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Etanol registra maior valor desde junho

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Os dados são do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que acompanha transações em postos de combustíveis em todo o país.

Impacto da regulação e da oferta no mercado

De acordo com Renato Mascarenhas, diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade, a elevação do etanol reflete tanto a maior demanda quanto mudanças regulatórias.

A recente decisão que elevou a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 27% para 30%, somada às condições de oferta no mercado interno, influenciou diretamente o resultado. Mascarenhas destacou ainda que fatores sazonais e agrícolas também pesam no comportamento dos preços.

Variação por regiões
  • Etanol:
    • Nordeste foi a única região com queda, de 0,20% (R$ 4,94).
    • Sudeste apresentou a maior alta, de 1,65%, mas segue com o combustível mais barato do país, a R$ 4,30.
    • Norte continua com a maior média: R$ 5,20 (+0,19%).
  • Gasolina:
    • Apesar da estabilidade nacional, o Nordeste registrou queda de 0,47% (R$ 6,42).
    • Sudeste teve leve alta de 0,32%, chegando a R$ 6,21, a menor média entre as regiões.
    • Norte mantém o maior preço do país: R$ 6,83 (-0,15%).
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Destaques estaduais do etanol
  • Maior alta: Rondônia (+3,75%), média de R$ 5,26.
  • Mais barato: São Paulo, R$ 4,18 (+2,20%).
  • Maior queda: Alagoas (-1,87%), com R$ 5,25.
  • Mais caro: Amazonas, R$ 5,47 (+0,18%).
Destaques estaduais da gasolina
  • Maior alta: Espírito Santo (+0,79%), média de R$ 6,41.
  • Maior queda: Alagoas (-2,12%), a R$ 6,46.
  • Mais barato: Rio de Janeiro, R$ 6,12 (estável).
  • Mais caro: Acre, R$ 7,44 (-0,53%).
Gasolina mais vantajosa, mas etanol mantém apelo ambiental

Segundo Mascarenhas, diante da alta do etanol, a gasolina se tornou a opção mais econômica em grande parte dos estados, especialmente no Nordeste, Sul e Norte.

Ainda assim, o diretor reforçou a relevância ambiental do biocombustível: o etanol emite menos poluentes e contribui para metas de descarbonização e mobilidade sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico

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O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.

Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história

O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.

A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.

Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras

Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.

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A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.

Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento

A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.

Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.

Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas

Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.

O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.

Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.

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Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.

As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.

Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior

Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.

Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.

“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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