Paraná
Evento do Ipardes e IBGE discute impactos dos dados do Censo 2022 nas políticas públicas
O Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico) e o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) promoveram nesta quinta-feira (22), no Palácio das Araucárias, em Curitiba, um evento sobre o Censo Demográfico 2022 que reuniu técnicos de diversas áreas e instituições.
Com previsão para dar início à publicação dos dados no próximo dia 28, o 13º Recenseamento Geral do Brasil vai suprir uma lacuna de 12 anos de informações sociais e econômicas de todo o País, o que vai influenciar na construção e andamento de políticas públicas regionais.
Nesta reunião técnica, que fez parte da programação de comemoração pelos 50 anos do instituto paranaense, foram apresentados indicadores da etapa da coleta das informações, as barreiras e desafios encontrados durante a pesquisa, os avanços e as inovações implementadas nesta que é considerada uma das maiores operações censitárias do mundo.
Cimar Pereira, presidente-substituto do IBGE, assinalou que os primeiros resultados definitivos do Censo sobre população e domicílio serão uma importante bússola para o Paraná. “Com eles, o Ipardes poderá desenvolver indicadores que vão orientar o trabalho da Secretaria do Planejamento, do Governo do Estado e dos municípios, a partir de um detalhamento sobre as áreas de concentração metropolitanas, as populações atualizadas de Curitiba e de todo Estado, divididas por municípios”, explicou.
- Ipardes faz 50 anos como base segura de dados para fortalecer políticas públicas no Paraná
- Em comemoração aos 50 anos, Ipardes promove palestras com o presidente e diretora do IBGE
Uma das determinações fundamentais do IBGE, segundo Pereira, foi ampliar o estudo de áreas de concentração de população, um conhecimento mais amplo sobre processos migratórios, proporcionando uma interpretação mais lúcida do que está acontecendo nas regiões metropolitanas. “Esses dados são muito importantes para o desenvolvimento de políticas públicas e para o seu monitoramento, sobretudo porque estamos falando de dados que vão abarcar, com detalhamento, o período pós-pandemia”, acrescentou.
O presidente do Ipardes, Jorge Callado, explica que essas informações produzidas pelo IBGE, bastante aguardadas pela população, vão estruturar novos indicadores do instituto, contribuindo de forma direta em planos especiais do Estado, do Paraná Produtivo até o Plano Estadual de Saúde, além de auxiliarem na avaliação do andamento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e de outros indicadores sociais, econômicos e ambientais.
“Essa atualização será representativa para o Paraná, porque os índices do Ipardes muitas vezes são baseados em dados do IBGE, então teremos uma boa atualização. Além disso prevemos que os dados irão mostrar melhorias em vários índices estaduais”, disse.
Entre outros índices do Ipardes que têm influência mais direta de dados do Censo estão aqueles referentes à exportação, à habitação e ao saneamento, informações importantes que ajudam a formatar políticas públicas e que vão embasar alguns ajustes, se necessários.
Felipe Flessak, diretor-geral da Secretaria do Planejamento, ressaltou a importância da apresentação do Censo Demográfico 2022 para os gestores, por dar a orientação necessária para que as melhores decisões sejam tomadas. “Esses dados irão ajudar não só no monitoramento, mas também na fiscalização das nossas atitudes, para que possamos saber para quais caminhos estamos indo e vermos se as nossas políticas públicas estão sendo observadas”, disse.
Além de elogiar a parceria fundamental do instituto com o Estado e prefeituras, que garantiram que o Censo tivesse a sua estrutura e trabalho garantidos, o superintendente do IBGE no Paraná, Elias Ricardo, destacou que os novos dados vão apontar desafios importantes ao Estado, como a ampliação da saída populacional desde as pequenas cidades.
“Em reunião com o governador Carlos Massa Ratinho Junior e o secretário do Planejamento, Guto Silva, foi externada a preocupação com o resultado final no sentido de novas políticas para retenção de pessoas nos pequenos municípios e o maior fluxo nos grandes e médios municípios, o que exige toda uma dinâmica diferente da aplicação de recursos públicos, que é preocupação tanto dos governos quanto das prefeituras”, afirmou Ricardo.
EVENTO – O Ipardes segue com as programações em comemoração aos seus 50 anos com um evento acadêmico nesta sexta-feira (23) aberto à comunidade paranaense, reunindo nomes do IBGE, como o presidente Cimar Pereira, que abordará “Pesquisas do IBGE e o Censo 2022”; e Rebeca de La Rocque Palis, coordenadora de Contas Nacionais, que falará sobre a importância das parcerias entre o instituto e os órgãos estaduais de estatísticas para elaboração dos sistema de contas regionais.
A entrada será gratuita, mediante inscrições limitadas, que devem ser feitas pela Escola de Governo do Estado do Paraná.
Serviço:
50 anos do Ipardes – Palestras IBGE
Data: 23 de junho, sexta-feira
Horário: 9h30
Local: Auditório Gregor Mendel da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) – Rua Imaculada Conceição, 1.155 – Prado Velho, Curitiba
Inscrições no link https://www.ead.pr.gov.br/course/view.php?id=1642
Fonte: Governo PR
Paraná
Semana típica de verão: tempo abafado e chuva de fim de tarde no Paraná
A semana começa com a passagem de uma frente fria perto do Paraná, que deve trazer muita chuva entre segunda (16) e terça-feira (17). De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), os outros dias serão bem característicos de verão, com temperaturas elevadas e chuvas localizadas entre a tarde e a noite. A única trégua de chuva no estado está prevista para quinta-feira (19).
A frente fria já se desloca pelo Sul do Brasil. “Esse sistema frontal deixa o tempo mais instável na área litorânea, mas também induz a formação de áreas de instabilidade sobre o continente. Isso porque um fluxo de ar quente e úmido segue constante da região do Paraguai e Centro-Oeste do Brasil em direção aos três estados”, explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar.
No Paraná, a segunda-feira (16) será marcada pela rápida elevação das temperaturas e, a partir da tarde, há previsão de chuvas localizadas em muitos setores do estado – incluindo a região Norte, que teve menores acumulados de chuva neste fim de semana, e nesta segunda poderá registrar algumas pancadas de chuva entre a tarde e noite, de forma isolada.
A terça-feira de carnaval (17) será de tempo ainda mais instável e possibilidade de temporais no Paraná, devido a aproximação da frente fria pelo oceano. “Há um ciclone extratropical que atua muito longe da costa litorânea, quase sem impactos sobre as regiões paranaenses. No Paraná a influência maior será do sistema frontal e desse ar quente e úmido vindo de regiões vizinhas”, detalha Lizandro.
Na quarta-feira de cinzas (18) a chuva fica mais concentrada entre o Sul e o Leste do Paraná, de forma localizada, entre a tarde e a noite. Na quinta-feira (19), a chuva dá uma trégua e o predomínio será de sol e calor. “É o único dia da semana em que teremos temperaturas bem mais elevadas e ausência de chuva em praticamente todas as regiões do estado”, ressalta Lizandro.
A chuva volta na sexta-feira (20), bem característica de verão: pequenos núcleos de chuva com trovoadas são esperados após período de maior aquecimento, entre a tarde e a noite, em todas as regiões paranaenses.
CHUVA LOCALIZADA – No último fim de semana, após a passagem de outra frente fria, o volume de chuvas foi tão alto que algumas estações meteorológicas já ultrapassaram em 15 dias o volume de chuvas que era esperado para o mês. Em outras, entretanto, o volume de chuvas não chegou sequer a 25 mm no mesmo período, o que evidencia a característica de chuvas localizadas no verão: pode chover em uma cidade e não em outra, ou até mesmo chover muito em um bairro de uma cidade, e não em outro.
Foi o que aconteceu no domingo (15) em Curitiba pouco depois das 17h. A estação meteorológica do Simepar, no Jardim das Américas, registrou 10,4 mm no dia, com o maior volume concentrado em uma hora. Entre as estações da Prefeitura de Curitiba, a meteorológica do Cajuru registrou um acumulado de 9,4 mm em 40 minutos; a do Alto da XV registrou 8,6 mm em 40 minutos; a do Centro registrou 6 mm em 40 minutos; a do Tatuquara registrou 4 mm em 20 minutos; a de Santa Felicidade registrou 11,4 mm em meia hora; a do Boa Vista registrou 17,8 mm em 20 minutos; a hidrológica do Bigorrilho registrou 3,8 mm em meia hora, seguida de 2 mm em meia hora, uma hora depois; e a hidrológica do Bairro Alto registrou 55,7 mm em 40 minutos; enquanto as estações meteorológicas no Bairro Novo, Boqueirão, CIC, Caximba, Pinheirinho e Portão, e a estação hidrológica do Barigui, não registraram nada no mesmo período.
Grandes volumes em curto espaço de tempo, como o que ocorreu na estação do Bairro Alto, também foram registrados em outras cidades paranaenses no sábado (14): Antonina registrou um acumulado de 59,6 mm no dia, sendo 30,6 mm em apenas meia hora, por volta das 17h; e Fazenda Rio Grande acumulou no dia um volume de 48,8 mm, sendo 38,6 mm em apenas meia hora, por volta das 14h.
Volumes ainda maiores foram registrados na sexta-feira (13), quando a outra frente fria atravessou o Paraná. Os acumulados mais altos foram em São Miguel do Iguaçu (192,2 mm), Pato Branco (99,2 mm), Palmas (93,6 mm), Antonina (93,6 mm), Palotina (90,4 mm), Guaraqueçaba (89,8 mm), General Carneiro (86,4 mm), Francisco Beltrão (86,2 mm), e Morretes (INMET) (80,6 mm).
Tanta chuva no fim de semana levou sete estações meteorológicas do Simepar a atingir em apenas 15 dias o volume de chuvas esperado para todo o mês de fevereiro. Em Antonina a média de chuvas para fevereiro historicamente é de 325,9 mm e já choveu 328,2 mm; em Fazenda Rio Grande a média é de 107,4 mm e já choveu 113 mm; em Palmas a média é de 137,8 mm e já choveu 155,4 mm; no Distrito de Horizonte, em Palmas, a média é de 130,8 mm e já choveu 141,2 mm; em Pinhão a média é de 127,7 mm e já choveu 139,4 mm; em São Miguel do Iguaçu a média é de 135,9 mm e já choveu 216,8 mm; e em União da Vitória a média é de 121,9 mm e já choveu 123,4 mm.
Em outras estações, entretanto, a chuva não chegou nem a 25 mm durante os mesmos 15 dias. É o caso de Cascavel, Capanema, Loanda, Santa Maria do Oeste, Santa Helena e Santo Antônio da Platina.
As temperaturas seguem atingindo recordes. No domingo (15) as estações meteorológicas de Loanda (37°C), Santa Maria do Oeste (31,3°C), Santo Antônio da Platina (33,6°C) e Nova Tebas (INMET) (34°C) atingiram a temperatura mais alta do ano até o momento.
Fonte: Governo PR
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