim, o cenário global deve manter os preços dos fertilizantes sustentados, com maior volatilidade nos nitrogenados e fosfatados.

Para o agronegócio brasileiro, o momento exige atenção redobrada na gestão de custos, já que os fertilizantes representam uma parcela significativa das despesas de produção. O comportamento desses insumos continuará sendo determinante para a rentabilidade do produtor rural ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia

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O avanço do agronegócio em Mato Grosso redesenhou o mercado de trabalho e consolidou o setor como base da economia estadual. Em duas décadas, o número de trabalhadores ligados ao agro saltou de cerca de 173 mil em 2006 para 449 mil em 2026, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) — crescimento de quase 160%.

O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.

Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.

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O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.

Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.

Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.

Fonte: Pensar Agro

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