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Exportações brasileiras do agronegócio já somaram R$ 752 bilhões até outubro

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As exportações do agronegócio brasileiro atingiram R$ 82 bilhões em outubro de 2025, o maior valor já registrado para o mês, de acordo com dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura. Isso representa crescimento de 8,5% em relação a outubro de 2024, resultado puxado principalmente pelo aumento de 10,1% no volume exportado, enquanto os preços médios caíram 1,4%.

Entre janeiro e outubro de 2025, as exportações brasileiras do agronegócio somaram R$ 752 bilhões, um crescimento de 1,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações do agro totalizaram R$ 90,3 bilhões, alta de 4,9% em dez meses. Os números refletem alta na demanda global, aumento dos volumes embarcados e estabilidade nos preços internacionais.

A soja permanece como principal produto exportado do agro nacional, com vendas externas de R$ 19,6 bilhões, sendo quase toda a demanda absorvida pela China, que comprou 6,2 milhões de toneladas no mês, uma alta de 75% frente ao mesmo período do ano passado.

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A carne bovina também registrou movimentação recorde, com exportações de R$ 9,4 bilhões e 320,6 mil toneladas embarcadas. A China segue como principal mercado, respondendo por 58% do faturamento e 187,3 mil toneladas compradas em outubro.

No setor de café, o Brasil faturou R$ 8 bilhões com exportações do produto verde, mesmo com queda nas vendas aos Estados Unidos devido novos impostos. A União Europeia liderou as compras com R$ 3,9 bilhões, seguida por Japão (R$ 613 milhões).

Fonte: Pensar Agro

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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