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Agro

Exportações de frango do Brasil crescem em março mesmo com crise no Oriente Médio

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As exportações brasileiras de carne de frango mantiveram trajetória de crescimento em março, mesmo diante das tensões no Oriente Médio e dos impactos logísticos causados pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques totalizaram 504,3 mil toneladas, volume 6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 476 mil toneladas.

Receita das exportações atinge nível recorde

Além do avanço no volume, a receita também apresentou desempenho positivo. Em março, o setor faturou US$ 944,7 milhões, crescimento de 6,2% em relação aos US$ 889,9 milhões registrados no mesmo mês de 2025.

No acumulado do ano (janeiro a março), as exportações alcançaram 1,456 milhão de toneladas, alta de 5% frente ao primeiro trimestre do ano anterior. Já a receita somou US$ 2,764 bilhões, avanço de 6,9% na mesma comparação.

Demanda internacional segue aquecida

Entre os principais destinos, a China retomou o ritmo de importações observado antes de maio de 2025, período marcado por um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade no Brasil, já superado. O país importou 51,8 mil toneladas em março, alta de 11,6%.

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Outros destaques incluem:

  • Japão: 42,1 mil toneladas (+41,3%)
  • Arábia Saudita: 38,7 mil toneladas (-5,3%)
  • África do Sul: 33,1 mil toneladas (+21,4%)
  • União Europeia: 30,7 mil toneladas (+33,7%)
Oriente Médio registra queda, mas fluxo segue ativo

As exportações para países do Oriente Médio apresentaram queda de 18,5% em março na comparação com fevereiro, refletindo os efeitos do conflito na região e as restrições logísticas.

Apesar disso, o fluxo comercial não foi interrompido. Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, mais de 100 mil toneladas foram enviadas à região no mês, sendo cerca de 45 mil toneladas destinadas diretamente aos países impactados pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

As exportações seguem ocorrendo por rotas alternativas, com apoio de medidas adotadas pelo Ministério da Agricultura e pelo setor produtivo para garantir o abastecimento.

Estados do Sul lideram exportações

O Paraná manteve a liderança entre os estados exportadores, com 202 mil toneladas embarcadas em março, alta de 5,1% em relação ao ano anterior.

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Na sequência aparecem:

  • Santa Catarina: 109 mil toneladas (+2,7%)
  • Rio Grande do Sul: 70,7 mil toneladas (+11,9%)
  • São Paulo: 32,5 mil toneladas (+22,6%)
  • Goiás: 26 mil toneladas (+14,8%)
Setor mantém resiliência diante de desafios globais

Mesmo com os impactos da crise no Oriente Médio, o desempenho das exportações evidencia a resiliência da avicultura brasileira, sustentada pela diversificação de mercados e pela adaptação logística em cenários adversos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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GT do El Niño entrega relatório final ao ministro André de Paula

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu, nesta quinta-feira (24/09), o relatório final do Grupo de Trabalho (GT) do El Niño. O documento reúne iniciativas técnicas e de gestão de riscos para reduzir os impactos do fenômeno climático sobre a produção agropecuária nacional, além de propor estratégias de mitigação, adaptação e proteção ao produtor rural, no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

De acordo com o relatório, a resposta do governo federal deve combinar três horizontes de atuação: ações imediatas para a safra 2026/2027; medidas voltadas às próximas safras; e iniciativas de caráter permanente, como a criação de um núcleo de gestão de riscos climáticos extremos para monitoramento e análise de riscos.

A estrutura proposta contará com um painel agroclimático para integrar informações, coordenar ações e apoiar a implementação de estratégias de mitigação, adaptação e proteção do produtor rural.

O ministro André de Paula destacou que o trabalho realizado pelo GT integra os esforços do governo federal, sob coordenação da Casa Civil, para o enfrentamento do El Niño. “Essa é uma questão que não é mais excepcional e veio para ficar. Precisamos de planejamento, dotando o Ministério de instrumentos permanentes para enfrentar as situações decorrentes desse cenário”, afirmou.

Entre as medidas apontadas como prioritárias para acelerar a resposta governamental aos efeitos do El Niño está o fortalecimento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), com o objetivo de assegurar a disponibilidade dessa ferramenta antes da intensificação do plantio da safra de verão.

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Outro ponto destacado pelo coordenador do GT, Bruno Leite, é a aceleração da implementação do Plano ABC+ e do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (Caminho Verde), considerados políticas estruturantes de adaptação e mitigação. “Dessa maneira, podemos ampliar a adoção de tecnologias produtivas resilientes, a assistência técnica, a capacitação e o financiamento”, destacou.

O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, ressaltou a importância da iniciativa para o enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas e para o fortalecimento das políticas de adaptação e mitigação no setor agropecuário.

ESTRATÉGIAS E AÇÕES

Para a safra 2026/2027, a prioridade indicada no relatório é reduzir perdas por meio da disseminação de tecnologias de comprovada eficiência, já disponibilizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com ações como assistência técnica, orientações regionalizadas e monitoramento agroclimático para a adoção de práticas de manejo adequadas às condições de cada região.

Para as próximas safras, as recomendações incluem ampliar a adoção de sistemas produtivos resilientes, fortalecer a segurança hídrica e aperfeiçoar o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), com integração a Boas Práticas Agrícolas (BPAs), crédito rural, seguro rural e Proagro.

Entre as ações de caráter permanente está a consolidação, no Mapa, de uma estrutura de gestão de riscos climáticos apoiada por um painel integrado de informações. A proposta prevê articulação institucional, monitoramento e análise de riscos, produção de boletins e alertas, apoio técnico à implementação das ações, inclusive em parceria com os estados, e avaliação dos resultados.

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Entre as ações de caráter permanente está a consolidação, no Mapa, de uma estrutura de gestão de riscos climáticos apoiada por um painel integrado capaz de reunir informações climáticas e orientações de manejo em formato acessível a quem precisa. A proposta prevê articulação institucional, monitoramento e análise de riscos, produção de boletins e alertas, apoio técnico à implementação das ações, inclusive em parceria com os estados, e avaliação dos resultados.

GT DO EL NIÑO

O GT do El Niño foi instituído pela Portaria nº 928/2026. O grupo foi composto por representantes de cinco secretarias do Mapa, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Entre as atribuições previstas estava a identificação das regiões e cadeias produtivas mais vulneráveis aos efeitos do fenômeno.

O grupo recebeu da Embrapa um conjunto de 163 medidas sistematizadas para apoiar a gestão de riscos climáticos na agropecuária. As recomendações consideram os possíveis impactos associados ao El Niño na safra 2026/2027 e propõem ações permanentes de prevenção, adaptação e redução de riscos no campo.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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