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Eventos em Campo Mourão incentivam produção orgânica e segurança alimentar

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Iniciativas do governo estadual para incentivar a agricultura orgânica e a sustentabilidade foram apresentadas na 2ª edição da exposição Caminhos da Produção Orgânica, em Campo Mourão, organizada pelo Ministério Público do Paraná, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento e prefeitura.

O evento na Praça São José reuniu estudantes do colégio agrícola da região, universidades, entidades do agro e iniciativa privada para trocar experiências e informar sobre oportunidades no setor. Agricultores também comercializaram seus produtos.

O Paraná lidera o ranking nacional em produtores de orgânicos certificados, com aproximadamente 4 mil. “Nós temos uma agricultura grandiosa, que é o nosso principal negócio, e não há nenhum problema em fazer agricultura convencional com práticas corretas, adequadas. Mas existe um apelo no sentido de produzirmos uma agricultura mais natural, e uma crescente procura por parte do consumidor”, disse o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

Ele acrescenta que o Estado deve ampliar a produção para atender ao desafio de fornecer alimentação escolar 100% orgânica até 2030. “É um desafio importante. Por isso é fundamental a presença desses estudantes aqui, formando consciências mais elevadas em torno da sustentabilidade, proteção do solo, da água, da biodiversidade”, completou.

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Com um estande no local, o IDR-Paraná apresentou ações como o programa Paraná Mais Orgânico e o Banco de Alimentos Comida Boa, da Ceasa Paraná. “Os eventos são uma forma de divulgar as políticas públicas para a agricultura, os trabalhos de assistência técnica e os caminhos para a certificação de produtos orgânicos”, destaca o gerente regional do IDR-Paraná em Campo Mourão, Jairo de Quadros.

A promotora de Justiça e coordenadora do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema), Rosana Araújo de Sá Ribeiro, explica que a exposição procurou demonstrar, além de pesquisas desenvolvidas por universidades e empresas, a cadeia biológica para assegurar a produção de alimentos sustentáveis. “É de extrema importância expor estas informações para conhecimento da sociedade”, disse.

O evento também contou com a presença do diretor de Extensão Rural do IDR-Paraná, Diniz Dias de Oliveira, e participação de todo o Sistema Estadual da Agricultura.

AÇÕES – Além de assistência técnica e extensão rural na área de orgânicos, o Estado auxilia produtores em programas como o Compra Direta Paraná, com a aquisição de alimentos orgânicos pelo Estado com valor acima dos convencionais, e os destina à rede socioassistencial.

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Já o Coopera Paraná, que garante recursos para pequenas associações e cooperativas, tem pontuação diferenciada para iniciativas agroecológicas e sustentáveis. A Seab também elaborou um mapa colaborativo que reúne todas as feiras de produtos orgânicos no Estado.

CONFERÊNCIA – As ações do Sistema Estadual de Agricultura pela saúde e sustentabilidade na alimentação continuam nesta quinta-feira (31), com a Conferência Regional de Segurança Alimentar e Nutricional de Campo Mourão. A programação inclui palestra sobre erradicação da fome e garantia de direitos; composição do Coresan – Conselho Regional de Segurança Alimentar e Nutricional; e apresentação das propostas e dos delegados da Conferência Estadual, prevista para dezembro.

Fonte: Governo PR

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MPPR expede recomendação administrativa para conter atropelamento de animais silvestres em rodovias de Londrina e cobra medidas do Município e do DER-PR

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, emitiu recomendação administrativa cobrando ações efetivas para cessar a mortandade de animais silvestres nas rodovias LA-003, conhecida como Mábio Gonçalves Palhano, e PR-538. Os trechos afetados margeiam o Parque Estadual Mata dos Godoy. O documento foi direcionado ao Município de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).

A medida é desdobramento de procedimento administrativo instaurado em 2022 pela Promotoria de Justiça. Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes naquelas vias e em outras rodovias da região. O estudo identificou seis pontos críticos de atropelamento, com medidas mitigatórias validadas pelo IAT.

Biodiversidade – A área é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para a conservação da biodiversidade e abriga espécies ameaçadas de extinção. Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. Levantamentos recentes confirmaram a letalidade contínua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro de 2025, além da constatação de desgaste na sinalização existente em vistoria realizada em março de 2026.

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Além do dano ambiental, os atropelamentos representam risco à segurança dos motoristas. Dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual registraram 258 acidentes por atropelamento de animais em 2019 e 283 ocorrências em 2020, resultando em vítimas fatais e feridas.

Medidas – Entre as solicitações feitas ao Município de Londrina, estão o reforço da sinalização, a implantação de mecanismos permanentes de redução de velocidade e a elaboração de projeto executivo para a construção de passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.

Os destinatários têm 30 dias para responder por escrito sobre o acatamento da recomendação e devem apresentar cronogramas que prevejam a conclusão das obras em prazo não superior a 12 meses. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas judiciais, com responsabilização civil por dano ambiental.

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Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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