Agro
Exportações de milho do Brasil superam metade do volume de novembro e registram avanço nas receitas
O Brasil segue ampliando o ritmo de exportações de milho em novembro, com resultados acima dos observados no mesmo período do ano passado.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 2,67 milhões de toneladas de milho não moído (exceto milho doce) nos primeiros dez dias úteis do mês — o equivalente a 56% do volume total exportado em novembro de 2024, que foi de 4,72 milhões de toneladas.
A média diária de embarques atingiu 267,6 mil toneladas, representando um avanço de 7,6% frente às 248,7 mil toneladas registradas por dia útil no mesmo período do ano anterior.
Analista prevê exportações fortes, mas impacto limitado nos preços
Apesar do bom desempenho das exportações, o analista de mercado da Royal Rural, Ronaldo Fernandes, avalia que os embarques brasileiros não devem provocar grandes variações nos preços internos do cereal.
Segundo ele, fatores como a ampla oferta doméstica e a forte concorrência dos Estados Unidos tendem a limitar o impacto das vendas externas. Além disso, acordos comerciais recentes obrigam diversos países a comprarem milho americano, reduzindo o espaço para o produto brasileiro em alguns mercados estratégicos.
“Estamos falando de algo próximo a 40 milhões de toneladas exportadas — um volume expressivo —, mas que ainda deixa um estoque elevado no país. Em 2026, disputaremos mercado com uma safra gigantesca dos Estados Unidos, e muitos países estarão comprometidos com compras de milho americano”, afirmou Fernandes.
País amplia presença em mercados alternativos
O analista destaca ainda que o perfil dos compradores internacionais tem mudado, com o Brasil fortalecendo suas vendas para mercados fora da esfera de influência dos EUA, como Irã e Egito.
“O Irã, por exemplo, voltou a comprar volumes expressivos, já que enfrenta dificuldades diplomáticas e comerciais com os Estados Unidos. O país mantém com o Brasil um sistema de trocas que inclui até fertilizantes. Esses parceiros, que não têm outras opções, acabam se tornando nossos clientes naturais”, explicou Fernandes.
Receita e preço médio também avançam
As exportações brasileiras de milho em novembro já geraram US$ 585,9 milhões em receitas, segundo a Secex. O valor representa mais da metade do faturamento total de US$ 981,5 milhões obtido ao longo de novembro de 2024.
A média diária de arrecadação também cresceu 13,4%, subindo de US$ 51,6 milhões para US$ 58,6 milhões por dia útil.
No mesmo período, o preço médio da tonelada exportada registrou alta de 5,4%, passando de US$ 207,70 em novembro de 2024 para US$ 219,00 neste ano.
Expectativas para o fechamento de 2025
Mesmo com a tendência positiva das exportações, analistas avaliam que o ano deve encerrar com estabilidade no mercado internacional de milho. A boa performance dos embarques brasileiros contribui para manter o país entre os maiores exportadores do mundo, mas os estoques elevados e a competição global ainda limitam movimentos de alta mais expressivos nos preços.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Safra de girassol da Argentina bate recorde histórico e impulsiona exportações bilionárias
A safra argentina de girassol 2025/26 entrou para a história ao registrar recordes simultâneos de área cultivada, produtividade média e produção total. Os dados divulgados pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires mostram um avanço expressivo da cultura, consolidando o país como um dos principais players globais do mercado de óleo e derivados de girassol.
O desempenho histórico foi impulsionado pela expansão da área semeada, boas condições climáticas em regiões estratégicas e resultados produtivos acima da média em grande parte das lavouras.
Área cultivada cresce quase 30% na Argentina
Segundo a entidade argentina, a área plantada com girassol alcançou 2,85 milhões de hectares na temporada 2025/26, superando em 5,6% o recorde anterior, registrado na safra 2007/08, quando o cultivo ocupou 2,7 milhões de hectares.
Na comparação com o ciclo passado, a expansão foi ainda mais expressiva, com crescimento de 29,5%.
O principal avanço ocorreu na região do Nordeste Argentino (NEA), onde a área cultivada disparou 224%. Também houve aumento relevante nas províncias de Córdoba e no centro-norte de Santa Fé, reforçando o movimento de expansão da oleaginosa no país.
Condições climáticas favoreceram desenvolvimento das lavouras
O ciclo agrícola foi marcado por boa disponibilidade hídrica nas regiões norte e oeste da Argentina, fator que contribuiu para o desenvolvimento das plantas e para o elevado potencial produtivo.
Em parte do centro-leste e do sudeste argentino, porém, o déficit hídrico registrado entre janeiro e fevereiro provocou maior variabilidade nos rendimentos das lavouras.
Mesmo assim, os resultados médios ficaram próximos ou ligeiramente acima dos padrões históricos, garantindo o melhor desempenho já registrado pela cultura no país.
Produtividade e produção também quebram recordes
A produtividade média nacional foi estimada em 23,6 quintais por hectare, superando o recorde anterior de 23,4 quintais por hectare obtido na safra 2024/25.
Com isso, a produção total de girassol da Argentina atingiu 6,6 milhões de toneladas, volume histórico que representa:
- alta de 32% frente ao recorde anterior, de 5 milhões de toneladas;
- crescimento de 60,2% em relação à média das últimas cinco campanhas agrícolas.
O resultado fortalece ainda mais a posição da Argentina no mercado internacional de óleo de girassol, segmento no qual o país possui participação estratégica nas exportações globais.
Complexo do girassol deve movimentar mais de US$ 3,3 bilhões
O avanço da produção também deve ampliar significativamente o peso econômico da cadeia do girassol na economia argentina ao longo de 2026.
As estimativas apontam que o Produto Bruto do complexo deve crescer 53% em relação à campanha anterior, alcançando cerca de US$ 3,304 bilhões.
Além disso:
- a arrecadação fiscal ligada ao setor pode atingir US$ 757 milhões;
- as exportações devem somar aproximadamente US$ 2,491 bilhões.
O aumento projetado nas vendas externas representa um avanço de US$ 819 milhões frente ao ciclo anterior, refletindo a forte demanda internacional por óleo e derivados da oleaginosa.
Mercado internacional acompanha avanço da produção
O crescimento da safra argentina ocorre em um momento de atenção global ao mercado de óleos vegetais, especialmente diante da volatilidade climática em importantes regiões produtoras e das oscilações nos preços internacionais das commodities agrícolas.
Com maior oferta disponível, a Argentina tende a ampliar sua competitividade nas exportações de óleo de girassol, podendo influenciar os fluxos globais do setor e a dinâmica dos preços internacionais nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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