Agro
Exportações de soja, milho e farelo do Brasil superam projeções para outubro, aponta Anec
Exportações de soja devem atingir 7,31 milhões de toneladas
As exportações brasileiras de soja devem somar 7,31 milhões de toneladas em outubro, segundo nova estimativa divulgada nesta terça-feira (14) pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O número representa um avanço em relação à previsão anterior, que indicava 7,12 milhões de toneladas.
O aumento nas projeções reforça o ritmo acelerado dos embarques da oleaginosa neste segundo semestre, impulsionado pela forte demanda internacional, especialmente da China, principal destino da soja brasileira.
Milho também registra alta nas projeções de embarque
A Anec também revisou para cima as expectativas de exportação de milho. Agora, o volume estimado para outubro é de 6,46 milhões de toneladas, contra 6,06 milhões projetadas na semana anterior.
A revisão positiva reflete a boa disponibilidade interna do grão e o forte ritmo de embarques observados nos portos, impulsionados pelo câmbio favorável e pela competitividade do produto brasileiro no mercado global.
Farelo de soja tem aumento nas previsões de exportação
Outro destaque é o farelo de soja, que também teve suas projeções ajustadas para cima. A Anec prevê agora 2,06 milhões de toneladas exportadas em outubro, ante 1,92 milhão estimada na semana passada.
O aumento nas exportações do derivado está associado à sólida demanda internacional por produtos utilizados na nutrição animal, especialmente na Ásia e na Europa, além da ampla oferta de matéria-prima no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita
O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.
Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.
O “ladrão silencioso” no pasto
Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.
O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.
A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.
Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.
A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.
Fonte: Pensar Agro
-
Brasil6 dias agoDefeso Eleitoral
-
Esportes7 dias agoBrasil coleciona gols perdidos e dá adeus à Copa do Mundo
-
Paraná6 dias agoMPPR integra acordo de enfrentamento à violência política de gênero
-
Agro5 dias agoPesquisa inédita define manejo de micronutrientes no cacau e pode elevar a produtividade das lavouras
-
Agro5 dias agoJBS amplia produção de biometano com investimento de R$ 65 milhões e acelera descarbonização nas operações da Friboi
-
Esportes6 dias agoInglaterra supera expulsão, bate México no Azteca e avança às quartas de final
-
Agro6 dias agoPreço dos combustíveis cai no Sudeste em junho, com etanol registrando maior recuo e menor valor do Brasil
-
Brasil2 dias agoTILÁPIA A PARMEGIANA
