Agro
Fenicafé movimenta economia e reforça liderança de Araguari na cafeicultura irrigada
A Fenicafé – Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura vai além de um encontro técnico do setor. O evento se consolidou como um importante motor econômico para Araguari e todo o Triângulo Mineiro, gerando impactos diretos e indiretos em diversos segmentos da região.
Impacto econômico imediato em Araguari
Durante os dias de realização da feira, a cidade registra aumento significativo na ocupação hoteleira, no movimento de restaurantes e no comércio local. Além disso, empresas de transporte, montagem de estandes, comunicação visual, segurança e alimentação também são beneficiadas, criando uma cadeia positiva de geração de renda e oportunidades para o município.
Fenicafé estimula investimentos e modernização
O evento também promove efeitos econômicos de médio e longo prazo. Negócios realizados na feira incentivam investimentos em tecnologia, modernização de lavouras e aquisição de equipamentos, aumentando a produtividade e a competitividade da cafeicultura regional.
Networking e parcerias fortalecem o setor
A Fenicafé oferece um ambiente estratégico para networking e formação de parcerias comerciais, conectando produtores a fornecedores, facilitando o acesso a crédito e apresentando novas soluções de mercado. Esse dinamismo fortalece não apenas o setor cafeeiro, mas todo o ecossistema do agronegócio regional.
Araguari ganha projeção nacional
Ao atrair visitantes de diferentes regiões do Brasil, a feira projeta Araguari como polo estratégico da cafeicultura irrigada, consolidando sua imagem nacionalmente. O resultado é um ciclo virtuoso: a Fenicafé movimenta a economia local, fortalece o setor produtivo e reafirma o protagonismo do Triângulo Mineiro no cenário agroindustrial.
Fenicafé como investimento em desenvolvimento sustentável
Mais do que um evento setorial, a Fenicafé representa investimento em desenvolvimento regional, geração de renda e crescimento sustentável, reforçando a importância do agronegócio irrigado para a economia local e nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Fertilizante feito com dejetos de porco pode reduzir dependência de fósforo
Uma tecnologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) começa a se consolidar como alternativa para reduzir a dependência do Brasil de fertilizantes fosfatados importados. Trata-se da estruvita, um insumo obtido a partir de resíduos da suinocultura que, em testes conduzidos pela Embrapa, foi capaz de suprir até 50% da demanda de fósforo na cultura da soja sem perda relevante de produtividade.
Nos experimentos, a produção alcançou 3.500 quilos por hectare, resultado próximo da média nacional de 3.560 quilos por hectare registrada em 2025 com adubação convencional. O desempenho indica que o produto pode ser incorporado ao manejo como complemento ao fósforo solúvel, especialmente em sistemas que buscam maior eficiência no uso de nutrientes e redução de custos.
A estruvita é formada pela precipitação química de nutrientes presentes em dejetos animais, gerando cristais de fosfato de magnésio e amônio. O processo transforma um passivo ambiental — comum em regiões de produção intensiva de suínos — em insumo agrícola, com potencial de reaproveitamento dentro da própria cadeia produtiva.
Do ponto de vista agronômico, o diferencial está na liberação gradual do fósforo. Em solos tropicais, onde o nutriente tende a ser rapidamente fixado e perder disponibilidade, essa característica melhora o aproveitamento pelas plantas. A reação alcalina do material também contribui para maior eficiência no solo, em contraste com fertilizantes convencionais, predominantemente ácidos.
Os estudos também avançam no desenvolvimento de formulações organominerais. Em avaliações iniciais, essas combinações apresentaram maior difusão de fósforo no solo em comparação com a estruvita granulada, ampliando o potencial de uso em diferentes sistemas produtivos.
Além do desempenho agronômico, a tecnologia traz implicações econômicas e ambientais. Ao reduzir a dependência de insumos importados, que ainda representam cerca de 75% do consumo nacional de fertilizantes, a estruvita se insere como alternativa estratégica em um dos principais componentes de custo da produção agrícola.
Outro impacto relevante está na gestão de dejetos da suinocultura. A recuperação de nutrientes permite reduzir a carga de fósforo e nitrogênio aplicada ao solo, diminuindo o risco de contaminação ambiental e abrindo espaço para maior intensificação da produção nas granjas.
Apesar do avanço internacional, com unidades de produção em operação em países como China, Estados Unidos e Alemanha, o uso da estruvita ainda é incipiente no Brasil. A principal lacuna está no conhecimento sobre o comportamento do insumo em condições tropicais, marcadas por solos ácidos e alta presença de óxidos de ferro e alumínio, que influenciam a dinâmica do fósforo.
A pesquisa conduzida pela Embrapa, com participação de universidades e centros de pesquisa nacionais, busca justamente adaptar a tecnologia à realidade brasileira e viabilizar sua adoção em escala.
O avanço ocorre em linha com o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê a ampliação da produção interna e o desenvolvimento de fontes alternativas mais eficientes. Se confirmados os resultados em escala comercial, a estruvita tende a se consolidar como uma solução nacional para um dos principais gargalos estruturais da agricultura brasileira.
Fonte: Pensar Agro
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