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Agro

Exportações de frutas crescem 20% e receita supera R$ 7,8 bilhões

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O Brasil ampliou de forma consistente sua presença no mercado internacional de frutas em 2025. As exportações do setor somaram 1,28 milhão de toneladas, avanço de 19,63% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). A receita acompanhou o movimento e alcançou R$ 7,83 bilhões, crescimento de 12%, configurando o terceiro recorde anual consecutivo.

O desempenho reforça o peso da fruticultura irrigada do Semiárido Nordestino, especialmente do Vale do Rio São Francisco, responsável pela maior parte dos embarques de manga e uva. A oferta contínua ao longo do ano tem sido um diferencial competitivo do Brasil frente a outros exportadores globais.

A manga manteve a liderança em volume exportado, com cerca de 291 mil toneladas, embora o faturamento, de R$ 1,81 bilhão, tenha recuado levemente em relação ao ano anterior. Já o melão, os limões e limas e a melancia apresentaram crescimento expressivo tanto em volume quanto em receita, refletindo maior diversificação da pauta exportadora.

Outro segmento que ganhou relevância foi o de conservas e preparações de frutas, excluídos os sucos. As vendas desses produtos renderam aproximadamente R$ 967 milhões, alta de 16,1%, com embarques de 63,4 mil toneladas, crescimento de 7,6%.

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Entre as principais frutas exportadas, os números em faturamento foram os seguintes:

  • Manga: R$ 1,81 bilhão

  • Melão: R$ 1,25 bilhão

  • Limões e limas: R$ 1,08 bilhão

  • Uva: R$ 857 milhões

  • Melancia: R$ 624 milhões

  • Mamão: R$ 405 milhões

  • Abacate: R$ 263 milhões

  • Banana: R$ 176 milhões

Tarifas dos EUA não travam exportações

Os Estados Unidos permaneceram como o terceiro principal destino das frutas brasileiras. Foram embarcadas 76,7 mil toneladas, gerando R$ 710 milhões em receita. Apesar de uma leve retração frente ao ano anterior, o impacto das tarifas impostas pelo governo norte-americano foi considerado administrável pelo setor.

A avaliação é que, no caso de frutas como a manga, o Brasil se beneficiou de janelas de mercado sem concorrência direta, especialmente entre agosto e outubro. Além disso, houve coordenação entre exportadores e importadores para diluir o custo das tarifas ao longo da cadeia, evitando prejuízos aos produtores.

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Europa lidera compras; Japão e Argentina surpreendem

A União Europeia seguiu como principal mercado das frutas brasileiras, com 775,3 mil toneladas importadas e faturamento de aproximadamente R$ 4,47 bilhões, crescimento superior a 11%. O Reino Unido aparece na sequência, com R$ 1,29 bilhão em compras.

Entre os destaques do ano estão Japão e Argentina. O mercado japonês mais que dobrou as aquisições, chegando a 3,9 mil toneladas, com receita próxima de R$ 100 milhões. Já a Argentina importou 73,3 mil toneladas, movimentando cerca de R$ 376 milhões, avanço próximo de 70% em valor.

Para o produtor rural, os dados reforçam que a fruticultura brasileira segue ganhando espaço externo, sustentada por escala, oferta regular e maior profissionalização logística e comercial — fatores que ampliam a competitividade mesmo em um cenário internacional mais desafiador.

Fonte: Pensar Agro

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Estoques de CPR somam R$ 600,3 bilhões em agosto

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Os estoques de Cédula de Produto Rural (CPR), referentes a agosto de 2026, totalizaram R$ 600,3 bilhões, distribuídos em 359 mil cédulas. O ticket médio foi de R$ 1,67 milhão. Considerando os papéis emitidos entre julho e agosto, nos dois primeiros meses da safra 2026/27, foram registradas R$ 62,50 bilhões em novas CPR.

Os dados integram o Boletim de Finanças do Agro, divulgado mensalmente pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola.

Em relação à Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), os estoques do título totalizaram R$ 561,29 bilhões. Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% desse valor, equivalente a R$ 336,77 bilhões, deve ser direcionado ao financiamento ao setor agropecuário. Desse montante, ao menos 45%, correspondente a R$ 151,55 bilhões, deve ser destinado ao crédito rural oficial. Os valores consideram a safra atual e contratos ainda em aberto de safras anteriores.

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O Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e o Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) registraram, em julho, estoques de R$ 174,95 bilhões e R$ 30,62 bilhões, respectivamente.

No caso dos Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro), os dados de julho de 2026 indicam patrimônio líquido de R$ 65,78 bilhões, distribuídos entre 291 fundos.

Informações à imprensa
[email protected]

 

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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