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Exportações de carne suína do Brasil batem recorde em maio e avançam 9% no mercado internacional

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As exportações brasileiras de carne suína alcançaram um novo recorde para o mês de maio, consolidando o bom momento da proteína animal no mercado internacional. De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques somaram 129,4 mil toneladas no período, considerando produtos in natura e processados.

O volume representa um crescimento de 9% em relação a maio de 2025, quando o Brasil exportou 118,8 mil toneladas. O resultado confirma a forte demanda externa pela carne suína brasileira e reforça a trajetória positiva do setor ao longo do ano.

Receita das exportações supera US$ 302 milhões

Além do avanço em volume, a receita cambial também registrou crescimento.

As vendas internacionais de carne suína renderam US$ 302,1 milhões em maio, o maior valor já registrado para o mês. O resultado supera em 3,8% os US$ 291,2 milhões obtidos em igual período do ano passado.

O desempenho demonstra a capacidade do setor de ampliar sua presença nos mercados internacionais mesmo em um ambiente de maior concorrência global.

Embarques acumulados crescem mais de 13% em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras totalizaram 661,7 mil toneladas, volume 13,1% superior ao registrado entre janeiro e maio de 2025, quando os embarques somaram 584,8 mil toneladas.

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Em receita, o setor acumulou US$ 1,546 bilhão no período, avanço de 11,9% em comparação aos US$ 1,382 bilhão registrados no mesmo intervalo do ano anterior.

Os números mantêm a suinocultura nacional em trajetória de expansão e fortalecem as perspectivas para um ano histórico nas exportações.

Filipinas lideram compras, enquanto Japão amplia demanda

As Filipinas permaneceram como principal destino da carne suína brasileira em maio, com importações de 27,2 mil toneladas. Apesar da liderança, o volume ficou 3,8% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025.

O destaque positivo ficou para o mercado japonês, que ampliou suas compras em 83,2%, totalizando 15,2 mil toneladas e consolidando-se como um dos principais mercados de alto valor agregado para o produto brasileiro.

Entre os principais destinos também figuraram:

  • Chile: 10,9 mil toneladas (-0,1%);
  • China: 8,9 mil toneladas (-25,9%);
  • México: 8,6 mil toneladas (+20,4%);
  • Hong Kong: 8,2 mil toneladas (+13,8%);
  • Argentina: 5,8 mil toneladas (+13,7%);
  • Uruguai: 4,7 mil toneladas (+0,3%);
  • Vietnã: 4,6 mil toneladas (-14,2%);
  • Singapura: 4,1 mil toneladas (-50,5%).

A diversificação dos mercados continua sendo um dos principais fatores de sustentação do crescimento das exportações brasileiras.

Santa Catarina mantém liderança entre estados exportadores

Santa Catarina segue como o maior exportador nacional de carne suína, respondendo por quase metade dos embarques realizados em maio.

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O estado exportou 62,5 mil toneladas, volume 4,9% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

Na sequência aparecem:

  • Rio Grande do Sul: 32,7 mil toneladas (+19,5%);
  • Paraná: 18,3 mil toneladas (-4,8%);
  • Mato Grosso: 4,6 mil toneladas (+52,4%);
  • Minas Gerais: 3,7 mil toneladas (+26,5%).

Os resultados demonstram o fortalecimento da produção em diferentes regiões do país e a ampliação da capacidade exportadora do setor.

Diversificação de mercados fortalece desempenho da suinocultura

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o crescimento das exportações está diretamente relacionado à ampliação dos destinos atendidos pela proteína brasileira.

Além da forte expansão observada no Japão, mercados como Geórgia, Costa do Marfim, Coreia do Sul e outros países contribuíram para elevar os volumes embarcados e ampliar a presença internacional da carne suína brasileira.

Para o dirigente, o recorde histórico registrado em maio confirma a robustez da demanda global e fortalece as perspectivas para o restante do ano.

Com o atual ritmo de embarques, a expectativa do setor é de que 2026 encerre com novos recordes de volume exportado e de receita cambial, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores mundiais de carne suína.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safrinha de milho avança no Centro-Sul e produção brasileira deve se aproximar de 140 milhões de toneladas

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A colheita da segunda safra de milho 2026 segue avançando no Centro-Sul do Brasil e alcançou 4,4% da área cultivada até o início de junho, segundo levantamento da AgRural. O índice representa um avanço significativo em relação aos 2,4% registrados na semana anterior e supera o percentual de 1,9% observado no mesmo período da safra passada.

O desempenho dos trabalhos é liderado por Mato Grosso, principal produtor nacional do cereal, onde as condições de campo têm favorecido o avanço das colheitadeiras. Enquanto isso, Paraná e Mato Grosso do Sul começam a ganhar participação na colheita, embora em ritmos distintos.

Mato Grosso lidera colheita da safrinha

O estado de Mato Grosso continua puxando o ritmo da colheita nacional. Beneficiado pelo bom desenvolvimento das lavouras e pelas condições climáticas mais favoráveis, o estado apresenta perspectivas de produtividade acima da média e deve novamente responder por uma parcela importante da produção brasileira de milho.

No Paraná, segundo maior produtor da safrinha, os trabalhos ainda avançam lentamente devido aos elevados níveis de umidade nas áreas produtoras, o que dificulta a entrada das máquinas no campo.

Já em Mato Grosso do Sul, a colheita começou em áreas isoladas, marcando o início dos trabalhos no estado e ampliando a participação da região Centro-Oeste na oferta nacional do cereal.

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Estiagem reduz potencial em alguns estados

Apesar do bom desempenho observado em Mato Grosso, a revisão mais recente da AgRural trouxe ajustes negativos para algumas regiões produtoras.

A consultoria reduziu suas estimativas para Goiás, Minas Gerais e São Paulo em razão da estiagem registrada durante fases importantes do desenvolvimento das lavouras. A falta de chuvas comprometeu parte do potencial produtivo nesses estados, limitando os ganhos esperados para a temporada.

Mesmo assim, as perdas foram parcialmente compensadas pelos excelentes resultados projetados para outras áreas do Centro-Sul, especialmente em Mato Grosso, onde as produtividades seguem surpreendendo positivamente.

Produção da safrinha permanece acima de 108 milhões de toneladas

Após a revisão de maio, a estimativa da AgRural para a produção da safrinha 2026 passou para 108,2 milhões de toneladas, uma redução de apenas 900 mil toneladas em comparação com a projeção anterior.

O ajuste é considerado relativamente pequeno diante das dificuldades climáticas enfrentadas em algumas regiões e reforça o cenário de ampla oferta para o mercado interno e para as exportações brasileiras.

Brasil caminha para uma safra recorde de milho

Somando os volumes previstos para a primeira, segunda e terceira safras, a produção total de milho do Brasil na temporada 2025/26 deverá atingir 139,9 milhões de toneladas.

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O número representa crescimento em relação à estimativa anterior, de 138,9 milhões de toneladas, e um salto expressivo frente às 113,2 milhões de toneladas colhidas na safra 2024/25.

Caso o potencial produtivo seja confirmado, o país consolidará uma das maiores colheitas de milho de sua história, fortalecendo sua posição entre os principais exportadores globais do cereal.

Mercado acompanha avanço da oferta

Com a intensificação da colheita nas próximas semanas, o mercado passa a monitorar o impacto do aumento da oferta sobre os preços internos. Além disso, o comportamento das exportações, a demanda da indústria de etanol de milho e o consumo do setor de proteína animal serão fatores decisivos para a formação dos preços no segundo semestre.

A expectativa do setor é de que a entrada gradual da nova safra amplie a disponibilidade do cereal no mercado brasileiro, mantendo o país em posição estratégica para atender tanto o consumo doméstico quanto a demanda internacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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