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Etanol registra alta semanal, mas recua no fechamento em Paulínia (SP)

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O mercado de etanol apresentou comportamentos distintos ao longo da semana de 16 a 20 de março. Enquanto o indicador semanal registrou leve valorização, o indicador diário em Paulínia (SP) encerrou a sexta-feira (20) em queda, conforme dados do CEPEA/ESALQ.

Alta no indicador semanal do etanol hidratado

No acumulado da semana, o etanol hidratado foi negociado a R$ 2,9609 por litro, registrando avanço de 0,58% em relação ao período anterior. O resultado reforça o movimento de recuperação gradual das cotações, observado nas últimas semanas, sustentado por ajustes entre oferta e demanda no mercado.

Recuo no indicador diário em Paulínia

No mercado spot, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 3.044,50 por metro cúbico na sexta-feira (20), representando queda de 0,18% na comparação com o dia anterior. A retração no fechamento da semana indica um ajuste pontual nos preços, típico de mercados com maior volatilidade no curto prazo.

Etanol acumula valorização em março

Apesar do recuo registrado no último dia da semana, o indicador diário segue com desempenho positivo no mês. Em março, a alta acumulada é de 2,49%, refletindo a trajetória de recuperação dos preços ao longo das últimas semanas.

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O comportamento do mercado aponta para um cenário de estabilidade, com viés de alta, ainda que sujeito a oscilações pontuais no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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