Agro
Expoinel 2025 em Uberaba terá nove leilões e shopping com genética de ponta do Nelore
Expoinel 2025 celebra a raça Nelore
A Expoinel 2025, considerada a maior exposição de gado Nelore, Nelore Mocho e Nelore Pelagens do país, será realizada de 13 a 19 de outubro, no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG). O evento, promovido pela ACNB e com apoio da Matsuda Sementes e Nutrição Animal, ABCZ e Geneal Diagnósticos, reunirá neloristas brasileiros e internacionais em uma programação completa, que inclui julgamentos de aproximadamente 1.000 animais e nove leilões com genética de alto padrão.
O encontro também encerra o Ranking Nacional da raça, reforçando sua importância para a pecuária nacional e consolidando a Expoinel como referência no setor.
Agenda de leilões com genética de ponta
A programação de leilões começa no dia 13 de outubro, às 19h, com o Leilão Elite Nelore Brun & RS Agropecuária, no Tatersal Rubico de Carvalho, dentro do Parque Fernando Costa. No dia 14, às 20h, será realizado o 3º Leilão Internacional Estrelas, na Chácara Mata Velha.
No dia 15, às 12h, os criadores terão o Sunset Mônica, no Parque Fernando Costa, e às 20h o Leilão Elite Roda Branca & Menezes, no Tatersal Rubico de Carvalho. Já no dia 16, às 20h, acontecerá o Leilão Especial Ourofino Genética Animal e Convidados Especiais, na Chácara do Nelore Nacional.
O dia 17 de outubro terá duas oportunidades para aquisição de genética: às 13h, o Leilão Conexão Brasil Bolívia, no Centro de Eventos RKC, e às 20h, o tradicional Leilão Jóias da Expoinel, no Tatersal Rubico de Carvalho. Para encerrar, no dia 18, às 12h, será promovido o Mega Leilão Agro Mata Velha, no Kiosk Armazém do Boi.
Shopping Nelore Mônica
Paralelamente aos leilões, de 13 a 18 de outubro, os visitantes poderão conferir o Shopping Nelore Mônica, também localizado no Parque Fernando Costa, oferecendo oportunidades de negócios e experiências ligadas à pecuária Nelore.
ACNB destaca relevância do evento
Segundo Victor Paulo Silva Miranda, presidente da ACNB, a Expoinel é um momento de celebração da raça e de reconhecimento dos melhores criadores:
“A Expoinel oficializa nove leilões com genética de altíssima qualidade e reúne importantes criadores. É o grande encontro do Nelore no país, intensifica o melhoramento genético e encerra o Ranking Nacional, reconhecendo os melhores expositores. Temos certeza de que será mais uma edição de sucesso”.
Mais informações
O público interessado em participar ou acompanhar a programação completa da Expoinel 2025 pode acessar o site oficial: www.nelore.org.br/Expoinel.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
MP das dívidas rurais entra na reta final sem garantir renegociação aos produtores
A Medida Provisória 1.376/2026, criada para permitir a renegociação de mais de R$ 100 bilhões em dívidas rurais, entra nesta semana em uma fase decisiva no Congresso sem que produtores tenham acesso amplo e uniforme às novas linhas de crédito. A partir de sábado (29.08), o texto passa a tramitar em regime de urgência e começa a bloquear a votação de outras matérias na Câmara dos Deputados.
O primeiro período de vigência da MP termina em 12 de setembro. O prazo pode ser prorrogado por mais 60 dias caso a votação não seja concluída, mas o calendário expõe a distância entre a urgência financeira das propriedades e o ritmo de execução da medida. A comissão mista encarregada de analisar o texto foi instalada em 12 de agosto e ainda precisa aprovar um parecer antes que a proposta siga para os plenários da Câmara e do Senado.
Enquanto o Congresso discute alterações, os produtores enfrentam dificuldades para transformar a autorização legal em contratos. A regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN) foi publicada em 23 de julho, mas a portaria que permitiu ao Tesouro Nacional equalizar as taxas de juros saiu apenas em 13 de agosto, quase um mês depois da edição da MP.
A Portaria 2.423 autorizou limites próximos de R$ 25,8 bilhões para operações com juros subsidiados. Os recursos foram distribuídos entre dez bancos e sistemas cooperativos, incluindo Banco do Brasil, Banrisul, Banco da Amazônia, Banco de Brasília, Banpará, Sicoob, Sicredi, Cresol, Credicoamo e Banco DLL.
A publicação retirou um dos principais entraves regulatórios, mas não tornou a contratação automática. Cada instituição ainda precisa organizar seus procedimentos internos, verificar o enquadramento das dívidas e analisar a capacidade de pagamento, o risco e as garantias apresentadas pelo produtor. Até agora, não foi divulgado um balanço nacional consolidado que mostre quanto dos R$ 25,8 bilhões já se converteu efetivamente em contratos.
A diferença entre o volume autorizado e o tamanho do problema também aumenta a pressão. Levantamento elaborado a partir de informações do Banco Central aponta que o crédito rural acumulava R$ 197,2 bilhões em saldos considerados problemáticos em junho, equivalentes a aproximadamente 22,5% da carteira ativa.
Desse total, R$ 38,1 bilhões estavam inadimplentes, R$ 20,9 bilhões correspondiam a operações em atraso, R$ 31,6 bilhões haviam sido prorrogados e R$ 106,4 bilhões estavam em financiamentos já renegociados. Os números indicam que o valor disponível nas linhas subsidiadas poderá atender apenas a uma parcela da demanda.
O próprio Banco do Brasil, principal financiador do campo, identificou uma carteira potencial de até R$ 100 bilhões que poderia ser enquadrada na medida. O montante envolve aproximadamente 113 mil clientes, entre produtores inadimplentes e tomadores com contratos anteriormente prorrogados ou renegociados.
A MP atende produtores rurais e cooperativas de produção agropecuária que comprovem perdas em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025. Também é necessário demonstrar redução mínima de 30% da renda bruta esperada, causada por eventos climáticos extremos ou pela queda dos preços dos produtos financiados.
A comprovação depende de laudo elaborado por profissional legalmente habilitado. Esse requisito é um dos pontos questionados por representantes do setor, principalmente em regiões nas quais as perdas foram generalizadas e já reconhecidas por levantamentos oficiais, decretos de emergência e registros das próprias instituições financeiras.
Pelas regras gerais, agricultores familiares enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) podem contratar até R$ 400 mil, com juros de 6% ao ano. Para os médios produtores do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), o limite é de R$ 2 milhões, com taxa de 9%. Os demais produtores podem acessar até R$ 4 milhões, com juros de 12% ao ano.
Nessa modalidade, o prazo de pagamento chega a oito anos, com a primeira amortização do principal dois anos depois da contratação. Os juros, contudo, precisam ser pagos durante o período de carência.
Há condições melhores para produtores que comprovem perdas mais severas. Quem registrar prejuízos em pelo menos três safras, provocados por eventos climáticos extremos, e redução mínima de 40% da renda poderá obter prazo de até dez anos. Os limites chegam a R$ 500 mil no Pronaf, R$ 2,5 milhões no Pronamp e R$ 8 milhões para os demais produtores, com taxas de 5%, 8% e 11% ao ano, respectivamente.
Mesmo preenchendo os requisitos, o produtor não tem aprovação garantida. O risco das operações continua sob responsabilidade das instituições financeiras, que podem exigir novas garantias ou negar o crédito após a análise. Essa condição ajuda a explicar por que a existência de recursos autorizados não significa que todo produtor endividado conseguirá aderir.
O prazo para contratação termina em 12 de novembro. Como parte desse período já foi consumida pela regulamentação, produtores e entidades do setor alertam para o risco de concentração dos pedidos nas últimas semanas, demora na análise dos documentos e esgotamento dos limites disponíveis em determinadas instituições.
No Congresso, a quantidade de propostas de mudança revela a insatisfação com o alcance do texto original. A MP recebeu 144 emendas. Entre as alterações sugeridas estão a inclusão de mais operações de investimento, capital de giro e Cédulas de Produto Rural (CPRs), a ampliação das datas de enquadramento, a redução das exigências para comprovação das perdas e a extensão dos prazos de pagamento.
Também há pressão para que a medida contemple produtores que renegociaram contratos anteriormente, mas voltaram a perder safras, além daqueles cujas dívidas foram transferidas, cedidas ou substituídas por outros instrumentos financeiros. O desafio será ampliar o público sem elevar o custo fiscal a um nível que impeça um acordo para a aprovação.
Para o produtor, a orientação é procurar imediatamente a instituição credora e formalizar o interesse na renegociação. Contratos, extratos das operações, comprovantes de perdas, registros de produtividade, documentos fiscais e laudos técnicos devem ser reunidos antes da abertura do pedido. O protocolo da solicitação também é importante para demonstrar que a procura ocorreu dentro do prazo.
A entrada da MP em regime de urgência aumenta a pressão política, mas não resolve os obstáculos encontrados nas agências bancárias. O resultado da medida será definido menos pelo volume anunciado e mais pela quantidade de produtores que conseguirem superar as exigências, aprovar o crédito e assinar os contratos até novembro.
Fonte: Pensar Agro
-
Paraná6 dias agoEm Campina Grande do Sul, Ministério Público do Paraná denuncia por homicídio culposo médica que dirigia UTI pediátrica na qual morreram seis crianças em 2024
-
Esportes7 dias agoInternacional cede empate ao Remo no fim e chega a sete jogos sem vencer no Brasileirão
-
Agro5 dias agoEmpresas do agro têm até 31 de agosto para declarar “projetos do bem”
-
Política Nacional7 dias agoEm Oiapoque, Davi comemora possível exploração de petróleo na Margem Equatorial
-
Política Nacional7 dias ago
Eleições 2026: veja os números das candidaturas oficializadas
-
Educação7 dias agoInscrições para seleção do ProLEEI começam nesta segunda (17)
-
Economia4 dias agoPortaria interministerial amplia alcance do Move Brasil – Táxi Aplicativos
-
Brasil7 dias agoMinha História Sem Filtro: Ministério da Saúde convida população a contar sua história sobre os desafios de parar de fumar
