Paraná
Fazenda reúne seu comitê de gestão de risco para discutir metas fiscais sustentáveis
O Comitê de Gestão de Riscos do Paraná, criado pelo secretaria estadual da Fazenda (Sefa), esteve reunido pela primeira vez nesta terça-feira (04) para tratar de ações para promover o alcance de metas fiscais sustentáveis ao Estado até 2025, por meio da modernização fiscal. Formado pela alta administração da Sefa, o comitê busca implantar controle de riscos em linha com as boas práticas de gestão, proporcionando, a longo prazo, mais investimento de recursos que melhorem os índices de crescimento do Estado.
“A modernização fiscal visa aperfeiçoar a administração fazendária a longo prazo para facilitar cada vez mais a vida do contribuinte, em linha com as boas práticas e com o objetivo de assegurar o atingimento dos objetivos estratégicos”, disse o secretário Garcia Junior. No encontro, organizado pela Assessoria de Modernização Fazendária e a consultoria contratada EloGroup, foram debatidas pautas relacionadas à gestão de risco, dentro do Projeto de Modernização da Gestão Fiscal (Profisco II), que está em implantação no Estado desde 2020.
Segundo o secretário Renê Garcia, o Profisco II tem contribuído para a sustentabilidade da gestão fiscal como um todo, por meio do aperfeiçoamento da administração fazendária, tributária e financeira e, ainda, do gasto público. O Profisco II segue com sua implantação até 2025. “O projeto engloba, também, a entrega de um conjunto de produtos e serviços para customização da solução de gestão de riscos, com um olhar voltado à promoção de um serviço público de qualidade, economizando esforços, reduzindo perdas e custos, fornecendo uma base sólida e segura para a tomada de decisões e planejamento estratégico fazendário”, explica Garcia.
OUTROS PROJETOS – Outros projetos também estão saindo do papel, como é o caso da ampliação do Processo Administrativo Fiscal Eletrônico (e-PAF) incluindo novas funcionalidades, como lavratura de autos de ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações) e do Simples Nacional, integração com o Sistema de Gestão Tributária e com o sistema do contencioso judicial, dentre outras melhorias.
Outra iniciativa já implementada na Secretaria da Fazenda, por meio do Tesouro Estadual, em parceria com a Receita Estadual e a Celepar, é o novo sistema da Guia de Recolhimento (GRPR). Ele permite a emissão de guia para diversas formas de pagamentos: taxa de inscrição de concursos, restituições, depósitos e cauções, além dos tributos estaduais. Essa modernização garantiu maior clareza na disposição das informações do documento e adequando às novas necessidades, tais como o Pix.
Já na área orçamentária e contábil do Estado, estão sendo desenvolvidos internamente dois projetos: Modelo de Gestão de Custos e implantação de um modelo de Orçamento para Resultados, que têm como objetivo proporcionar um retorno satisfatório para a sociedade, através da boa gestão das políticas públicas que mostrem os custos dos bens e serviços, produzidos e ofertados, além de proporcionar resultados positivos e de maior transparência.
No Fisco Estadual, a implementação do projeto de Desenvolvimento do Diagnóstico sobre a Substituição Tributária no Estado, ajudou a criar mecanismos para controle de recuperação do crédito de ICMS para empresas paranaenses, por conta das alterações promovidas no cenário da substituição tributária pelo Estatuto do Simples Nacional.
INVESTIMENTO – O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o secretário Renê Garcia assinaram o contrato de financiamento que formaliza a adesão ao Profisco II em 2020. O projeto inclui a execução compartilhada com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), e as secretarias da Administração e da Previdência e do Planejamento e Projetos Estruturantes, além da integração com sistemas de outros poderes.
Os projetos de modernização fazendária estão sendo desenvolvidos em parceria com o BID. O programa prevê investimento de aproximadamente R$ 280 milhões, sendo R$ 255 milhões contratados junto ao banco, com prazo de amortização de 25 anos e carência de cinco anos e meio; e R$ 25,5 milhões de contrapartida por parte do Governo do Estado.
Fonte: Governo PR
Paraná
BRDE seleciona projetos que receberão apoio por leis de incentivo fiscal em 2026
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) publicou terça-feira (16) o edital de 2026 para seleção de projetos que receberão apoio por meio das leis federais de incentivo fiscal. Podem participar entidades do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul com projetos já aprovados para captação de recursos nas áreas cultural, social, esportiva, de saúde e, a partir deste ano, também de reciclagem.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo Portal de Incentivos do BRDE até 31 de agosto. As propostas recebidas passarão por análise técnica e seleção, com base em critérios como impacto social, abrangência, alinhamento institucional e potencial de transformação das comunidades atendidas. Os projetos escolhidos terão os recursos disponibilizados até a última semana de dezembro.
A iniciativa integra a política de responsabilidade socioambiental do BRDE, e já soma mais de R$ 50 milhões em repasses desde o seu início. Em 2025, o banco destinou R$ 9,37 milhões a 199 projetos por meio das leis de incentivo fiscal, o maior valor já aplicado pela instituição nessa modalidade, com crescimento de 72% em relação ao ano anterior.
Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, o apoio por meio das leis de incentivo amplia o alcance da atuação do banco como instituição de desenvolvimento. “O BRDE financia investimentos produtivos, mas também tem o compromisso de apoiar iniciativas que transformam diretamente a vida das pessoas. Projetos culturais, sociais, esportivos e de saúde fortalecem comunidades, criam oportunidades e ajudam a reduzir desigualdades nos estados em que atuamos”, afirma.
Segundo ele, a destinação de recursos incentivados permite que parte dos tributos permaneça na região, financiando projetos com impacto social mensurável. “É uma forma eficiente de converter responsabilidade fiscal em desenvolvimento humano. Quando apoiamos uma entidade séria, com projeto aprovado e capacidade de execução, estamos contribuindo para que políticas públicas cheguem mais longe e beneficiem quem mais precisa”, destaca.
O edital contempla projetos aprovados para captação em diferentes mecanismos federais de incentivo, entre eles a Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei do Audiovisual, a Lei de Incentivo ao Esporte, o Fundo da Infância e da Adolescência, os fundos vinculados à pessoa idosa, o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon), o Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD), e, como novidade neste ano, a Lei de Incentivo à Reciclagem.
O diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves, diz que o processo seletivo reforça critérios de governança e alinhamento institucional. “O edital organiza a seleção de forma técnica, transparente e acessível às entidades. O objetivo é garantir que os recursos cheguem a projetos consistentes, com capacidade de execução e impacto real nas áreas social, cultural, esportiva e de saúde”, afirma.
De acordo com Heraldo, o modelo digital de inscrição também facilita a participação de instituições dos três estados do Sul. “O Portal de Incentivos permite padronizar o recebimento das propostas e dar mais eficiência ao processo de análise. É uma ferramenta importante para ampliar o acesso, qualificar a seleção e fortalecer a política de responsabilidade socioambiental do BRDE”, acrescenta.
ARTE E ACOLHIMENTO – Entre os projetos apoiados pelo BRDE no Paraná está o De Nariz para Nariz, que promove ações de humanização em hospitais públicos por meio da arte da palhaçaria.
Promovido em Curitiba, Campo Largo e Fazenda Rio Grande, o projeto leva intervenções artísticas gratuitas a pacientes, familiares e profissionais da saúde em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
A iniciativa já realizou 317 ações em ambientes hospitalares, com total de mais de 1,5 mil horas de atuação e benefício a 25 mil pessoas. As atividades são conduzidas por duplas de palhaços profissionais que percorrem corredores, recepções e leitos, promovendo acolhimento, escuta e momentos de leveza em ambientes de saúde.
Em sua terceira edição, o projeto prevê 150 ações gratuitas ao longo de 12 meses, em 29 instituições do SUS, somando 600 horas de atuação e alcançando cerca de 15 mil pessoas. A iniciativa também contempla palestras gratuitas sobre inclusão na arte e na educação, rodas de conversa abertas ao público sobre os impactos da palhaçaria na educação e na saúde, além de um novo Encontro Nacional de Lideranças de Grupos de Palhaços Voluntários.
Para Eduardo Roosevelt, diretor e presidente do Nariz Solidário, os recursos disponibilizados pelo BRDE permitem que a arte chegue a ambientes em que o acolhimento e a escuta fazem toda a diferença.
“O BRDE tem sido um dos nossos principais parceiros, não só investindo, mas vestindo a camisa junto com a gente. Em todas as conquistas e a cada transformação gerada, é comum a gente se perguntar: ‘E se não fosse o BRDE?’”, diz. “Somos gratos pelo cuidado, ética e profissionalismo, por contribuírem com a ampliação de nossos projetos e por caminharem com a gente em cada corredor, leito, quarto, recepção e demais locais das UPAs, CAPS e hospitais atendidos”.
COMO PARTICIPAR – Podem participar do processo seletivo entidades com projetos previamente aprovados para captação por meio dos mecanismos federais de incentivo fiscal nas áreas cultural, social, esportiva e de saúde. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo Portal de Incentivos do BRDE, no endereço https://incentivosfiscais.brde.com.br/.
O prazo para envio das propostas segue até 31 de agosto. Após a etapa de inscrição, os projetos serão avaliados de acordo com os critérios previstos no edital.
O BRDE apoia projetos por meio dos seguintes mecanismos de incentivo fiscal:
Lei Federal de Incentivo à Cultura 8.313, de 23/12/1991;
Lei Federal 8.685, de 20/7/1993, Lei do Audiovisual;
Lei Federal 11.438, de 29/12/2006, Lei de Incentivo ao Esporte;
Lei Federal 8.069, de 13/7/1990, Fundo da Infância e da Adolescência;
Lei Federal 10.741, Estatuto da Pessoa Idosa, e Lei Federal 12.213, Fundo Nacional da Pessoa Idosa;
Lei Federal 12.715/2012 e Decreto 7.988/2013, referentes ao Pronon e ao Pronas/PCD.
Lei Complementar nº 222/2025 e Lei Federal 14.260, de 08/12/2021, referentes ao Incentivo à Reciclagem.
Pelas regras de incentivo fiscal, os aportes podem ser deduzidos do Imposto de Renda devido, observados os limites específicos de cada mecanismo. Para empresas tributadas pelo lucro real, a destinação pode chegar a até 10% do imposto devido, considerando 1% para projetos ligados à infância e adolescência, 1% para a pessoa idosa, 2% para esporte e reciclagem, 4% para cultura e audiovisual, 1% para o Pronas/PCD e 1% para o Pronon. No caso da reciclagem, o valor destinado é de até 1% do imposto devido, descontado do limite compartilhado com o esporte; no audiovisual, a dedução é de até 3%, descontada do limite aplicável à cultura.
Mais informações podem ser obtidas pelo email [email protected]
Fonte: Governo PR
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