Agro
Exportações impulsionam mercado de carne bovina, enquanto preços físicos se mantêm estáveis
O mercado de boi gordo apresenta estabilidade em seus preços, com frigoríficos de maior porte mantendo uma posição confortável em suas escalas de abate. Esse cenário é sustentado pelo uso de animais de parceria (contratos a termo) e pelo confinamento próprio, que assegura o abastecimento das unidades.
Segundo Fernando Enrique Iglesias, analista da Consultoria Safras & Mercado, “as exportações em alto nível continuam sendo o principal sustentáculo do mercado, com ritmo acelerado de embarques nas últimas semanas”.
Preços da arroba por estado
- São Paulo: R$ 312,17 (à prazo)
- Goiás: R$ 303,57
- Minas Gerais: R$ 299,12
- Mato Grosso do Sul: R$ 319,66
- Mato Grosso: R$ 311,69
Mercado atacadista apresenta pequenos ajustes
No mercado atacadista, os preços registraram reajustes ao longo da quinta-feira, impulsionados pela entrada dos salários na economia e pela necessidade de reposição entre atacado e varejo.
- Quarto traseiro: R$ 24,00/kg
- Quarto dianteiro: R$ 18,10/kg (+R$ 0,10)
- Ponta de agulha: R$ 17,10/kg (+R$ 0,10)
Apesar do movimento de alta pontual, a carne de frango mantém maior competitividade frente à carne bovina e outras proteínas, influenciando decisões de consumo e preço.
Exportações continuam em ritmo forte
O desempenho das exportações de carne bovina brasileiras segue como principal motor do mercado. Em agosto, o Brasil exportou 268,562 mil toneladas de carne fresca, congelada ou refrigerada, com média diária de 12,788 mil toneladas, gerando US$ 1,504 bilhão (média diária de US$ 71,622 milhões). O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.600,00.
Na comparação com agosto de 2024:
- Valor médio diário das exportações aumentou 56%
- Quantidade média diária exportada avançou 23,5%
- Preço médio da tonelada subiu 26,3%
Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), reforçando o peso das exportações na sustentação do mercado interno de carne bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026
A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.
O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.
Produção recorde fortalece oferta brasileira
Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.
Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.
Exportações seguem em ritmo acelerado
As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.
A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.
Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.
Mercado internacional influencia preços
Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.
A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.
Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.
A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.
Esmagamento cresce com margens mais atrativas
Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.
Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.
No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.
A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.
Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar
Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.
O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.
Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.
Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.
Perspectivas para o produtor
Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.
A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.
No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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